"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

28/11/2012

Assim Falava o Principezinho




Papai Noel existe
Papai nunca fica triste
Mamãe é danada e insiste
Eu vou crescer e ser um príncipe

Lola (28/11/12)

23/11/2012

Tenho Dito



Quero escrever pra crianças
Imaginá-las me lendo
Quero entender seus sorrisos
Ao descobrir como penso
Sobre a vida, sobre o vento
Não quero mais perder tempo
Vou escrever pra crianças
Me aguardem,  escutem o que eu digo
Vou escrever pra crianças
Tenho dito

Lola (23/11/12)

16/11/2012

Levado Ao Vento



Você esqueceu que me amou
E a nossa estória nem passado virou
O que virou foi a página...E o vento levou...

Lola (16/11/12)

12/11/2012

Das Palavras

De palavra em palavra fui te contando

Da poesia que anda me rondando

Desde que o meu olhar parou no teu


Lola (09/11/120)

08/11/2012

Nos Fazendo Poesia




Quis me fazer poesia pra que me lesse os olhos
E de papel em branco surgiram palavras lindas
Você me disse todas por mim desejadas
Até que eu já não desejasse mais nada

Tudo fluía como em noite enluarada
Brisa suave, orvalho translúcido
E a sua pele, à minha aproximada
Fez-me falar de amor, mesmo que calada

Ah, meu amor se soubesse o quanto
Chamo por seu nome em silêncio profundo
Desses que o universo inteirinho ouve
E a conspirar o que há de melhor nos une

Nos fazendo poesia , em versos tão singelos
Tanto quanto belos, os mais belos do mundo
Pois brotam do amor e ao amor procuram
Abraçando as almas, as tocando bem fundo

Lola (07/11/12)

06/11/2012

Das Loucuras do Amor



Vejo sons
Ouço flores
Tudo em mim sente o cheiro da beleza do amor
Sente o gosto e apalpa o que dele emana
O amor me cura enquanto me deixa insana

Lola (05/11/12)

21/10/2012

O Sorriso da "Gatinha" Alice





O sorriso do gato de Alice
Nada mais é do que sarcasmo, ironia pura

De nada adianta tanta boca
Se não sorri como se deve, à altura

Das alegrias que a vida a nós empresta
Então por isso pra mim ele não presta

O que vale na verdade, asseguro
É o sorriso de Alice Araujo

Tão lindo, cheio de si, tão seguro
Que o que há de melhor nesse mundo, já disse

É o lindo sorriso de Alice
Araujo, Morais, tanto faz

Porque o que na verdade nos apraz
É o sorriso da "gatinha" Alice, nada mais

Lola (21/10/12)

17/10/2012

Outubro Rosa

“A beleza está nos olhos de quem vê”



“A beleza está nos olhos de quem vê”
Isto em muito combina com você
Que tem olhos que eu não posso ver
Pois me penetram a alma de um jeito tão profundo
Que nem a beleza de todo o mundo
Seria capaz de mais me encantar

E se me encanto com o seu belo olhar
Se sou sugada e só a ele vejo
Nada mais quero além dos doces beijos
Que ao fechá-los posso saborear
E nada mais há além do nosso amor
Quando se abrem e vejo de novo o seu olhar

Ele, onde a beleza sempre está
E que eu vejo ao lhe contemplar
Já que a “beleza está nos olhos de quem vê”
E é você quem vê com esse seu olhar
Lola (16/10/12)

08/10/2012

De Ser Poeta



Lembro-me muito bem da sensação gostosa que experimentei quando da primeira vez que fui chamada de professora. Me despertou um sentimento de conquista de uma posição para a qual me preparei com carinho e empenho, além de uma alegria relacionada à conquista. Muito bom mesmo!
Sempre gostei de escrever, desde as cartas da infância, que remetia ao meu irmão mais velho que sendo 15 anos mais velho que eu, saiu de casa para cursar faculdade em Recife quando eu ainda era criança, e depois, na adolescência, a duas irmãs que moraram em São Paulo  e uma outra em Santa Maria, até despertar para a escrita de crônicas e poemas.
Escrever crônicas me apareceu como uma forma de expressão gostosa, prazerosa, mas muito relacionada à técnica de redação que fui exercitando durante a vida de estudante, principalmente a acadêmica.
Passei a rabiscar alguns poemas, também dentro da mesma perspectiva de sentir prazer escrevendo e de extravasar sentimentos. Portanto, as crônicas e os poemas me encontraram, ou os encontrei, não sei bem ao certo, em momento de luto pela perda do meu pai. Foi a ferramenta que me permitiu exteriorizar sentimentos confusos que me afligiram naquele momento de dor. Porém, depois passou a ser uma forma de, alegremente, recordar tudo de bom que vivi e venho vivendo ao longo dos dias.
Três parágrafos me foram necessários para introduzir a afirmação de que, tanto quanto ser chamada de professora me fez feliz, passar a ser chamada de poeta ou poetisa me encheu de alegria. Não que eu realmente me considere uma poetisa, não! Mas pelo afeto que percebo na recepção aos meus escritos. No carinho que encontro entre as pessoas que se ocupam em ler o que eu escrevo e se preocupam em me dar um retorno desta leitura. Me chamar de poeta ou poetisa, passou a ser uma manifestação de reconhecimento de que minhas palavras não são vazias de significados. E eu acolhi o predicado com muito carinho, me sentindo agradecida e principalmente comprometida com meus leitores, se é que posso chamar assim. O que me faz mais exigente a cada dia e preocupada com o que e como escrevo e mais ainda; se antes eu escrevia para mim, numa forma de exorcizar dores, medos, problemas, além de claro, exteriorizar a minha alegria de viver, hoje me preocupo também com quem me lê, e essa preocupação me faz aproximar mais ainda das pessoas e entender suas maneiras de encarar a vida, aprendendo muito com elas.
Ser chamada de poeta ou poetiza, é algo muito especial em minha vida. E pretendo continuar merecendo este tratamento, de forma que escrever tem sido cada vez mais, uma atitude corriqueira, a qual venho naturalizando e introjetando como prática cotidiana sem a qual me sinto incompleta e com a qual me sinto plena.

Lola (08/10/12)

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