"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

30/09/2012

Comemorando Um Ano de Alice



Há um ano, o 30 de setembro se tornava especial para mim. Priscylla, minha filha mais nova, me ligou avisando que a médica havia agendado para as 20hs o parto cesariana, e Alice viria ao mundo.
Hoje, passado um ano, nem sei como agradecer a Deus a honra de compartilhar a vida com essa menininha linda e alegre, que me contagia com seu jeitinho de ser e me envolve cada vez mais.
Ontem, Fábio, seu pai, me perguntou como me sinto depois deste primeiro ano como avó e a resposta não poderia ter sido outra: a cada dia mais feliz e desejando muitos e muitos outros netos. A alegria que estes serezinhos que chamamos de netos nos dão é algo indescritível, de maneira que eu não tenho a mínima intenção aqui, de descrevê-la ou de pelo menos me aproximar da sensação de tê-los por perto. Pretendo sim, e assumo, deixar algo escrito para a posteridade, para que Alice tenha em que se basear quando ela mesma for uma vovó, para entender um pouco, pelo menos, disto tudo que ela me proporciona. E é a ela que me dirijo neste momento para dizer :
Alice, que bom que você veio, que bom que atendeu ao meu chamado, já que eu desejava já há algum tempo ser avó, e que bom que você é assim como é: simplesmente linda, e com um jeito especial de se fazer querida.
Dizer que amo é pouco para falar de toda a emoção que envolve o meu bem querer. Só sei que a vida, que sempre amei e achei linda, se vestiu de novos significados com a sua chegada. E estes foram se multiplicando durante este primeiro ano do resto de nossas vidas.
Um beijinho nessa carequinha linda, um “xerinho” nesse narizinho empinado, e um abracinho do jeitinho que você sabe dar muito bem.
Hoje é dia de dançar mais, de sorrir mais, de brincar muito mais. Porque hoje é o seu dia. E que dia tão feliz!
Que você seja assim, feliz como o seu dia, hoje e sempre. Amém!
Vovó Lolita

28/09/2012

Uma Forma de Amar



Sentir falta é uma forma de amar
É o silêncio gritando o nome do ser amado
É a ausência invadindo o espaço do sentimento
É dor sem motivo, é o motivo da dor

Lola (28/09/12)

27/09/2012

Presença





Tua presença alegra bem mais do que deixa triste a tua ausência
Mas se não vens, recorro ao pouco que sei de ti, que tenho de ti
Isto me alegra também
Então estou bem
Pois se não vens, a ausência preenche teu espaço
E quando chegas, pra mim só falta o abraço
E o “xero”, quando vais...

Lola (27/09/12)

26/09/2012

Sobre Os Que Ouvem O silêncio



Para  Lu e Vitor


Música ecoa nos olhos e corpo de quem não a ouve, mas sabe que existe...
E por existir ela faz dançar...
E cala quem pode falar, mas fica mudo diante da beleza que é a vida...
Há sons além do que nossos ouvidos alcançam...
E é lá que chega primeiro quem não pode ouvir...

Lola (26/09/12)

20/09/2012

Só Amor


Mordidas
Arranhões
Além de abraços apertados
Também tenho dias de exageros
Também sei sorver pescoço e puxar cabelos
Mas o amor insiste, ele está aqui
E logo te cubro de carinhos e te dou beijinhos
E sei que nunca duvidas de mim
Sabes que a louca me invade assim
E eu me atrapalho entre ternura e ardor
Mas sem te deixar sentir nenhuma dor
Só amor... Só amor...
Lola (20/09/12)


04/09/2012

Compromisso

Não estou te pedindo em casamento
Mas não acredito em amor sem compromisso
A aliança é o investimento do tempo, o compartilhamento
Só aceito amor se tiver isso

Lola (04/09/12)

20/08/2012

Quimera



Mar enorme à minha frente
Pequeno, se comparado à saudade

Que fazer, se o destino engana a gente,
E a tristeza vem e me invade?

Melhor tentar a paz e farei isso
Mesmo com o coração pronto pra guerra

Nada me valeria e eu insisto
Nada de mágoa, se foi tudo uma quimera

Lola (19/08/12)


09/08/2012

Nosso Amor é Assim




Em nosso amor não cabe ciúmes
Já que vivemos tão distantes

Em nosso amor só cabe poesia
Pois ela nos alivia

Nosso amor é pura filosofia
De vida, de sentimento

Não é sentimentalóide, mas pode
Me fazer ficar boba, de tanto pensar você

Querer você
Viver você

Nosso amor sou eu
E é você

Nosso amor é gente
É a gente

Você e eu
Eu e você
Lola (09/08/12)

06/08/2012

Que Assim Seja

 



Que Deus nos abençoe a todos neste dia
Que este dia só nos traga alegrias
Que a alegria nos permita sermos bons
Que a bondade floresça em todos os corações
Que o coração seja porto seguro em nossas vidas
Que a vida seja sempre mais bonita
Amém!

Lola (06/07/12)

02/08/2012

De Sermos Livres


 Acabo de ver, no programa da Ana Maria Braga, uma entrevista com Pedro Bial. A despeito de tudo o que ele falou e que eu gostei de ouvir, de um jornalista de renome, com mais de 30 anos de estrada, cuja trajetória envolve, desde coberturas históricas, como a queda do muro de Berlin, abertura política/econômica na Rússia, etc., à apresentação do polêmico BBB, nada disso importa,  ao mesmo tempo em que tem tudo a ver com o que desejo focar nestas palavras que escrevo.
Meu desejo de falar sobre a mulher-mãe, veio do prazer que senti ao ver no programa, o depoimento da mãe de Bial. A cada palavra que aquela mulher, nascida em 1924, ou seja, aos plenos 88 anos de idade, eu me emocionava tanto quanto me fortalecia enquanto mulher-mãe-avó. Falo do legado que é possível deixar à descendência e como ele conta naquilo em que ela vem a se transformar.
Entendi que Pedro Bial se tornou um ótimo jornalista, escritor e passa um jeito de ser despojado, tanto quanto intelectual, marcado pela figura materna. Que não seria por acaso, sempre soube – nada se dá por acaso, mas que vinha do usufruto de uma vida familiar, marcada sobremaneira por um estilo de ser de sua mãe, isto ignorava. E que mãe!
Vi naquela mulher, muito do que sou como mãe, do que desejo ser como pessoa e do exercício que ora faço enquanto avó. O incrível de tudo isto é que “o tempo dela”, como diria algumas pessoas, nem propiciaram de maneira tranqüila o seu jeito de encarar a vida, valorizando a liberdade e por isso mesmo deixando livre os que ama, como dá pra sentir em suas palavras: “Nunca quis que meus filhos fossem algo a mais do que eles desejassem ser”. Vê-se aí um respeito ao outro que nem sempre é praticado. E mais, um ponto crucial para que ele, o outro, ouse sonhar “seus sonhos mais loucos” ou se sinta bem com sonhos percebidos como triviais. Não importa. O que importa é o reconhecimento do sonho e o respeito a ele, deixando quem se ama ou de quem se cuida, e no caso desta mãe, o filho, a liberdade de ser o que quiser e como quiser.
Viva a liberdade! Um viva as mães que sabem deixar essa herança bendita aos seus filhos pra que eles possam continuar levando a idéia a diante! Não é fácil, bem sei, mas ratifiquei que a liberdade tem de vir de dentro pra fora, como no caso da mãe de Pedro Bial, ou não é verdadeira. A liberdade é uma conquista advinda de um aprendizado que deve ser exercitado dia a dia, como no caso desta mulher, cujo passado de perseguição, de perdas, forjou em si um espírito de luta invejável. Quando, aos 14 anos de idade veio com a família fugida da Alemanha, ela certamente aprendeu que é legítimo fugir daquilo que é nefasto e abraçar tudo de bom que a vida pode oferecer, fazendo da liberdade ponto de partida e de chegada.
Viva a possibilidade de sermos quem desejarmos ser!
Um viva bem especial aos pais, neste mês em que comemora-se o seu dia! E que eles possam ser como esta mulher, a quem dediquei minhas palavras - multifacetados - permitindo-se transitar entre aquilo que a sociedade chama de “masculino” e “feminino”, sabendo aproveitar o que há de melhor nestas características que foram culturalmente direcionadas aos dois gêneros de forma dicotômica, mas que sabe-se que podem ser de quaisquer pessoas, desde que se permitam.

Lola (02/08/12)

30/07/2012

Menino


Vem cá, me diz que me ama
Me leva pra cama e pra qualquer lugar
Lá onde estiveres há de ser bacana
Lugar pra sorrir e esquecer de chorar

Menino, se apressa, vem logo
Eu não te imploro, mas hei de alcançar
A graça de te ver onde moro
A Deus sempre rogo e Ele há de me dar

Aquilo que eu mais preciso
É que me acolhas em teus braços a me acalentar
Como sempre faço contigo
Todas as noites quando estou a te ninar

Cantando canções suaves
Que te fechem os olhos pra comigo sonhar
Espero que sempre te agrade
E que te sintas feliz em comigo despertar

Lola (29/07/12)

04/07/2012

Outras Palavras


Outras Palavras

Fazer o que, se já te disse tanto
E tanto mais tenho a te dizer?

Deixar falar as palavras que vem e nunca
Nunca mesmo, emudecer

Nada que digo me aperta o peito
Tanto quanto o que às vezes calo

E neste afã de dizer o que desejo
Muitas das vezes também falo errado

Peço desculpas e deixo que o tempo
Ao meu favor se esforce e trabalhe

E volto a ponderar minhas palavras
Para que nunca venham como fardo

Dizendo tudo, com carinho e tato
Esse é meu jeito e gosto quando agrado
Lola (04/07/12)

Arquivo do blog