Menina se eu pudesse te daria
Saia rodada
Balões de noite e até de dia
Te daria um quentão gostoso
Pra que tu chegasses a pegar fogo
E eu mais então te acenderia
Menina se hoje fosse São João
Se houvesse pamonha e canjica
Eu te diria que és muito bonita
Te deixaria dançar um forró
E é claro que não dançarias sozinha
Terias a minha companhia
Menina se hoje tivesse fogueira
Te incendiaria com minha energia
E as cinzas que amanhã sobrassem
Poderiam contar aos quatro ventos
Que na noite passado houve alegria
E por aí ela se espalharia
Menina se eu te amasse tanto
Quanto o meu canto quer dizer
Não precisaria nem te convencer
Há tempos tu já serias minha
Menina
E essa canção nem existiria
Mas hoje não é São João, é qualquer dia
No céu não há nem um balão
E fogueira só em meu pensamento
Que arde, queima e espera por você
O dia já vai amanhecer
E o meu sonho vai desvanecer
27/02/10
"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."
27/02/2010
25/02/2010
Calor Junino
No rosto o suor do fogo da fogueira
Na boca o riso de noites inteiras
Tantas brincadeiras
No céu balões e todas as cores do mundo
No fundo, o desejo das noites de são João
Nas mãos estrelinhas e no céu o luar
Na calçada e na rua tanta gente a amar
Na bacia a água e adivinhação
No coração a esperança nos dias que virão
Que tenham todas as cores e as alegrias
Que tenha todo o calor e também fantasia
Que as lágrimas não passem de fogos de artifício
Na boca perdurem todos os sorrisos
E a vida prossiga em paz e harmonia
Com o gosto do milho e o verde da esperança
Que continuemos assim, eternas crianças
Brincando, gostando e sempre dançando
Brindando a vida, festejando o santo
Sentindo no rosto o calor da fogueira
E aquecendo o corpo com quem a gente queira
Refrescando a mente de tanta canseira
Desejando voltar sempre à brincadeira
Percebendo na festa o motivo maior
Pra dizer que a vida pode ser bem melhor
E assim continuemos vivendo a esperança
De fazer prolongar sempre mais a infância
Soltando girândola e cantando a canção
21/02/2010
FORRÓ
Dizem do forró que é bom demais
Eu diria que é muito mais que isso
Forró a gente escuta e logo dança
Mesmo sem saber os passos certinhos
Quem dera a vida fosse um forró
Em que todos dançassem com alegria
Dançando assim, de noite e até de dia
O mundo muito mais se alegraria
Vigia a noite um forró bem quente
Desses que a gente ouve e logo sente
Que não dá pra fugir e então se entrega
A essa que deveria ser a nacional
Dança da esperança, da alforria
O mundo então assim melhor seria
Dançado bem quentinho como o forró
Só haveria espaço pra o melhor
21/02/2010
Eu diria que é muito mais que isso
Forró a gente escuta e logo dança
Mesmo sem saber os passos certinhos
Quem dera a vida fosse um forró
Em que todos dançassem com alegria
Dançando assim, de noite e até de dia
O mundo muito mais se alegraria
Vigia a noite um forró bem quente
Desses que a gente ouve e logo sente
Que não dá pra fugir e então se entrega
A essa que deveria ser a nacional
Dança da esperança, da alforria
O mundo então assim melhor seria
Dançado bem quentinho como o forró
Só haveria espaço pra o melhor
21/02/2010
14/02/2010
Calor
Madrugada quente
De derreter miolos
Pensamento aflora
Mas não vinga
Se ressente do calor
E da falta do teu
De derreter miolos
Pensamento aflora
Mas não vinga
Se ressente do calor
E da falta do teu
06/02/2010
MAITÊ
Suspiro negro numa noite poética
Rima dos poetas loucos
Ninfa dos bosques recheados de aroma
Bela
Vale o quanto pesa tua beleza infinita
Que dura enquanto assim for
Maitê
Rima dos poetas loucos
Ninfa dos bosques recheados de aroma
Bela
Vale o quanto pesa tua beleza infinita
Que dura enquanto assim for
Maitê
12/01/2010
Da poesia que há em mim

Sempre foi assim e assim sempre será
Poesia não tem início nem tem fim
E assim comigo você sempre ficará
Desejo ter você por toda a vida
A vida que é daqui e que é de lá
Alhures há poesia, onde habitas
E aqui a poesia há de ficar
(12/01/10)
Sobre o Zelito que aprecio
Diz o ditado que antes tarde do que nunca
E que em tudo se deve ver as mãos de Deus
Entortou o pé, mas não entornou o caldo
Há baques na vida que servem como alavancas
Neste sentido desejo que o susto da queda
O permita ensaiar mais um passo da dança
O bêbado e o equilibrista são duas faces da moeda
Nesta dialética da vida aguardo ansiosa
Pelo equilíbrio fazer-se presença constante
Para tocar a vida e narrar eventos
Pra lá das quatro linhas
Além das ondas sonoras do rádio
Dizer da vida que é bonita
Contribuindo incessantemente para sua beleza
Sendo simplesmente o Zelito sóbrio – em todos os sentidos
A família lhe aguarda no aconchego
E espera de você contigüidade
É isso que os pais são para os filhos
É isso que os filhos são para os pais
E o bêbado não cabe mais na corda bamba
Ela passa a ter outra serventia
De sustentáculo, de apoio, de elo, de ligação
E que de tudo isto você retire uma lição
12/01/10
E que em tudo se deve ver as mãos de Deus
Entortou o pé, mas não entornou o caldo
Há baques na vida que servem como alavancas
Neste sentido desejo que o susto da queda
O permita ensaiar mais um passo da dança
O bêbado e o equilibrista são duas faces da moeda
Nesta dialética da vida aguardo ansiosa
Pelo equilíbrio fazer-se presença constante
Para tocar a vida e narrar eventos
Pra lá das quatro linhas
Além das ondas sonoras do rádio
Dizer da vida que é bonita
Contribuindo incessantemente para sua beleza
Sendo simplesmente o Zelito sóbrio – em todos os sentidos
A família lhe aguarda no aconchego
E espera de você contigüidade
É isso que os pais são para os filhos
É isso que os filhos são para os pais
E o bêbado não cabe mais na corda bamba
Ela passa a ter outra serventia
De sustentáculo, de apoio, de elo, de ligação
E que de tudo isto você retire uma lição
12/01/10
30/10/2009
Das pessoas que marcaram a minha infância
Há pessoas que rondam nossas vidas a vida inteira
E a nossa vida é lembrar dessas pessoas com insistência
Há quem nem chegue a saber que sempre foi
Alguém que marcou a vida de outro alguém, fez diferença
Dessas pessoas que passaram em minha vida
E que ficaram impregnadas nas lembranças
Tem algumas que fizeram a minha infância
Um tanto quanto importante para mim
Tia Cinta, belas pernas e finess
Me despertava o gosto pelo francês
E a Fábula de La Fontaine não esquecer
Quando guria convivi pouco, mas deu
Pra marcar presença as visitas de Mozart
Que primo lindo, na aparência e no falar
Sempre apreciei seus jeitos, seus modos
E suas histórias ouvia com atenção
Da ditadura à Inglaterra e enfim Bahia
Onde todos os santos lhe ungiram
Não muito raro eu me lembro dos domingos
Em que ao acordar já ouvia anunciar
A chegada de seu Antonio, velho amigo
Que meu pai sempre recebia com prazer
Para prosear até não mais querer
Aquele sorriso era pura simpatia
Que na fase adulta desejei tanto rever (quem sabe, um dia)
Outras figuras marcaram suas presenças
Na minha história, e as guardo com alegria
Não esqueço nunca como Laete, homem tão sério
Me atendia sempre tão atencioso
E em respeito ao sobrenome que eu tenho
Satisfazia, sem ao menos questionar
Os pedidos a ele encaminhados
É com carinho que guardo entre minhas memórias
Atores coadjuvantes que se tornaram
Realçados por um feito, um jeito, um trato
E penso neles sempre com muito agrado
Me alegrando sempre que neles eu falo
É assim com D. Elianete, que me tinha
Como amiga mais chegada de “Carlinha”
Quase uma tia era pra mim, muito querida
D. Helena, com suas tranças e brincadeiras
Me atraia o olhar para a poesia
Sem se dar conta do que estava fazendo:
Se registrando em minha biografia
Fui promovida à “querubina” de Ivanildo
Junto a Lulu era uma das suas preferidas
São coisas que marcaram muito a minha vida
E delas nunca haverei de esquecer
Pessoas que se chegaram e nunca foram
Se achegaram e se entranharam dentro de mim
E foi assim também com “Jamir”
Aderbal, que se empenhava em ajudar
Nas festinhas juninas que fazíamos
E se alegrava quando tudo dava certo
Foi por isso que foi bom tê-lo por perto
Walfredo foi visita bem marcante
Tão sorridente, educado e tão falante
Quando o encontro até hoje me recordo
E ele nem sabe o que significa para mim
Mas é assim mesmo e é bom que seja assim
Porque certas coisas são importantes para mim
Estas pessoas apenas eram o que elas eram
Sem a mínima intenção de me atingir
E é assim que a vida traça suas linhas
E vai aos poucos se desenhando “sozinha”
Tendo como plano de fundo muitas vezes
Algumas cenas da minha vida singela
E é por isso que acredito que ela é bela.
(outubro 2009)
E a nossa vida é lembrar dessas pessoas com insistência
Há quem nem chegue a saber que sempre foi
Alguém que marcou a vida de outro alguém, fez diferença
Dessas pessoas que passaram em minha vida
E que ficaram impregnadas nas lembranças
Tem algumas que fizeram a minha infância
Um tanto quanto importante para mim
Tia Cinta, belas pernas e finess
Me despertava o gosto pelo francês
E a Fábula de La Fontaine não esquecer
Quando guria convivi pouco, mas deu
Pra marcar presença as visitas de Mozart
Que primo lindo, na aparência e no falar
Sempre apreciei seus jeitos, seus modos
E suas histórias ouvia com atenção
Da ditadura à Inglaterra e enfim Bahia
Onde todos os santos lhe ungiram
Não muito raro eu me lembro dos domingos
Em que ao acordar já ouvia anunciar
A chegada de seu Antonio, velho amigo
Que meu pai sempre recebia com prazer
Para prosear até não mais querer
Aquele sorriso era pura simpatia
Que na fase adulta desejei tanto rever (quem sabe, um dia)
Outras figuras marcaram suas presenças
Na minha história, e as guardo com alegria
Não esqueço nunca como Laete, homem tão sério
Me atendia sempre tão atencioso
E em respeito ao sobrenome que eu tenho
Satisfazia, sem ao menos questionar
Os pedidos a ele encaminhados
É com carinho que guardo entre minhas memórias
Atores coadjuvantes que se tornaram
Realçados por um feito, um jeito, um trato
E penso neles sempre com muito agrado
Me alegrando sempre que neles eu falo
É assim com D. Elianete, que me tinha
Como amiga mais chegada de “Carlinha”
Quase uma tia era pra mim, muito querida
D. Helena, com suas tranças e brincadeiras
Me atraia o olhar para a poesia
Sem se dar conta do que estava fazendo:
Se registrando em minha biografia
Fui promovida à “querubina” de Ivanildo
Junto a Lulu era uma das suas preferidas
São coisas que marcaram muito a minha vida
E delas nunca haverei de esquecer
Pessoas que se chegaram e nunca foram
Se achegaram e se entranharam dentro de mim
E foi assim também com “Jamir”
Aderbal, que se empenhava em ajudar
Nas festinhas juninas que fazíamos
E se alegrava quando tudo dava certo
Foi por isso que foi bom tê-lo por perto
Walfredo foi visita bem marcante
Tão sorridente, educado e tão falante
Quando o encontro até hoje me recordo
E ele nem sabe o que significa para mim
Mas é assim mesmo e é bom que seja assim
Porque certas coisas são importantes para mim
Estas pessoas apenas eram o que elas eram
Sem a mínima intenção de me atingir
E é assim que a vida traça suas linhas
E vai aos poucos se desenhando “sozinha”
Tendo como plano de fundo muitas vezes
Algumas cenas da minha vida singela
E é por isso que acredito que ela é bela.
(outubro 2009)
16/10/2009
5 Minutos
Era assim que chamávamos por alcunha aquela criança linda, fofinha, sorridente e bastante pesada – não conseguíamos segurá-la no colo por mais que 5 minutos, mesmo que assim desejássemos.
A criança cresceu (nem tanto), mas apareceu. E com seu carisma forjou sua capacidade para se dar bem na vida - se dar bem no sentido filosófico de ser feliz. E no início da juventude já experimentava o sucesso: faculdade, trabalho... Tudo caminhava de forma acertada, mas o desejo do verdadeiro amor o acompanhava. Foi assim que encontrou na pessoa de Marina seu acalanto.
E assim o rapaz, “gente fina”- agora homem feito - concretiza com o ritual simbólico do casamento, a união que já vem sendo construída com amor, cordialidade e alegria, sua marca registrada.
Casa Ramon e Zezé ganha Marina, mais um exemplar feminino desta família que já é grande no tamanho, mas infinita em suas potencialidades relacionadas a cada individualidade que a compõe.
O dia 11 de outubro passa a ser um marco nesta nova fase.
Daqui a pouco outras virão e o nascimento dos herdeiros iniciará mais um ciclo.
Quem sabe o porvir nos presenteará com outro bebê lindinho, fofinho e sorridente que nos fará lembrar o mote: “5 minutos”.
Lola , em 11/10/09
A criança cresceu (nem tanto), mas apareceu. E com seu carisma forjou sua capacidade para se dar bem na vida - se dar bem no sentido filosófico de ser feliz. E no início da juventude já experimentava o sucesso: faculdade, trabalho... Tudo caminhava de forma acertada, mas o desejo do verdadeiro amor o acompanhava. Foi assim que encontrou na pessoa de Marina seu acalanto.
E assim o rapaz, “gente fina”- agora homem feito - concretiza com o ritual simbólico do casamento, a união que já vem sendo construída com amor, cordialidade e alegria, sua marca registrada.
Casa Ramon e Zezé ganha Marina, mais um exemplar feminino desta família que já é grande no tamanho, mas infinita em suas potencialidades relacionadas a cada individualidade que a compõe.
O dia 11 de outubro passa a ser um marco nesta nova fase.
Daqui a pouco outras virão e o nascimento dos herdeiros iniciará mais um ciclo.
Quem sabe o porvir nos presenteará com outro bebê lindinho, fofinho e sorridente que nos fará lembrar o mote: “5 minutos”.
Lola , em 11/10/09
Pilares
Entre os pilares do Palácio procurei
De onde vinha a luz que iluminava
O salão que em frenesi dançava
Que te ocultava e eu não via a tua face
Busquei além, pedi aos céus esperança
E entre os pilares voltei a te procurar
Não estavas lá e eu triste, cabisbaixa.
Então parei para aproveitar a festa
Foi então que me dei conta que és pilar
E escondido entre eles não estarias
Posto que és daqueles a viga mestra
O sustentáculo, a base, tu és a égide
Agradeci a Deus então com uma prece
E resolvi que o teu lugar é entre nós
Quando estivermos todos juntos e em uma só voz
Reconhecermos a graça de sermos teus
Filhos, esposa, netos, genros e amigos
Assim teremos sempre como sustentáculo
Não um pilar, mas um ombro generoso (quase um abraço)
E a festa continuou, foi tão gostoso!
Outubro 2009
De onde vinha a luz que iluminava
O salão que em frenesi dançava
Que te ocultava e eu não via a tua face
Busquei além, pedi aos céus esperança
E entre os pilares voltei a te procurar
Não estavas lá e eu triste, cabisbaixa.
Então parei para aproveitar a festa
Foi então que me dei conta que és pilar
E escondido entre eles não estarias
Posto que és daqueles a viga mestra
O sustentáculo, a base, tu és a égide
Agradeci a Deus então com uma prece
E resolvi que o teu lugar é entre nós
Quando estivermos todos juntos e em uma só voz
Reconhecermos a graça de sermos teus
Filhos, esposa, netos, genros e amigos
Assim teremos sempre como sustentáculo
Não um pilar, mas um ombro generoso (quase um abraço)
E a festa continuou, foi tão gostoso!
Outubro 2009
Sapatinhos Vermelhos
Na infância desejei todos os sapatos
E os vestidos que as minhas amigas tinhamMeus sapatos brancos de natal nem sempre
Eram aquilo que eu mais queria
Quando o ano transcorria e então eu via
As meninas com sapatinhos vermelhos
Os olhava sempre com desejo
De que eles fossem, na verdade, meus
Depois cresci e aprendi que a vida
Nem sempre nos oferece o que queremos
Mas que muito mais que sapatinhos de cores
Vale uma vida branca de sossego
De quem teve a chance de ser filho por inteiro
De pai e mãe tão bons e verdadeiros
No seu sentir e agir, e então querer
Crescer ainda mais e imitar os pais
E aos seus filhos dar, nem sempre o que pedirem
Mas o que realmente precisarem ter
Educação de boa qualidade
Propiciar-lhes além de ler, escrever
As suas vidas da melhor forma possível
Assim então, colorir os seus dias
Com tintas que não se encontram em nenhum sapato
E muito menos em vestidinhos bordados
Outubro 2009
01/10/2009
Carta para o Programa em Frente
Karl Marx afirmou que “a religião é o ópio do povo”. O senso comum brinca, dizendo ser ela “o pio do povo”, como dizia o meu professor de teoria do conhecimento, o professor Biu. Se considerarmos a analogia do pio, com o direito à fala, haveremos de considerar assertiva o dizer popular.
Dentro da perspectiva de dar ao povo um direito que é seu por “natureza”, percebo que o Programa Em Frente, veiculado pela TV Aparecida às quintas feiras à noite e reprisado as segundas,como sendo um espaço que, voltado à religião , a coloca em prática da maneira mais democrática possível, ouvindo as pessoas que a ele recorrem por diversos meios: telefone, carta e e-mail.
Fico muito feliz e esperançosa ao ver três pessoas altamente qualificadas discutirem junto aos expectadores, assuntos tão variados.
Os temas da quinta feira 13/08/09 - casamento, separação, sexualidade foram discutidos em alto nível, incluindo aí, a simplicidade com que os apresentadores os trataram, como é de praxe.
“Conheci” Padre Pedro, ou melhor dizendo, o programa, em janeiro, quando estive de férias em João Pessoa e lá tive acesso à TV Aparecida. Foi minha irmã Fáti que sugeriu a programação que ela já conhecia muito bem, tecendo elogios e se dizendo fã do trio Rodolfo, Denise e Pe. Pedro.Se disse encantada com a maneira dos três falarem sobre temas cotidianos com tanta profundidade e ao mesmo tempo com uma linguagem tão acessível, que realmente chega ao expectador, seja ele quem for.
Desde então fiquei tentando assistir, quando dispunha de tempo, (trabalho à noite), aqui em Campina Grande, minha cidade, mas na maioria das vezes sem êxito, porque a TV Aparecida nem sempre pegava na minha casa.
Ultimamente venho sendo contemplada com uma melhora na imagem e se estou em casa no horário do programa assisto com muito gosto, embora nunca tenha conseguido assistir do início ao fim, por não conciliar o horário com o das minhas aulas. Quase chego a aplaudir quando me entusiasmo com o debate. Embora não chegue a aplaudir de fato, meu aplauso simbólico é bem real e eu gostaria de compartilhar a minha satisfação com vocês, queridos apresentadores e com seus muitos fãs espalhados Brasil afora.
Peço a Deus que continue a iluminá-los para que possam realizar este trabalho que traz à luz e a esperança de dias melhores a tanta gente. Principalmente no sentido de relacionar religiosidade à vida prática, numa demonstração de que, a religião pode ser bem mais que “o pio do povo”; pode ser alavanca para sua redenção, desde que praticada a serviço do crescimento pessoal e coletivo, humanizando cada vez mais as relações entre os homens.
É neste tipo de religiosidade que acredito. Religião como prática política. Não no sentido de política institucional, partidária, mas política como inerente à condição humana, como diriam os teóricos da ciência política.
Costumo dizer que, apesar de não ser muito de freqüentar igreja, mesmo tendo estudado boa parte da minha vida em colégio de freiras, as Lourdinas, tenho muita fé em Deus, e tento compartilhá-la no meu dia a dia como mãe, esposa, irmã, filha, amiga e professora. Sempre comento sobre a minha fé e sobre o poder que acredito, tem a oração, possibilitando uma vida mais alegre e mais plena.
Adoro ouvir de Pe. Pedro, comentários isentos de preconceitos, acatando todo tipo de fiel, pois assim me incluo como um dos tantos tipos que existem.
Como socióloga de formação, não permiti que o conhecimento sobre a história da humanidade e suas múltiplas formas de “decifrar” o ser humano me afastasse da fé em Deus.Como antropóloga, reconheço a diversidade e as múltiplas maneiras de se relacionar com o “sagrado”. Percebo a religião como elemento da cultura, bem como enquanto prática pessoal, subjetiva, mesmo que sua prática seja coletiva. Émile Durkheim dizia ser a religião a primeira forma de experiência coletiva, portanto social.
Na minha experiência íntima percebo que ela não me retira nada, muito pelo contrário – não podendo, portanto, ser vista como alienante, ou como disse K. Marx, como “ópio”.
A religião e a fé, embora distintas, se complementam e transcendem à espiritualidade, deixando marcas nas relações entre as pessoas. E é neste sentido que consigo ser uma pessoa leve, apesar dos pesares que, reconheço, a vida nos apresenta, fazendo com que esta leveza envolva meu dia a dia e reflita na minha relação com a vida e com as pessoas.
Agradeço a vocês a oportunidade que estou tendo de reciclar a minha fé e de reafirmá-la a cada dia.
Lembro que no dia da minha aula da saudade, quando concluí o curso de ciências sociais na UFPB, em 1994, um colega me perguntou se eu ainda acreditava em Deus. Mesmo percebendo o tom de brincadeira, respondi seriamente que sim, “tanto quanto” antes, mas não “como” antes. Percebe-se aí, uma mudança qualitativa na minha prática de mulher de fé e esta mudança continua em processo, tendo no programa de vocês, um motivo a mais para seguir EM PRENTE.
Muito obrigada.
Dentro da perspectiva de dar ao povo um direito que é seu por “natureza”, percebo que o Programa Em Frente, veiculado pela TV Aparecida às quintas feiras à noite e reprisado as segundas,como sendo um espaço que, voltado à religião , a coloca em prática da maneira mais democrática possível, ouvindo as pessoas que a ele recorrem por diversos meios: telefone, carta e e-mail.
Fico muito feliz e esperançosa ao ver três pessoas altamente qualificadas discutirem junto aos expectadores, assuntos tão variados.
Os temas da quinta feira 13/08/09 - casamento, separação, sexualidade foram discutidos em alto nível, incluindo aí, a simplicidade com que os apresentadores os trataram, como é de praxe.
“Conheci” Padre Pedro, ou melhor dizendo, o programa, em janeiro, quando estive de férias em João Pessoa e lá tive acesso à TV Aparecida. Foi minha irmã Fáti que sugeriu a programação que ela já conhecia muito bem, tecendo elogios e se dizendo fã do trio Rodolfo, Denise e Pe. Pedro.Se disse encantada com a maneira dos três falarem sobre temas cotidianos com tanta profundidade e ao mesmo tempo com uma linguagem tão acessível, que realmente chega ao expectador, seja ele quem for.
Desde então fiquei tentando assistir, quando dispunha de tempo, (trabalho à noite), aqui em Campina Grande, minha cidade, mas na maioria das vezes sem êxito, porque a TV Aparecida nem sempre pegava na minha casa.
Ultimamente venho sendo contemplada com uma melhora na imagem e se estou em casa no horário do programa assisto com muito gosto, embora nunca tenha conseguido assistir do início ao fim, por não conciliar o horário com o das minhas aulas. Quase chego a aplaudir quando me entusiasmo com o debate. Embora não chegue a aplaudir de fato, meu aplauso simbólico é bem real e eu gostaria de compartilhar a minha satisfação com vocês, queridos apresentadores e com seus muitos fãs espalhados Brasil afora.
Peço a Deus que continue a iluminá-los para que possam realizar este trabalho que traz à luz e a esperança de dias melhores a tanta gente. Principalmente no sentido de relacionar religiosidade à vida prática, numa demonstração de que, a religião pode ser bem mais que “o pio do povo”; pode ser alavanca para sua redenção, desde que praticada a serviço do crescimento pessoal e coletivo, humanizando cada vez mais as relações entre os homens.
É neste tipo de religiosidade que acredito. Religião como prática política. Não no sentido de política institucional, partidária, mas política como inerente à condição humana, como diriam os teóricos da ciência política.
Costumo dizer que, apesar de não ser muito de freqüentar igreja, mesmo tendo estudado boa parte da minha vida em colégio de freiras, as Lourdinas, tenho muita fé em Deus, e tento compartilhá-la no meu dia a dia como mãe, esposa, irmã, filha, amiga e professora. Sempre comento sobre a minha fé e sobre o poder que acredito, tem a oração, possibilitando uma vida mais alegre e mais plena.
Adoro ouvir de Pe. Pedro, comentários isentos de preconceitos, acatando todo tipo de fiel, pois assim me incluo como um dos tantos tipos que existem.
Como socióloga de formação, não permiti que o conhecimento sobre a história da humanidade e suas múltiplas formas de “decifrar” o ser humano me afastasse da fé em Deus.Como antropóloga, reconheço a diversidade e as múltiplas maneiras de se relacionar com o “sagrado”. Percebo a religião como elemento da cultura, bem como enquanto prática pessoal, subjetiva, mesmo que sua prática seja coletiva. Émile Durkheim dizia ser a religião a primeira forma de experiência coletiva, portanto social.
Na minha experiência íntima percebo que ela não me retira nada, muito pelo contrário – não podendo, portanto, ser vista como alienante, ou como disse K. Marx, como “ópio”.
A religião e a fé, embora distintas, se complementam e transcendem à espiritualidade, deixando marcas nas relações entre as pessoas. E é neste sentido que consigo ser uma pessoa leve, apesar dos pesares que, reconheço, a vida nos apresenta, fazendo com que esta leveza envolva meu dia a dia e reflita na minha relação com a vida e com as pessoas.
Agradeço a vocês a oportunidade que estou tendo de reciclar a minha fé e de reafirmá-la a cada dia.
Lembro que no dia da minha aula da saudade, quando concluí o curso de ciências sociais na UFPB, em 1994, um colega me perguntou se eu ainda acreditava em Deus. Mesmo percebendo o tom de brincadeira, respondi seriamente que sim, “tanto quanto” antes, mas não “como” antes. Percebe-se aí, uma mudança qualitativa na minha prática de mulher de fé e esta mudança continua em processo, tendo no programa de vocês, um motivo a mais para seguir EM PRENTE.
Muito obrigada.
15/09/2009
Sobre a partida do último Felinto da irmandade
Convivi pouco com tio João. Sei muito mais dele pelas falas dos meus irmãos mais velhos do que de uma convivência mais aproximada. Isto não o fez menos tio meu que qualquer outro, justamente por saber dele a partir das conversas cotidianas domésticas. Sem contar que lembro muito bem das visitas dominicais no Landau azul (lindo!), bem como do orgulho que sempre senti por ter um tio ex combatente ( não é pra todo mundo não). Eita! É mesmo que estar vendo papai falando sobre a odisséia que foi a viagem dele a Itália, sobre o seu terno que ele, (papai) sempre expunha ao sol, para no caso de “o mano” dele (era assim que eles se chamavam um ao outro, todos eles) chegar a qualquer momento ter o que vestir.
Senti muito a sua ida deste mundo, a perda do último tio por parte de papai, além de sentir mais ainda pelos filhos dele e por tia Dôra, que estão sentindo tudo aquilo que sentimos quando papai partiu e que não é nada fácil.
Na missa de sétimo dia fui surpreendida com a crônica que um dos seus netos escreveu em sua homenagem. Não apenas pela beleza das palavras bem escritas, mas, sobretudo pelo teor das mesmas, que me revelou a imensa semelhança que tio João tinha com papai, numa demonstração de que “quem sai aos seus, não degenera”.
Dos chocolates “escondidos”, ao exalar do cheiro do banho tomado, passando pelos chinelos bem dispostos oferecidos, tudo me dava a impressão, e não só a mim, mas a todos que leram, de estar frente à frente com discrições de Zé Felinto. O cuidar dos netos e filhos, os mimos, o contar histórias, e principalmente a história de vida, tudo me faz crer que a herança maior foi deixada pelos nossos avós, (bisavós).
E cada vez mais, ratifico a importância da família num jeito de ser, nas peculiaridades que fazem de nós, seres diversos e semelhantes ao mesmo tempo, através de uma marca registrada que nos concede ser percebido como um Felinto de longe.
Viva pai Tonho! Viva mãe Nana! Estes avós que não conheci vivos, mas de quem sei muito, também pelos relatos que sempre estiveram presentes na cotidianidade da família. Eles que souberam imprimir em nós todos, um jeito de ser e um trato com as pessoas que vão existir sempre, enquanto o sobrenome Felinto existir na face da terra. Protejamos então essa marca, ela faz toda a diferença, no melhor sentido que isto possa ter.
Lola, em 15 de dezembro de 2008.
Senti muito a sua ida deste mundo, a perda do último tio por parte de papai, além de sentir mais ainda pelos filhos dele e por tia Dôra, que estão sentindo tudo aquilo que sentimos quando papai partiu e que não é nada fácil.
Na missa de sétimo dia fui surpreendida com a crônica que um dos seus netos escreveu em sua homenagem. Não apenas pela beleza das palavras bem escritas, mas, sobretudo pelo teor das mesmas, que me revelou a imensa semelhança que tio João tinha com papai, numa demonstração de que “quem sai aos seus, não degenera”.
Dos chocolates “escondidos”, ao exalar do cheiro do banho tomado, passando pelos chinelos bem dispostos oferecidos, tudo me dava a impressão, e não só a mim, mas a todos que leram, de estar frente à frente com discrições de Zé Felinto. O cuidar dos netos e filhos, os mimos, o contar histórias, e principalmente a história de vida, tudo me faz crer que a herança maior foi deixada pelos nossos avós, (bisavós).
E cada vez mais, ratifico a importância da família num jeito de ser, nas peculiaridades que fazem de nós, seres diversos e semelhantes ao mesmo tempo, através de uma marca registrada que nos concede ser percebido como um Felinto de longe.
Viva pai Tonho! Viva mãe Nana! Estes avós que não conheci vivos, mas de quem sei muito, também pelos relatos que sempre estiveram presentes na cotidianidade da família. Eles que souberam imprimir em nós todos, um jeito de ser e um trato com as pessoas que vão existir sempre, enquanto o sobrenome Felinto existir na face da terra. Protejamos então essa marca, ela faz toda a diferença, no melhor sentido que isto possa ter.
Lola, em 15 de dezembro de 2008.
15/08/2009
Vivendo e aprendendo
O medo da morte é uma coisa incrível
Ao contrário do medo da vida,nos faz correr atrás
De viver, já que a morte é certa
De acertar, pois que errar é de morte
Erros e acertos são bem relativos
Ponderar é saber conviver
Com diferentes formas de ser
É matar preconceitos latentes
Transbordar o que consiliar
Abrandar sentimentos e atos
Deixar a suavidade vencer
Sou mais eu quando calo, não grito
Sou mais eu quando vejo e acredito
Que há motivos e não polemizo
Quando faço morrer o que é mau
Permitindo o bem renascer
Sou mais eu, pois me sinto crescer
(22/02/09)
Ao contrário do medo da vida,nos faz correr atrás
De viver, já que a morte é certa
De acertar, pois que errar é de morte
Erros e acertos são bem relativos
Ponderar é saber conviver
Com diferentes formas de ser
É matar preconceitos latentes
Transbordar o que consiliar
Abrandar sentimentos e atos
Deixar a suavidade vencer
Sou mais eu quando calo, não grito
Sou mais eu quando vejo e acredito
Que há motivos e não polemizo
Quando faço morrer o que é mau
Permitindo o bem renascer
Sou mais eu, pois me sinto crescer
(22/02/09)
O grande retorno
Irmão dos primeiros anos
De vida
Alegria nas vistas
De férias
Prontidão à qualquer hora
Suas vindas são poucas
Escassas
Não matam a saudade
E a esperança é o alimento
De um dia voltar a tê-lo
Mais perto
Resurge agora
Das cinzas
Tal qual fênix volta a alçar vôos
Mais altos
E a auto estima nos trará
De volta o primogênito
(05/03/09)
De vida
Alegria nas vistas
De férias
Prontidão à qualquer hora
Suas vindas são poucas
Escassas
Não matam a saudade
E a esperança é o alimento
De um dia voltar a tê-lo
Mais perto
Resurge agora
Das cinzas
Tal qual fênix volta a alçar vôos
Mais altos
E a auto estima nos trará
De volta o primogênito
(05/03/09)
Solidão
Pra tudo há espaço
Há um canto
Um recanto
Só eu fico de lado
Não me acho
Em teu abraço
Que faço
Deixo de lado
E assim parto pra outras plagas
Busco outros braços
Me refaço do meu pranto
Ou persisto
Insisto
Persevero
Falo sério quando reclamo solidão
(09/05/09)
Há um canto
Um recanto
Só eu fico de lado
Não me acho
Em teu abraço
Que faço
Deixo de lado
E assim parto pra outras plagas
Busco outros braços
Me refaço do meu pranto
Ou persisto
Insisto
Persevero
Falo sério quando reclamo solidão
(09/05/09)
06/08/2009
FATI ( Acróstico)
F iz de ti porto seguro
A njo de amor e bondade
T anto pedi e dei pouco
I nda te devo um bocado
28/07/08
A njo de amor e bondade
T anto pedi e dei pouco
I nda te devo um bocado
28/07/08
01/08/2009
Das coisas da vida
Penso da vida
Que deveria ser simples como a luz do sol
Que aparece quase sempre
E que é tão necessária
Penso da vida
Que deveria ter a alegria dos dias festivos
Em que celebramos
O que há de bom
Penso da vida, a doçura de um bombom
Cujo recheio completa, mas não é tudo
Penso que um dia duro
também ensina a viver
Penso da vida
Que é perecível
E se não cuidarmos ela se finda
Apodrecida, sem amadurecer
Penso da vida
Que é prazer
Que é bonita
Se a enfeitarmos, mesmo que de chita
Que se enfeia
Se não a respeitarmos
Se fizermos dela apenas um enfado
Penso da vida
Que é entreposto
E que com alegria e algum esforço
É possível viver tudo de novo
26/07/09
Que deveria ser simples como a luz do sol
Que aparece quase sempre
E que é tão necessária
Penso da vida
Que deveria ter a alegria dos dias festivos
Em que celebramos
O que há de bom
Penso da vida, a doçura de um bombom
Cujo recheio completa, mas não é tudo
Penso que um dia duro
também ensina a viver
Penso da vida
Que é perecível
E se não cuidarmos ela se finda
Apodrecida, sem amadurecer
Penso da vida
Que é prazer
Que é bonita
Se a enfeitarmos, mesmo que de chita
Que se enfeia
Se não a respeitarmos
Se fizermos dela apenas um enfado
Penso da vida
Que é entreposto
E que com alegria e algum esforço
É possível viver tudo de novo
26/07/09
Cotidiano
Acordo
Desembaço a vista
A vida me chama a viver
Atendo meio sem coragem
Logo me envolvo em trabalho
E trato de resolver
Problemas e coisa e coisa à toa
Coisa boa também há
E lá, num canto do meu dia
Penso em coisas e pessoas
Lembrança só tenho da boa
Agora vou descançar
Pensar no dia que foi
Pra o que vier depois
Ser ainda bem melhor
Agora sim, vou sonhar
A vida é mesmo assim
Não acho nada ruim
Não tenho o que reclamar
12 e 12/10/08
Desembaço a vista
A vida me chama a viver
Atendo meio sem coragem
Logo me envolvo em trabalho
E trato de resolver
Problemas e coisa e coisa à toa
Coisa boa também há
E lá, num canto do meu dia
Penso em coisas e pessoas
Lembrança só tenho da boa
Agora vou descançar
Pensar no dia que foi
Pra o que vier depois
Ser ainda bem melhor
Agora sim, vou sonhar
A vida é mesmo assim
Não acho nada ruim
Não tenho o que reclamar
12 e 12/10/08
30/07/2009
Sensibilidade
Ando sensível demais
Tudo me dói e eu sinto muito
Porque me sinto assim?
O passado, o presente
Até o futuro me fazem verter lágrimas
A crise avança, me domina
Eu não sei reagir
Faço coisas, faço planos
Faço o que acho que devo fazer
Outras coisas nem sei fazer
Também nem sei o que
Sei que me dói
A alma
E a palavra
Essa sinto querer vir à tona
Antes que eu desmorone
Ela não me deixa calar
2009
Tudo me dói e eu sinto muito
Porque me sinto assim?
O passado, o presente
Até o futuro me fazem verter lágrimas
A crise avança, me domina
Eu não sei reagir
Faço coisas, faço planos
Faço o que acho que devo fazer
Outras coisas nem sei fazer
Também nem sei o que
Sei que me dói
A alma
E a palavra
Essa sinto querer vir à tona
Antes que eu desmorone
Ela não me deixa calar
2009
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