"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

02/05/2021

Grata

Hoje, se papai estivesse entre nós, completaria 107 anos. 

Hoje é dia de São José Operário.

Hoje minha sogra faz 89 anos.

Hoje, sou só gratidão.


Grata


O dia me aparece com sol, pássaros, borboletas no céu.

Na terra, folhas e flores me encantam.

E eu, no meu canto, 

Só penso em ser grata a Deus.


Lola, em 01/05/21


Viva papai, essa luz no meu caminho!

11/04/2021

Olhos de contemplação



 A gente acalenta sonhos. Sejam grandiosos, sejam mais tangíveis, sempre há sonhos, enfileirados, a espera do dia de suas realizações.

Há algum tempo, eu vinha vislumbrando uma tela que contemplasse uma síntese amorosa, para presentear Rostand. Entendendo seu amor pela praia, ou como ele diz - o conjunto da obra - reunião da família à beira mar, petiscos, bebidas, brincadeiras, e claro, os netinhos como centro das atenções, como fazendo parte dos momentos de lazer e compondo sua afeição pelos dias de folga na praia. Quem o conhece de perto, já o escutou falar muitas vezes, a frase " Quem é do mar não enjoa", numa referência ao samba de Martinho da vila.

Com tudo isto em mente e tendo uma amiga querida artista plástica, o meu sonho de transformar todo esse cenário amoroso em uma linda tela. Depois de alguma pesquisa em fotos, e reflexões, optamos, eu e ela, por uma imagem que diz muito de tudo o que vivenciamos quando estamos em João Pessoa. O resultado, mais que exitoso, foi maravilhoso. E hoje podemos dizer que temos uma obra de arte em casa, que faz referência a muito, muito mesmo, do amor que cultuamos em nossas vidas. A tela intitulada, não por acaso, de Quem é do mar não enjoa, materializa instantes já vividos e a serem renovados a cada vez que necessitarmos de refrigério, de renovação de força e alegria de viver, e recorrermos ao mar, essa obra prima de Deus, com sua deslumbrante beleza, para nos refazermos.

É um presente para Rostand, e como tudo o que ele é e tem, é um presente para nossa familia, que, certamente, sempre se encantará ao contemplá-la.

Agradeço à grande artista que é @Leicistaartes, por ter me proporcionado tirar da fila dos sonhos, um dos meus mais queridos.

Agora é curtir a tela, tendo-a também como motivadora de outros desejos... E sonhar... Sonhar sempre...


Lola, em 10/04/21, ainda sob o efeito da tela. 


Como vôo de pássaros



Como vôo de pássaros


Neste dia lindo e cheio de sol, completo dois anos. Comemoro meu aniversário de bariátrica e me sinto feliz. 
Difícil colocar assim, minha felicidade, num tempo rude, sombrio e que em muitos momentos nos rouba a esperança. Mas eu respiro fundo e consigo, em meio a dor coletiva, curtir um sentimento que nutro e gosto de compartilhar, na esperança de despertar no leitor, pelo menos um pouco de alegria e esperança.
E se eu, imbuída da minha ânsia por escrever, já tinha como certo o texto do dia, após o presente recebido do primo Egberto, não poderia deixar de escrevê-lo.
Trata -se de um texto que fala da esperança que reveste os pequenos gestos que, ao tocarem os outros, se tornam gigantes. Assim como o que aconteceu quando Egberto compartilhou comigo o vídeo e o texto, que tentarei resumir aqui. 
O cenário feio da guerra, contrasta com a beleza da intenção de uma criança em presentear com um desenho de um pássaro, seu tio, um soldado britânico, sofrido, por ter perdido uma perna em combate. Sua atitude foi capaz de levar alegria a ele e se tornou uma prática comum naqueles dias de luta, sofrimento e solidão. Muitos e muitos outros soldados receberam os desenhos de pássaros, até que a menina, vítima de um acidente, morre, deixando o legado da alegria dos pássaros desenhados, que se tornaram tão importantes que o dia de sua morte foi institucionalizado como o dia de desenhar um  pássaro - DRAW A BIRD DAY.
Eu há muito venho nutrindo um amor pelos pássaros e admirando, cada vez mais, a simbologia que deles emana. Adoro desenhos e desenhar, principalmente quando o faço com e para os netos, Alice e Heitor. Sendo assim, num dia que me é muito caro, receber um texto e um vídeo sobre essa belíssima história de amor, além de me fazer chorar de tanta emoção, me influenciou a abordá- lo neste escrito comemorativo do meu segundo ano de bariátrica - fato marcante em minha vida e que me fez, como os pássaros da menina, refazer o meu riso, reelaborar minha capacidade e potencial de alegria. Reviver de maneira mais leve, mais suave e tentar vôos mais elaborados. Quem sabe, vôos de pássaros -  alegres, coloridos, belos e ousados, mesmo que muitas vezes, singelos...
Viva o dia 08 de abril - Dia de desenhar um  pássaro! Viva a vida, representada aqui, na minha atitude de recorrer à cirurgia bariátrica para viver com mais qualidade.

Lola, em 08 de abril de 2021 -Dia de desenhar um pássaro - exercitando a alegria de viver e escrever de forma indissociável.
 

23/03/2021

Sobre *Os Balões de 74

 Em 1974, aconteceu uma tragédia em Campina Grande. 

Sabe aqueles balões que são vendidos em festas populares, cheios de gás? Pois bem, em um parque de diversão, no bairro de José Pinheiro, nesta cidade, no dia de Natal do referido ano, um cilindro explodiu, vitimando muitas pessoas, entre elas algumas crianças. 

Esta semana, @yassirchediak, numa enquete no stories do Instagram, peguntou aos seus seguidores se uma música de Demis Roussos, a saber, Goodbye my love, goodbye -  os remete a algo.

Voltei à infância e ouvi a voz diferenciada do grande cantor grego. Voz melancólicamente bela! Relembrei de como eu fui melancólica até o início da juventude e como o relacionamento com Rostand me distanciou da melancolia. E como aquela voz contribuía pra meu estado de humor. Voltei à tarde de Natal de 1974, quando Graça, minha irmã mais velha nos levaria ao Parque. Não recordo o motivo de não termos ido, mas a notícia do acontecimento trágico, relembrei muito bem... E vieram à mente, os desejos da infância, os mimos das minhas irmãs mais velhas, as preocupações e cuidados  constantes de mamãe conosco, incluindo os vestidinhos lindos que costurava pra nos deixar tão lindas quanto eles,  a delícia que era andar no  carrossel... Mas, sobretudo, a tristeza do resto daquele dia e a marca que deixou nos meus tempos de menina... E da coleguinha de classe, nas Lourdinas, chamada Edna, uma das vítimas da tragédia e que esteve ausente das aulas presenciais por muitos mêses do ano letivo de 1975. Consigo visualizar a pele dela, quando retornou ao colégio, cheia de cicatrizes... Imagino quantas serão as que não conseguimos ver...

Busquei, a partir do questionamento de Yassir, o curta produzido por um grupo de cineastas e produtores culturais campinenses. Entre eles, @helton,  @lunaraujov e @moema, meus sobrinhos, com o título * Os Balões de 74.

Numa das primeiras cenas, a imagem do meu abajur, que emprestei pra compor o cenário -  minha mísera contribuição ao magnífico projeto. Me senti envaidecida (risos), e pensei no quanto cada um que compõe a equipe de produtores culturais deve se orgulhar de tão belo trabalho. Da importância que ele, como registro da memória coletiva, tem no âmbito cultural da nossa cidade e como peça da engrenagem do cinema, de forma geral.

Escrevo agora e não consigo me desvencilhar da voz de Demis Roussos... Ela que povoou meus dias de criança, que a ouvia nas rádios da cidade e a partir do som da difusora do vizinho bairro José Pinheiro, que chegava ao meu.

Tem coisas que nos acompanham a vida inteira de forma velada e que, vira e mexe, surgem de maneira mais contundente, a partir de algum gatilho.

Em 1974 eu tinha apenas 10 dos meus hoje, 56 anos. E uma enquete despretensiosa me fez voltar no tempo e repensar sobre como a vida se compõe de eventos de toda sorte. Hoje, relembro o fatídico Natal de um ano distante, mas que faz parte do que sou e me faz refletir sobre muita coisa... Se tornando, assim, tão próximo...

Viva o áudiovisual paraibano!   Essa mola propulsora de encantamento e de reflexão, tão desprestigiada pelos poderes públicos! Salve a arte, os artistas e toda a estrutura que torna possível esse trabalho que hoje é produzido  dentro das possibilidades de se "tirar leite de pedras", quando poderia ser reconhecido como fundamental e fomentado pelas instâncias competentes.

23/03/21


21/02/2021

O pedacinho que faltava







Ontem, enquanto estava envolvida com meus afazeres na cozinha, ouvi um barulho e logo intui que se tratava da terceira queda do meu pequeno nicho, onde coloco alguns dos meus santinhos. A saber, santos: José, Antônio, João, Pedro e a N. Senhora de Fátima.

Corri até a sala e me deparei com a cena desagradável aos meus olhos. Olhos de quem acreditou no reforço que tinha dado, na segunda vez que colou o nicho na parede. Entre todos, só São Pedro saiu ileso. Peço a ele que interceda por nós e nos conserve assim, ilesos à Covid19, que assola a humanidade.

Talitta também correu até a sala e desdenhou da minha teimosia em colocar novamente os santinhos naquele lugar, depois de já ter passado por experiência igual. Daquela feita, N. Senhora não estava lá. Inclusive nos sentimos agradecidas por isto. Como reforcei os adesivos 3M, pensei ter deixado o nicho seguro e, teimosa que sou, coloquei a N. Senhora, que é de porcelana, presente que Talitta me trouxe em uma de suas viagens (os demais são de resina). Isto bastou pra que ela,Talitta, tenha sido contundente em sua crítica.

Minha resposta a ela foi dizer que graças a Deus, a santinha tinha quebrado apenas em três pedaços, o que facilitaria a restauração.

-"Só três?" Ironizou ela. - "Simplesmente acabou, né mãe?!"

Respondi que não. Que iria colar cada pedacinho e minha Maria voltaria a  me encher os olhos com sua beleza terna.

Hoje resolvi iniciar meu dia, após o café da manhã com Rostand, providenciando a restauração dos santinhos, aproveitando pra colar, também, outras resinas e uma doceira. (Haja cacos a serem colados, hein?!) Mas melhor que sejam cacos materiais. Difícil mesmo é quando se tratam de cacos na vida, na alma... Mesmo assim, acredito no poder restaurador que a própria vida forja em nós.

Iniciei o processo pela N. Senhora de Fátima. Colei a base que era o maior pedaço. Depois o rostinho, segunda maior parte. Restando a cruz da coroa - o terceiro e menor pedaço. Pelo menos foi isto que eu imaginei, até me deparar com um pequenino espaço. 

Enquanto dava um tempo para que as peças fossem coladas, a cola rápida fizesse efeito, eu ia colando os outros santinhos. A cada um deles, agradecia e entregava algumas intenções. Me sentia cada vez mais leve, segura e abençoada, conforme me aprofundava em oração e via o resultado das colagens.

Segura, confiante e esperançosa, resolvi voltar ao lugar que encontrei os pedaços dos santos, na tentativa de encontrar o pedacinho que faltava para deixar minha Mãezinha do Céu como ela merece. Ao mesmo tempo, já me sentia agraciada por ter conseguido deixá-la daquele jeito, faltando apenas um micro pedaço.

Minha "surpresa" - e coloco assim, entre aspas, para enfatizar que não me surpreendi tanto assim, pois revesti meu desejo de fé - encontrei, debaixo da espriguiçadeira, o pedacinho que faltava. Lá, jogado ao chão, virado para baixo, se confundia com o piso, de tão minúsculo que é.

Lembrei das palavras de Jesus, que disse que se nossa fé for do tamanho de uma semente de mostarda, conseguiremos grandes feitos, grandes graças.

Não que a colagem quase perfeita de uma santinha de porcelana se compare a um grande feito ou a uma graça importantíssima, não. Mas o que tiro de lição do acontecimento, isso sim, me vem como graça. Os pequenos milagres diários que recebemos contam e muito. E por eles sou toda gratidão. Além de me fazerem vislumbrar o poder da oração - sim, orei enquanto fiz o meu trabalho. Rendi graças a Deus, pedi em nome de Jesus, ressaltei a importância dos santos intercessores e pedi, inclusive, pra me permitirem ser intercessora como eles. Que a minha oração chegue sempre a Deus, em nome de Jesus, por todas as pessoas por quem peço.

Hoje meu domingo está abençoado e com estas palavras escritas,  intenciono dividir minha fé e esperança com cada leitor.

Que elas sejam a base de todo trabalho, para que rendam frutos e façam resplandecer em cada um, a comunhão dos santos, o poder da oração, o desapego no sentido de entrega a Deus de forma responsável, como Jesus propôs: "Orai e vigiai."

Ao encontrar o pedacinho que faltava, recompus a imagem de N. Senhora, mas sobretudo, me senti agraciada por inteiro.


Lola, em 21/02/21 (em estado de graça)


20/02/2021

Presente




Quando o presente vem com a alegria das flores e o sorriso das manhãs,

Não é apenas presente, se faz futuro.

E eu juro, pra mim não tem igual.

Parece até Natal, em verde esperança.

Passo a ver a vida como criança

Que aprecia o doce e o saboreia devagar, com medo de acabar.

Meu aniversário é dia 14, mas já hoje, usufruo do que ele tem pra me dar,

A certeza de que é preciso esperançar.

Eu vejo as flores, as folhas, todo o jardim,

E fico assim, sem caber em mim

De satisfação e leveza, que me fazem flutuar.


Lola, em 12 de outubro de 2020.



16/02/2021

Pela paz

Ao som de Chico, sob as bençãos dos Franciscos, (o Santo e o Papa -  que massa!), nas vibrações de Brown, aviso:

Não há carnaval.

Mas  ferve em mim a esperança colorida, das sombrinhas de Olinda,

Brilham em meu ser os balangandãs das baianas das escolas de samba,

Roga por todos nós, o espírito comunitário da Nova Consciência,

E me alenta tudo isso e muito mais.

Me alenta a paz, que sinto resplandecer, mesmo que, nem todos, aparentemente, devam querer.

Ou não se toquem de que dela, da paz, não se pode prescindir.

Enfim, aqui, resguardada no meu canto, me sobrepõem os encantos que esta vida tem. 

E por eles, sigo em frente, buscando ir além

Das obviedades, mesmo as nem tão percebidas...

Sigo o fluxo da vida, esta querida, que nos alcança como dádiva

E que, por mais que as turbulências nos invadam,

Sempre nos guia para a calma... Não aquela, estacionada, mas a que circula por aí, embora se encontre no fundo da alma...

Atingível, disponível, desde que a ela desejemos e por ela não cansemos de viver.

Viver pela calma, pela paz da alma... Que bom viver!


Lola, em 16/02/21, refletindo sobre o Não Carnaval. 😷



14/02/2021

Sobre o dom da amizade

Tenho 56 anos e durante minha trajetória sempre cultivei amizades. Tenho uma amiga do Jardim de infância, amigos da rua onde morei até os 19 anos, quando casei, amigos da escola, da universidade, virtuais... Não passo sem amizades, e hoje, assistindo o É de Casa, nesta manhã chuvosa em João Pessoa, vejo uma matéria sobre amizade, que tem um dia de comemoração que é amanhã, dia 14 de fevereiro.

Ao tempo que vejo Zezé Polessa falando sobre o tema a Patrícia Poeta, me vem a poética do significado do amigo na vida das pessoas. E resolvi escrever a respeito. Vou dar uma pausa para focar no programa e retorno para continuar.

Retomando a palavra, recordo dias remotos, quando a amizade já apontava como algo importante em.minha vida. E dando um grande salto, analiso este último ano, marcado pela pandemia do Novo Corona Vírus e pela prática do isolamento social e, a despeito do distanciamento presencial da minha grande família, destaco a presença das minhas amizades como fundamental à minha saúde mental. E ressalto alguns amigos como imprescindíveis neste tempo que seria apenas de sombra, não fosse o colorido de suas presenças.

Como seriam meus dias sem dividir, mesmo que de forma remota, via redes sociais, angústias, mas sobretudo esperanças, com eles?

Agradeço a dádiva de ter e ser amiga, já que não existe amizade  via de mão única. 

Ser e  estar para o outro, interagir, reciprocidade, são requisitos à construção dos relacionamentos de amizade. Eles não surgem do nada ou por acaso. São respostas do universo às nossas atitudes que são respaldadas pelas pessoas com quem interagimos.

Compartilhar momentos, acontecimentos, tristezas, alegrias e até banalidades, nos permite a sensação de estar vivo. E isso é fundamental para continuarmos vivos de fato. Como mensurar, então, a grandeza desta relação interpessoal chamada amizade? 

Na impossibilidade de medir quantitativamente, me detenho em aprofundar o sentimento e agradecer a Mildred, desde o Jardim de Infância, a Fubica, que resgatei desde os encontros virtuais dos colegas do CPUC, com quem divido alguns momentos e idéias remotamente, o que me enche de satisfação, ao meu grupinho querido, também herança "cepuquiana" - Tela, Edilene, Tatiana, Libânia e Selma, com quem nunca perdi o contato e temos atravessado períodos diferentes da vida. Esta última também do Bairro Santo Antônio, onde compartilhamos as brincadeiras de rua, desde os nossos 11 anos de idade - À minha duplinha amada, Mara e Enedina, que a universidade me deu e eu não largo jamais, bem como a Jussara, amizade também da graduação e aprofundada no mestrado. Relação que só cresce e me faz feliz.

Posto isto, reflito que a vida continua e que, independe de sua lógica, nem sempre por nós compreendida, não fosse o poder que a amizade exerce em minha existência, eu não me sentiria tão viva quanto me sinto, mesmo que vivendo num tempo onde a doença e a morte campeia e muito nos entristece. Prevalece em mim, o zelo, o carinho, a atenção, a disponibilidade e o colorido que as minhas amizades me proporcionam. E por elas sou grata. E por elas rogo a Deus. E por elas sou quem sou, justamente por cada amigo ser quem é.

Viva o Dia da Amizade! Viva os amigos! (Inclusive os não citados aqui) Viva! 



Lola, em 13/02/21, agradecendo a Deus o dom da Amizade.



Se Deus quiser

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Se Deus quiser, vou virar jacaré.

Ter pele verdinha, boca bem grandinha.

Vou ter grande calda e andar arrastada.

Vou virar jacaré, maior, vacinada.

🐊🐊🐊🐊🐊🐊

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