"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

31/12/2010

FELIZ ANO NOVO!

O Melhor da Vida ( Guilherme Arantes) 













 

Eu quero o sol
Ao despertar
Brincando com a brisa
Por entre as plantas
Da varanda
Em nossa casa
Eu quero amar
É lógico
Que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico
Que a lua cheia






 

Você mostrou pra mim
Onde encontrar assim
Mais de um milhão
De motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter
Os pés no chão e ver
Que o melhor da vida

Vai começar







Tributo à Amizade


Certo dia, postando recado no Orkut de uma amiga, encontrei uma pessoa chamada Jô. Como tenho outra amiga chamada Jôsy e achei a da foto bem parecida com ela, entrei no Orkut da tal Jô, pensando ser minha amiga  e me deparei com uma estranha.
Minha visita ao Orkut da moça foi denunciada e ela prontamente também visitou minha página de recados, deixando escrito que pensou que fosse Lola, uma amiga sua (Conceição), que, por coincidência, havia sido minha professora de antropologia no Brasil, na graduação.
Bem, na verdade, ela deixou dito que agradecia a minha visita e que eu poderia voltar quantas vêzes desejasse, bem como enalteceu as homenagens que eu fiz no álbum, a papai e à minha família. Percebeu, por intermédio de uma crônica, o quanto gosto de flores e daí em diante, criamos um laço de amizade.
Esta amizade se consolidou ainda mais, quando soube, por intermédio de Lúcia Linhares, que Jô estava iniciando um tratamento contra o câncer de mama que lhe acometera e que os amigos estavam organizando um brechó em prol de angariar fundos para ajudá-la durante o processo.
Fui postando recadinhos no Orkut de Jô e ela sempre me respondia com um carinho e uma disponibilidade de admirar. Até que passamos a pensar em nos encontrarmos numa pizzaria, (sugestão dela, acatada por mim, já que adoro pizza). Marcamos umas duas vezes, ou mais, mas o encontro nunca aconteceu. Digo o encontro face a face, visto que o encontro de nossas almas, esse já tinha acontecido.
Quando falo em encontro de almas, não estou exagerando; acredito mesmo que aconteçam encontros desse tipo. E que, na verdade, eles nunca se dão por acaso. Considero-me amiga de Jô, mesmo que nunca a tenha visto nesta vida e que saiba que isto jamais acontecerá, posto que, há pouco menos de um mês, recebi por intermédio de Uelma, outra amiga comum, a notícia de seu falecimento.
Após distribuir sorrisos e simpatia, com uma maneira de se expressar que faz até os mais incrédulos acreditarem na vida, depois de um luta exaustiva contra a doença que tomou conta do seu corpo, a minha amiga partiu desta vida, deixando a marca indelével, que só as almas especiais deixam. Sinto remorsos por não tê-la presenteado com os gerâneos que a prometi, quando ela ficou empolgada ao saber que eu os tinha.
Uma das marcas deixadas por Jô, e que sempre me fazem lembrá-la ao abrir meu blog, pois lá a deixei estampada já há algum tempo, foi uma coisa muito interessante que ela fez: em um sítio onde viveu seus últimos tempos aqui na terra, personalizou cada árvore com o nome de amigos queridos, entre eles, eu. Todas elas estão publicadas em fotos em seu álbum do Orkut.
Esta crônica, mais que uma simples homenagem a minha amiga virtual, é um tributo à amizade – este sentimento que, embora raro, reputo como imprescindível à vida.
Encravada na árvore do sítio de Jô, meu nome e apelido, ficarão, até que alguém ou o tempo os retire de lá. Porém, a marca que ela deixou tatuada em minh’alma, esta jamais se apagará e passarão de uma existência à outra, ratificando a beleza do sentimento de amizade que passou a existir, quando do encontro de nossas almas aqui na terra.
Feliz Ano Novo amigos queridos. Vocês sempre estarão marcados em meu coração

Lola (31/12/2010)

25/12/2010

FELIZ NATAL

F eito de esperança e bondade        
E spírito Divino, iluminado
L uz que alimenta nossa vida
I rmão na fé que nos conduz
Z elo a toda hora, que não falta

N ascimento de Jesus, o salvador
A quele que nos diz: tudo é possível
T odos que crêem em mim e os que não crêem
A lcançarão a luz e a vida plena
L uz que emana dEle que é pai    
Lola ( Natal 2010)  



22/12/2010

Sobre Elisete e Elisetes


Estava eu em Caruaru, dia 09 de dezembro, prestes a entrar em sala de aula para participar de uma banca para seleção de professor na FAVIP. Para afastar um pouco a ansiedade, depois de revisar o conteúdo e o material da aula, fui ver e-mail, lá mesmo, na biblioteca. Foi então que abri um e-mail de Elisete, convidando para o lançamento do seu primeiro livro, Matuta da Gema. Respondi prontamente e ela me deu retorno no mesmo instante. Estávamos on line ao mesmo tempo. Respondi novamente e mais uma vez ela retornou. Enfim, terminamos com uma afirmativa dela que rezaria em prol do que eu lhe pedira. Fiquei tão confiante! Em minha modéstia avaliação, Elisete é uma mulher de fé. E não é porque passou seis anos vivendo numa instituição religiosa, não. É pela forma que conduz sua vida. Elisete sabe viver. Já disse isso a ela e digo constantemente a minhas irmãs. Ela sabe tirar leite de pedra  e nem chora se ele se derrama...sabe que de onde saiu o primeiro, se não sair novamente, outras pedras no caminho podem vir a lhe providenciar o leite necessário.
Eu já tinha uma dmiração muito grande por essa Matuta da Gema, no dizer dela própria, mas confesso que desde o dia 20 de dezembro deste ano de 2010, a minha admiração aumentou consideravelmente.
Quando voltei pra casa, já tarde, na mesma noite de autógrafos, depois de um banho morno muito gostoso, me deitei e comecei a folhear o livro. Quase 3hs da manhã e eu ainda com a luz do quarto acesa, enquanto Rostand dormia. Só fechei o livro por receio de acordá-lo, pois a leitura me fez desaguar em lágrimas e chegou a fazer barulho. Resolvi pausar e deixar a leitura pra outra hora. O fato é que fui dormir com uma certeza – me identifico e muito com a tal matuta. E não é por ser matuta não, pois nunca saí de Campina Grande, onde nasci e moro até hoje, embora em muitos aspectos, a matutice também faça parte do meu leque de possibilidades.
Minha identificação relaciona-se ao seu jeito de ser mãe e do amor que vai além dos filhos, visto que tem a ver com o fato de gostar de ser mãe, amar a maternidade.
Certa vez, minha irmã Fáti, falando sobre suas idas a João Pessoa, onde se hospedava na casa de Elisete, disse que lá se sentia como em minha casa, pelo jeito dos seus meninos a tratarem. Falou sobre eles com muito amor, respeito e admiração aos seus jeitos de ser, que percebia muito próximos aos das minhas meninas. Aff! Aquele foi o maior elogio que eu, mãe coruja e convencida de ser uma boa mãe, poderia receber. Cada coisinha que lia a respeito do seu cotidiano familiar me fazia ratificar a afirmativa de Fáti.
Voltando às lágrimas que me tomaram conta e que ensaiam dar o ar de sua graça neste momento em que escrevo, elas não se deram por sentir tristeza ao ler Elisete. Ao contrário – quanto mais chorava, mais me sentia feliz em saber que existem pessoas como ela. E a minha esperança no futuro da humanidade tomou fôlego.
Tenho pensado em estudar, num possível doutorado, a condição humana enquanto recurso natural. Fala-se muito em recursos naturais e que o homem o vem devastando. Essa perspectiva enxerga o homem apenas como mal feitor, culpado pela degradação do ambiente que lhe dá vida, esquecendo de percebê-lo como parte desse ambiente e que, por isso mesmo, também vem se deteriorando.
Ao ler a história de vida de Elisete, reforcei meu desejo e entendi que toda e qualquer mudança só se dá a partir de engajamento, de trabalho comprometido. Reforcei a compreensão que “os homens de boa vontade” serão sempre os atores principais no palco da vida, no sentido de mudanças qualitativas que possam reverter a situação em que a humanidade se encontra.
Consegui enxergar, a partir da leitura, as transformações que essa mulher danada foi tecendo aos poucos, na vida dos que o cercaram até então. E principalmente, percebi o quanto ela não se deixou trabalhar sozinha e fez de cada pessoa com quem conviveu, um aliado em prol das mudanças que intencionou.
Arretada mesmo, essa Elisete! Pense numa mulher determinada. Pensou? É ela mesma - a matuta da gema e da clara. Matuta da casca. Da gemada. Da omelete. De tudo o que é possível a partir do ovo, célula mãe.
Eu nem ia tocar num certo assunto, mas agora não tem como; somos “quase parentes”, ai ai...É que Talitta, a minha filha mais velha, andou de conversas com seu filho mais novo, Rafael. E desde que houve o prenúncio de um possível namoro, me alegrei, por saber das qualidades que ele tem, incluindo a mãe, que certamente fez a diferença na sua formação, contribuindo para ele ser como é. Então, lendo suas histórias, fiquei a imaginar um neto em comum com Elisete. E podem me achar maluca, mas foi isso mesmo que pensei (morrendo de rir) O quanto seria especialmente amado, pelas avós mais que corujas e pelas grandes famílias de seus pais.
Bem... Descartada a possibilidade de namoro entre nossos filhos, desejo afirmar nosso parentesco, pois o percebo bastante legítimo, uma vez que, se identificar é por na pessoa ou objeto com quem se identifica, um pouco de nós mesmos e/ou trazer para nós um pouco dos mesmos.
De parabéns Elisete pela obra lançada e de parabéns a Paraíba, que a acalantou em vários berços, em tantas plagas, de parabéns por essa filha matuta, danada, arretada mesmo. Legítima paraibana da gema.

Lola (21/12/10)

16/12/2010

Viver

Viver é dar a luz às possibilidades
Encarar o devir e dar conta do recado
É entender a condição de ser e estar vivo

Lola (13/12/10)

Às ordens

Se tu me chamas eu vou
Nem sei pra onde, mas estou
Pronta pra o que der
E o que vier curto contigo

Lola (13/12/10)

03/12/2010

Em Sala de Aula

Aplico prova
Tempo me sobra
Pra pensar em nós
E no que somos

Um para o outro
Dia após dia
No sentimento
Sempre crescente

Me arrepia
E até dá medo
Sentir-te tanto
Sem ter-te aqui

Só aqui dentro
E aqui não existe
Possibilidade de afastamento
Estou te querendo neste momento

E sei que sabes
Sempre sabes mais
Mas não te apressas
Transmites paz

Volto aos alunos
Mas não te deixo
Do nosso amor
Nunca esqueço

Lola(18/11/10)

Entrega Sem Fim

São tantos dias
E quantas noites
Juntos, bem juntos
Querendo mais

Mas só o tempo
Ele que avança
Trás a esperança
De que logo mais

Seremos livres
Presos somente
Ao nosso amor
E para sempre

Sendo felizes
Cada vez mais unidos
Deixando pra trás
O resto do mundo

Sempre querendo
Sempre bendizendo
Esse amor que é tão forte
E que agradecemos

A Deus por existir
A mim por insistir
A ti por se abrir
Pra essa entrega sem fim

Lola ( 18/11/10)

Identificação

Me identifico com você porque eu gosto
Desse jeitinho seu de dar carinho

Sinto vontade de lhe ter sempre por perto
Pra me mimar e pra lhe dar denguinho

Sinto uma falta danada do seu corpo
Do meu juntinho, bem abraçadinho

Lhe quero agora, vem, mas não demora
Porque senão esse desejo aumenta         
        
E não respondo por mim sem prazer
Pois não me agüento e não perco tempo

E corro o mundo em busca de você

Lola (02/11/10)

Falsos Deuses

Dos falsos deuses estou farta
Neles tudo falta, menos prepotência e arrogância

Falas sem discernimento, sem sentimento
A não ser do tipo que já sabemos:

Poder, dinheiro, posição
A ganância lhes toma o tempo, lhes tira a vida

Em troca querem a nossa, a de quem não compactua sua miséria
Podres de espírito e podres de idéias - São os falsos deuses que nos rodeiam

A eles, os dias contados, as noites mal dormidas
E não há travesseiro que absorva lágrimas de crocodilo

Lola (29 – 02/11/10)

28/11/2010

Sobre o Bom da Vida

Do bom da vida, tira-se proveito
Premia-se, dá-se medalha
Coroa-se com flor um gesto de amor

Lola ( 27/11/10)

20/11/2010

Perseverando

Uma dor quase insuportável
Cala no peito
Ensurdece a alma

Mas uma voz fala
E diz prossiga
Se não tem saída busque alternativas

Não paralise pela agonia
Não se angustie que há mal pior
A dor te mostra que não estás só

Então me acalmo
Afago o sonho
Torno-o brando

E vou seguindo
Sempre sorrindo
Te acompanhando

E onde estiveres lá estou
Cá estou e também estás
Inseparáveis, cada vez mais

Lola (20/11/10)

14/11/2010

À Vida!

A vida é cheia de reentrâncias. Entre elas, coisas boas e ruins. Algumas ficam entremeadas no caminho entre os dois extremos. Isto porque a vida é dinâmica. Tão dinâmica que quando vemos algum objeto que vai além do que ele é, dizemos parecer ter vida.
Por esses lugares, as vezes obscuros, vamos tecendo a nossa vida. Cada um na sua condição, na sua situação, mas cada um fazendo, elaborando, produzindo...A vida não para...
Da complexidade que nos é apresentada, muitas vezes participamos de sua produção.e nem nos damos conta, por isso mesmo achamos que ela nos é apresentada de tal e qual forma. Mas somos nós, no nosso modo de agir, que vamos costurando aquilo que é a nossa vida.
E aí, quando alguma coisa não dá certo, reclamar a quem? Não há o que reclamar. É refletir e prosseguir, a partir da reflexão, que geralmente deixa saldo positivo.
Podemos até enxergar como um recomeço, mas  na verdade, a vida é sempre continuidade. Não dá pra apagar o passado, então, que aprendamos com ele.
Mas acho mesmo bom que seja assim, pois de que valeria a vida vivida se a pudéssemos apagar da memória? O que aprenderíamos com ela?
Melhor então tirar proveito de tudo o que se vive, independentemente de ter sido bom ou nem tanto. Assim, ao contabilizarmos em determinados momentos da vida, perceberemos o quanto foi necessária a caminhada e o quanto a experiência nos legou.
Da máxima, “Navegar é preciso, viver, não é preciso”, eu negaria a segunda afirmação, pois tanto quanto navegar, viver é extremamente necessário. E vamos à luta! E vamos à vida! Sempre...muitas vezes, inclusive, a condição de se estar vivo, é navegar...E vamos ao mar!

Lola ( 14/11/10)

07/11/2010

Escrevo Sim

Escrevo sim. E porque não o faria?
Por que só aos poetas esse privilégio?
A escrita é de todos indistintamente e se há vontade, então porque não praticar?
Ora, a palavra salta a boca e aos olhos, dependendo do que a eles se apresenta.
A vida é um prato cheio de nuances, que só as palavras escritas nos dão conta.
Então que os poetas continuem a escrever como sempre o fizeram.Mas que deixe aos leigos o direito de colocar em prática sua escrita.Assim para estes a vida também poderá e deverá ser mais bonita, pois palavras enfeitam e até encobrem alguns defeitos, como maquiagem, que propiciam ao escritor enxergar tudo de maneira mais amena .Tolhê-los é uma atitude tão pequena, revestida de preconceito e inquietação, que quem sabe não seria inveja ou receio de que e que os leigos ocupem algum espaço, antes só ocupado por poetas, cujas escritas muitas vezes se colocam de forma esnobe e então se empobrecem. Posto que o que há de mais belo nesta vida, vem da singeleza que só se encontra na poesia que é a própria existência.

Lola (07/11/10)




De Amor e Saudade

Quando a saudade aumenta, aperta o peito
E se o peito estufa, a saudade aumenta

É você, fazendo festa bem cá, dentro
 Do meu peito, que deixou de ter lamentos

E só sofre de saudades, nada mais.
Mas se é a saudade mesmo que corrói,

Como gostar, então de sentir isso?
Ah, mas não acontece sem algum conflito;

Riu e choro de saudades de você
Quero lhe ver, quero sentir o seu perfume

Quero ir fundo, bem no fundo de prazer
Quero viver cada momento em pensamento

Mas em contato sempre, sempre com você
Contato físico, explico, não confunda

Porque de espírito, pensamento e sentimento
Já namoramos nos casamos e vivemos

Pois muito próximos, tão próximos nos tornamos,
Que eu só existo a todo tempo lhe querendo

E não resisto a vontade de dizer
Que amor mesmo só se for eu e você

Lola (04/09/10)

06/11/2010

Se te pego

Ah,  se te pego agora, menininho
Não te sobraria um pedacinho
Do teu corpo sem ganhar beijinho
Nem do meu sem receber carinho

Se me pegas agora meu querido
Meu amor num gesto até transbordaria
Te diria tudo o que quisesses
Tua flor inteira eu seria

Só para que me despetalasse e eu ficasse
Caidinha por tii, mas não murchasse
Ao contrário, mais viço eu teria
E só contigo todinho o gastaria
Mas gostaria e teria prazer
De ficar assim, agarradinha
A imaginar o que mais poderia ser
Ah, se te pego agora, bem querer ...

Lola (06/11/10)

05/11/2010

Meu Dodói




Se você fica dodói eu fico triste
Mas finjo ser forte para lhe cuidar
Dar beijinhos, remedinhos e carinhos
Pra você bem rapidinho levantar

Se você fica dodói não me controlo
E me enrolo toda pra poder lhe dar
Tudo o que você precisa ou nem tanto
Mas que quero dar só pra lhe mimar

Se você ficar dodói, não se apavore
Pois aos anjos peço socorro e eles vêem
Todos para lhe fazer companhia
Não ficará só de noite ou de dia

Se você ficar dodói me avise logo
Não suportaria não ficar a saber disto
Se você ficar dodói, até insisto
Que cuidarei como ninguém do meu amor

E logo, logo, ficaria tão disposto
Forte, alegre, saudável, eu aposto
Mas se não me avisar eu não suporto
Aí sim, fico dodói e até choro

Lola (05/11/10)

Sobre Idiotas e Idiotices

Devido à enxurrada de comentários idiotas feitos por pessoas não menos idiotas e que por incrível que pareça, se acham o máximo, pelo fato de ter nascido numa ou noutra região brasileira, resolvi postar alguns textos que podem servir de ótimas respostas, se é que esse tipo de gente que publica idiotices consegue entender alguma coisa.
Bem, em todo o caso, vale à pena a publicação, já que me identifico com o conteúdo dos textos que recebi por e-mail.
Gostaria apenas de lembrar que, não fosse o presidente Lula e sua atuação marcante e acertada, continuaríamos, enquanto Brasil, sendo visto pelo resto do mundo como até então, antes dele ser presidente, éramos: a escória, o submundo, os alienados. Os “índios” (como se fosse algo muito ruim a identidade indígena), o povinho, etc, etc, etc...
Lembro aos ignorantes o quanto eles corroboram com essa idéia, ao escreverem sobre o que desconhecem, com um teor de preconceito que assustaria o próprio Hitler.
O nordeste está para o Brasil como o Brasil está para o mundo. E a história vem cumprindo a sua obrigação de mostrar quem é quem.
Saudações nordestinas. Com todo o orgulho que a identidade nordestina me proporciona, por vários motivos.

Texto de José Barbosa Junior

  
     A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial  Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...
Ah! Nordestinos...
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

José Barbosa Junior, na madrugada de  03 de novembro de 2010.





CARTA DE REPÚDIO (Por Andrea Grace)

Não sou uma pessoa que costuma envolver-se em polêmicas ou declarar seus posicionamentos de forma ferrenha, pois acredito na palavra “Democracia” em toda a sua extensão e profundidade. Entretanto, diante de alguns – para não dizer centenas - de comentários que li via twitter, decidi escrever essa carta.
No último dia 31/10, dia em que o Brasil votou e elegeu a sua primeira presidente mulher – um avanço para o nosso país- os nordestinos foram extremamente desrespeitados e discriminados por terem sido os protagonistas do resultado eleitoral nacional. Comentários como “pessoas sem esclarecimento”, “sem acesso a informação”, “alienadas” foram difundidas, em pleno século XXI, apregoando uma ideia ridícula de segregação do norte e nordeste, em relação ao resto do país.
Para surpresa de alguns desinformados que twitaram tais absurdos, nós nordestinos conseguimos ler, fato que alguns julgaram impossível, pois acreditavam que no nordeste “ninguém sabia nem o que era twitter”. Engraçado é que muitos nordestinos acessam o twitter, o orkut, o facebook e os seus blogs, a partir de notebooks, netbooks, Iphones e Smartphones que, pasmem, nós sabemos o que é cada ferramenta dessa e trabalhamos a ponto de ter acesso a comprá-los, inclusive através dos websites do sudeste. É... os correios também atendem à região nordeste...
Além disso, escrevo de uma cidade do interior paraibano – Campina Grande- situada entre as nove cidades tecnológicas do mundo, segundo a revista NewsWeek (vide: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=7202)., exportando tecnologia da informação para países, como Espanha, EUA e China. Ademais, somos a primeira cidade do Brasil a dominar a tecnologia do plantio de algodão colorido ecologicamente correto. Vivemos num estado, assim como todos, com uma indiscutível má distribuição de renda, fato que não impede que campus de universidades particulares e públicas ofereçam oportunidades de acesso ao ensino superior a todas as classes sociais.
Dentro dessa desigualdade social, ferida aberta em todos os grandes centros urbanos, vemos shoppings (é... nós temos shoppings no nordeste) oferecendo produtos que apenas uma parte da população pode ter acesso, contrastando com casas paupérrimas . Vemos as simples bicicletas, meio de transporte ultimamente eleito como o melhor para o meio ambiente, disputarem espaço com grandes carros de empresas estrangeiras, a exemplo da Hyndai, Honda, Kya, bem como com carros mais populares, produzidos pela Fiat, Chevrolet, e Volkswagen. É... aqui já faz algum tempo que a carroça deixou de ser o principal meio de transporte.
O que mais me assusta é que, diante de pessoas que se declaram tão superiores e esclarecidas, nós nordestinos demonstramos mais poder de decisão e escolha, pois não nos guiamos pelas opiniões alienantes e oligárquicas difundidas pelos principais meios de comunicação nacional. Fato que também deve estarrecer os mais desinformados, pois nós aqui temos televisão, inclusive de plasma, LCD e de LED, e recebemos os sinais das principais redes de televisões do Brasil, sem falar que nos mantemos informados também através de tvs à cabo – mais de uma empresa? – pois é... isso pode ser um tanto quanto impactante para alguns habitantes da parte inferior do nosso mapa brasileiro.
O que observamos é que o Brasil, nesses últimos quatro anos, assistiu a uma expansão do ensino superior, a uma diminuição da miserabilidade do país, a uma estabilidade econômica e a uma descentralização da distribuição de recursos federais, e isso foi determinante, acredito eu, para a escolha verificada com tanta revolta por alguns. A demagogia, o autoritarismo, os sorrisos forçados, a imagem da oligarquia não satisfaz mais a um povo que já sofreu muito com a falta de um olhar de credibilidade para a nossa região.
E para aqueles que não acompanharam muito de perto os resultados eleitorais por região, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, localizados na região Sudeste, também elegeram a candidata petista.
Apesar da grande votação da candidata petista na região nordeste, essa decisão não foi tão unâmime como todos pensam, pois em Campina Grande, repito, na Paraíba, o candidato José Serra teve mais de 60% dos votos. O que prova que democracia é uma palavra que, além de exigir respeito, é imprevisível.
Por tudo isso, venho com todo o meu sentimento de pesar, pelos comentários lidos, não defender um candidato ou outro, mas defender o povo nordestino que possui o direito de votar, bem como todas as demais regiões possui, e esclarecer, àqueles que acreditam em sua superioridade de reflexão e tomada de decisões, que os nordestinos não são a escória do Brasil, mas que contribuímos economicamente com o nosso país e merecemos receber em troca investimento e respeito.
Aconselho também, a tais pessoas e às que pensam como elas, a conhecer o Brasil como um todo, antes de denegrir as pessoas, baseados em informações frágeis e opiniões preconceituosas. Quem não conhece o nordeste, não acredite em tudo que é veiculado pela televisão: venha aqui e se encante!

 
Andrea Grace
(Nordestina, paraibana e mestranda em letras
pela Universidade Federal de Campina Grande)

31/10/2010

DILMA 13

Recebi da amiga Elisete e resolvi postar pra registrar esse momento histórico, quando o Brasil elegerá sua primeira presidenta.

Saudações democráticas. E vamos às urnas. Vota Brasil!

DILMA 13

500 anos esta noite
Pedro Tierra

De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.
De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.
De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.
Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Brasília, 31 de outubro de 2010.

30/10/2010

Lembranças do meu aniversário

No meu aniversário recebi muitas mensagens no orkut. Algumas delas resolvi guardar aqui no blog. Pena que o poema que Vinícius fez pra mim foi deletado...ai ai...morri de pena...e de raiva também...


Otávio Ivson:
Rivaldo:
Respondendo poeticamente:
Quem é essa que versos faz,
 versos lindos e poesia fulgaz,
versando ela canta o prazer,
o prazer de vida com alegria viver.
Somente tu, Oh! musa inspiradora,
Me farias despertar para compor,
 compondo a felicidade que me dás,
de te desejar gozo alegria e paz.
 Rodrigo:
É tãaaaaao bom o dia do nosso aniversário, né?!
A gente ganha presente, abraço, beijo... ... ...
Que Deus continue te abençoando sempre, professora, te dando muita saude, paz, felicidade e muitos anos de vida!

"Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito linda e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. (...)"
Joãopedro:
Minha amiga sorriso, muitos sorrisos e gargalhadas de alegria nas comemorações, com as pessoas queridas por perto. Se estivesse aí iria lhe dar o abraço pessoalmente!
Tudo de muito bonito!
Saudade e muito carinho: parabéns!
Alexandre:
Mais um ano...

Mais um ano se passou...
Tantas esperanças e sonhos
Te acompanharam,
Muitos que se realizaram
E outros que se adiaram...
Mas o importante
É que continuaste um fascinante
Processo de crescimento,
Por fora e por dentro...
Que nos anos vindouros
Possas prosseguir atingindo
Os grandes objetivos da vida,
Como a pessoa especial que és,
Principalmente...

Ser feliz e fazeres seres felizes!!!
Fica na paz ... Fica com Deus!!!

27/10/2010

Sobre o Sentido da Palavra

De fazer rir
De fazer chorar
De transmitir emoção
É a palavra, esse quinhão
Que nos legam os que se vão

E que deixam marcas
- marcas escritas
E se a entendermos ou então tentarmos
Muitos embaraços serão desfeitos
Mas de outro jeito ficarão mais

Porque a palavra, ela nos faz
Buscar sentidos e isso trás
Clarividência e muitas dúvidas
Pra que possamos correr atrás
De decifrarmos, uma a uma

E construirmos bem mais ainda
Palavra diz, palavra cala
Mas num e noutro sentido guarda
Em si a esperança de conhecermos
Cada vez mais o que nós temos

Lola (27/10/10)

Ao Mar


Ah, mar...
A ti me entrego, por amar
Mas, sem querer te chatear
Digo-te: não mais temo a ti
Tenho sim, medo de mim
Que te enfrentei, só por amar
Ah, mar...

Lola (25/10/10)

25/10/2010

Cantinho de Nós Dois

Um cantinho pra nós dois, onde seria?
Aqui, ali, alhures, não importa
O que importa mesmo é o sentimento
Que não nos deixa perder um só momento
De encontro, de carinho e de amor

E seja lá aonde for, eu lá estou
Porque sei que lá estás a me aguardar
E a guardar o beijo que tens pra me dá
E é só a ti que quero também beijar
Com mil abraços, com o amor maior que o mar

Ele que, se nos afasta, aproxima
É sua sina entre nós dois se colocar
E é a ele que teremos de enfrentar
Pra nosso cantinho de uma vez encontrar
E a eternidade muito bem aproveitar

Lola ( 25/10/10)

23/10/2010

Pra Vida Inteira

                                           
Amizade verdadeira
Tenho poucas, mas das boas

Uma é Mara, minha loira
A segunda, Enê, faceira

A terceira, é Ju, minha preta
Amigas e companheiras

Entre elas não escolho
Tudo depende da hora

Mas são “pau pra toda obra”
E gosto muito de tê-las

Como queridas parceiras
Amigas mais que perfeitas

Amigas pra vida inteira

Lola (16 – 23/10/2010)

Amor em Dose Tripla

Com o amor que eu sentia por Maíra
O que houve, que agora é diferente?

Algo acontece, algo agora é mais ardente
Bate três vezes o meu coração contente

Serei tia-avó em dose dupla
E o meu peito pulsa feliz em dose tripla

Isto porque já sou tia de Maíra

Lola ( 23/10/10)

Da Imensidão do Amor que Sinto

O amor que sinto por você
É tão bom e bem me faz viver
Sinto crescer o sentimento e peço a Deus
Que não o deixe esmorecer

Peço também, que ele pare de crescer
Pois a continuar assim não haverá
Espaço no mundo que o caiba - nem aqui
Dentro de mim, onde costumo te encontrar

Lola (setembro de  2010)

Primavera em Mim

Com você fez-se a luz, desfez-se o túnel
Tudo agora é somente alegria

Primavera e pássaros encantam
Minha vida que agora é também sua

Eu não troco por nada tudo isto
Não lhe quero jamais longe de mim

E guardarei aqui dentro do meu peito
Os segredos que só a você direi

Que amarei você pra todo o sempre
E eternamente assim, feliz,  serei

Lola (22/10/10)

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