"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

28/09/2012

Uma Forma de Amar



Sentir falta é uma forma de amar
É o silêncio gritando o nome do ser amado
É a ausência invadindo o espaço do sentimento
É dor sem motivo, é o motivo da dor

Lola (28/09/12)

27/09/2012

Presença





Tua presença alegra bem mais do que deixa triste a tua ausência
Mas se não vens, recorro ao pouco que sei de ti, que tenho de ti
Isto me alegra também
Então estou bem
Pois se não vens, a ausência preenche teu espaço
E quando chegas, pra mim só falta o abraço
E o “xero”, quando vais...

Lola (27/09/12)

26/09/2012

Sobre Os Que Ouvem O silêncio



Para  Lu e Vitor


Música ecoa nos olhos e corpo de quem não a ouve, mas sabe que existe...
E por existir ela faz dançar...
E cala quem pode falar, mas fica mudo diante da beleza que é a vida...
Há sons além do que nossos ouvidos alcançam...
E é lá que chega primeiro quem não pode ouvir...

Lola (26/09/12)

20/09/2012

Só Amor


Mordidas
Arranhões
Além de abraços apertados
Também tenho dias de exageros
Também sei sorver pescoço e puxar cabelos
Mas o amor insiste, ele está aqui
E logo te cubro de carinhos e te dou beijinhos
E sei que nunca duvidas de mim
Sabes que a louca me invade assim
E eu me atrapalho entre ternura e ardor
Mas sem te deixar sentir nenhuma dor
Só amor... Só amor...
Lola (20/09/12)


04/09/2012

Compromisso

Não estou te pedindo em casamento
Mas não acredito em amor sem compromisso
A aliança é o investimento do tempo, o compartilhamento
Só aceito amor se tiver isso

Lola (04/09/12)

20/08/2012

Quimera



Mar enorme à minha frente
Pequeno, se comparado à saudade

Que fazer, se o destino engana a gente,
E a tristeza vem e me invade?

Melhor tentar a paz e farei isso
Mesmo com o coração pronto pra guerra

Nada me valeria e eu insisto
Nada de mágoa, se foi tudo uma quimera

Lola (19/08/12)


09/08/2012

Nosso Amor é Assim




Em nosso amor não cabe ciúmes
Já que vivemos tão distantes

Em nosso amor só cabe poesia
Pois ela nos alivia

Nosso amor é pura filosofia
De vida, de sentimento

Não é sentimentalóide, mas pode
Me fazer ficar boba, de tanto pensar você

Querer você
Viver você

Nosso amor sou eu
E é você

Nosso amor é gente
É a gente

Você e eu
Eu e você
Lola (09/08/12)

06/08/2012

Que Assim Seja

 



Que Deus nos abençoe a todos neste dia
Que este dia só nos traga alegrias
Que a alegria nos permita sermos bons
Que a bondade floresça em todos os corações
Que o coração seja porto seguro em nossas vidas
Que a vida seja sempre mais bonita
Amém!

Lola (06/07/12)

02/08/2012

De Sermos Livres


 Acabo de ver, no programa da Ana Maria Braga, uma entrevista com Pedro Bial. A despeito de tudo o que ele falou e que eu gostei de ouvir, de um jornalista de renome, com mais de 30 anos de estrada, cuja trajetória envolve, desde coberturas históricas, como a queda do muro de Berlin, abertura política/econômica na Rússia, etc., à apresentação do polêmico BBB, nada disso importa,  ao mesmo tempo em que tem tudo a ver com o que desejo focar nestas palavras que escrevo.
Meu desejo de falar sobre a mulher-mãe, veio do prazer que senti ao ver no programa, o depoimento da mãe de Bial. A cada palavra que aquela mulher, nascida em 1924, ou seja, aos plenos 88 anos de idade, eu me emocionava tanto quanto me fortalecia enquanto mulher-mãe-avó. Falo do legado que é possível deixar à descendência e como ele conta naquilo em que ela vem a se transformar.
Entendi que Pedro Bial se tornou um ótimo jornalista, escritor e passa um jeito de ser despojado, tanto quanto intelectual, marcado pela figura materna. Que não seria por acaso, sempre soube – nada se dá por acaso, mas que vinha do usufruto de uma vida familiar, marcada sobremaneira por um estilo de ser de sua mãe, isto ignorava. E que mãe!
Vi naquela mulher, muito do que sou como mãe, do que desejo ser como pessoa e do exercício que ora faço enquanto avó. O incrível de tudo isto é que “o tempo dela”, como diria algumas pessoas, nem propiciaram de maneira tranqüila o seu jeito de encarar a vida, valorizando a liberdade e por isso mesmo deixando livre os que ama, como dá pra sentir em suas palavras: “Nunca quis que meus filhos fossem algo a mais do que eles desejassem ser”. Vê-se aí um respeito ao outro que nem sempre é praticado. E mais, um ponto crucial para que ele, o outro, ouse sonhar “seus sonhos mais loucos” ou se sinta bem com sonhos percebidos como triviais. Não importa. O que importa é o reconhecimento do sonho e o respeito a ele, deixando quem se ama ou de quem se cuida, e no caso desta mãe, o filho, a liberdade de ser o que quiser e como quiser.
Viva a liberdade! Um viva as mães que sabem deixar essa herança bendita aos seus filhos pra que eles possam continuar levando a idéia a diante! Não é fácil, bem sei, mas ratifiquei que a liberdade tem de vir de dentro pra fora, como no caso da mãe de Pedro Bial, ou não é verdadeira. A liberdade é uma conquista advinda de um aprendizado que deve ser exercitado dia a dia, como no caso desta mulher, cujo passado de perseguição, de perdas, forjou em si um espírito de luta invejável. Quando, aos 14 anos de idade veio com a família fugida da Alemanha, ela certamente aprendeu que é legítimo fugir daquilo que é nefasto e abraçar tudo de bom que a vida pode oferecer, fazendo da liberdade ponto de partida e de chegada.
Viva a possibilidade de sermos quem desejarmos ser!
Um viva bem especial aos pais, neste mês em que comemora-se o seu dia! E que eles possam ser como esta mulher, a quem dediquei minhas palavras - multifacetados - permitindo-se transitar entre aquilo que a sociedade chama de “masculino” e “feminino”, sabendo aproveitar o que há de melhor nestas características que foram culturalmente direcionadas aos dois gêneros de forma dicotômica, mas que sabe-se que podem ser de quaisquer pessoas, desde que se permitam.

Lola (02/08/12)

30/07/2012

Menino


Vem cá, me diz que me ama
Me leva pra cama e pra qualquer lugar
Lá onde estiveres há de ser bacana
Lugar pra sorrir e esquecer de chorar

Menino, se apressa, vem logo
Eu não te imploro, mas hei de alcançar
A graça de te ver onde moro
A Deus sempre rogo e Ele há de me dar

Aquilo que eu mais preciso
É que me acolhas em teus braços a me acalentar
Como sempre faço contigo
Todas as noites quando estou a te ninar

Cantando canções suaves
Que te fechem os olhos pra comigo sonhar
Espero que sempre te agrade
E que te sintas feliz em comigo despertar

Lola (29/07/12)

04/07/2012

Outras Palavras


Outras Palavras

Fazer o que, se já te disse tanto
E tanto mais tenho a te dizer?

Deixar falar as palavras que vem e nunca
Nunca mesmo, emudecer

Nada que digo me aperta o peito
Tanto quanto o que às vezes calo

E neste afã de dizer o que desejo
Muitas das vezes também falo errado

Peço desculpas e deixo que o tempo
Ao meu favor se esforce e trabalhe

E volto a ponderar minhas palavras
Para que nunca venham como fardo

Dizendo tudo, com carinho e tato
Esse é meu jeito e gosto quando agrado
Lola (04/07/12)

25/06/2012

Perfeito Amor


Te envolvendo em meus braços te sinto pleno
Plenamente livre para voar
E nesta plenitude me embriago
E não sei mais nada, nada, além de amar

Te sinto e esqueço toda a dor do inicio
Até parece que sempre te acolhi
Em meus braços cheios de carinho e dengo
E sempre te vi assim, feliz

Eis o segredo dessa felicidade
Essa verdade de te ter assim
Livre pra ir e vir quando quiseres
E nada mais querer além de estar aqui

Perto de mim, em meus braços envolvido
Me sentindo tanto quanto te sinto aqui
Me desejando, me querendo tanto
Que me encanto e quero sempre assim

Sem exigências, sem cobranças, nada
Só vislumbre certo do que podemos ser
Se o perfeito amor fizer em nós pousada
E a síntese de nós dois acontecer
Lola (24/06/12)

21/06/2012

Quero Amar-te




Em versos desmedidos quero amar-te
A Deus peço sempre a minha parte
Que está em ti e que não abro mão
Porque meu coração virou tua casa
Fez morada em mim essa paixão
E hoje se te vejo e não me vêz
Fito-te, sinto-te, sempre, a cada vez
E não me canso nunca de te ver
Pois meu amor, só por  ti ri e chora
Se demoras é sempre dele o meu sofrer
Não me furtes de tua presença linda
Mesmo que não me queiras, não me digas
Que eu também sou o teu amor
Só não me deixe nunca, por favor
Ficar sem um pouquinho disso tudo
Que é esse mundo em que habitas
E que a cada dia fica mais bonito
Pura e simplesmente por te ter

Lola (21/06/12)

04/06/2012

Rio, Hiato e Você




Entre mim e você existe um rio
De águas caudalosas que me metem medo
Entre nós dois há um hiato
Um silêncio que me faz transpor as águas
Me jogar com tudo e me afogar em lágrimas
Já que não lhe encontro, não lhe vejo
Água e hiato servem a algum propósito
Mas eu aposto que o meu é bem melhor
Mesmo que eu esteja na pior
Meu sentimento encontra a luz do sol
E me alimenta de esperança e entusiasmo
E assim, mesmo se eu não lhe acho, meu coração não se esvazia de você
E disto, muito mais medo eu sinto
Porque não sinto recíproco o meu querer
E vou seguindo entre o rio, o hiato
Mas de fato só você queria ter
Se não me vens me avisa logo, por favor
Assim, de vez naufragarei o meu amor
Nas águas frias deste rio turvo
E juro, nunca mais eu lhe procuro
E só aumento esse hiato a meu favor
Lola (03/06/12)

30/05/2012

Da Plenitude


Sentir é completude
Não há de se esperar relacionar para ser pleno
Sentimento já diz tudo
Em mim, cravado, mesmo quando mudo
O sentimento existe e é profundo

Lola (28/05/12)

04/05/2012

Te Buscando



Te busco na noite
Depois de longo dia a procurar
Durmo saudosa, pensando na gente
Te querendo perto, não sei onde está
Estou ficando triste sem tua companhia
Vou deitar,rezar, isto me alivia
Quem sabe amanhã te encontre
A saudade não há de ser maior que a esperança
Fico igual criança, sem te ter aqui
Choro, desespero, mas sempre eu espero
Pra te ter pra mim

 Lola (02/05/12)

26/04/2012

Teu Instrumento







Me pega como se eu fosse teu instrumento

Me segura como pra não deixá-lo cair

Me toca em alto e bom som qu eu ecôo

Me dedilha suavemente e eu te retorno em estribilho

Me amacia, me deixa branda, calma em paz...

Me silencia e eu não te esqueço nunca mais...

Lola (26/04/12)

16/04/2012

Intempestivamente





 
Tão bom quando me vens assim

Intempestivamente (quase um furacão)

Mas me deixas caidinha apenas de excitação

A ansiedade vai embora

E o que acontece nessa hora é bom demais

Não peço mais nada a Deus

A não ser novamente estar nos braços teus

E se Ele me ouvir

Novamente estarás aqui comigo

Eu te sentindo como sinto

E como!

E me lambuzo

E te devoro

É assim que eu gosto

E quero sempre

Sempre mais

Vem

Volta logo, meu rapaz


Lola (16/04/12)


03/04/2012

Adeus às Ilusões

Parei de me iludir com você
Passei a me iludir comigo mesma
Deixei de lado a crença que tudo seria diferente
Para acreditar que eu agora faria tudo diferente
E fiz?
Não
E foi diferente?
Não
E o que estou esperando para dizer adeus?
Que você o faça?
Não
Você jamais o fará
Tem de partir de mim a iniciativa de mudar
Estou mudando, um dia chego lá
Lá onde você não esteja
É lá que quero chegar

Lola (03/04/12)

02/04/2012

Efêmero

Não durou nada
Nada
E eu me entusiasmei como da primeira vez
Mesmo sabendo que seria assim
Efêmero
Quase raro
Mas de uma raridade de tesouro
Vale ouro
O sentimento que vivi

Lola (02/04/12)

01/04/2012

"Tudo acaba mas o que te escrevo continua. O que é bom, muito bom. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas." Clarice Lispector

31/03/2012

De Encontros Furtivos

Te encontrei nas madrugadas
Onde menos esperava
E senti de ti vir a mim empolgação
Pra seguir em frente e curtir o que é da gente
Nada mais importa nada mais
Vergonha e temor ficaram para trás
E o que é meu e teu ninguém desfaz
Mesmo que estranhem ou deturpem, tanto faz
O que quero mesmo, o que me atrai
É ficar contigo sempre mais
E assim faremos desde que possível
Repetiremos a dose, nos embriagaremos
De tudo o que tem a ver com nós dois
Se é assim que dá assim será
Nada de pensar só no depois
Curtiremos agora o que é de já
O tempo dirá se vai durar

Lola (31/03/12)

28/03/2012

Fumo (Florbela Espanca)

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outono: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...

Invoco o vosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...

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