Acróstico - FLAVINHA
"Foi assim, como ver o mar"
Lá estava ela a me encantar
A menininha linda de tia Lola "Vinha, como Talitta a chama,
Inaugurou um sentimento em mim
Naquele dia de agosto
Há um tempinho, lá atrás
Amor que dura até hoje
Acróstico - FLAVINHA
"Foi assim, como ver o mar"
Lá estava ela a me encantar
A menininha linda de tia Lola "Vinha, como Talitta a chama,
Inaugurou um sentimento em mim
Naquele dia de agosto
Há um tempinho, lá atrás
Amor que dura até hoje
Sou de sensibilidades... Suscetível ao choro e ao riso na mesma proporção, desde que me sinta tocada...
Hoje Talitta me mostrou um vídeo da família de Caetano (o Veloso - falo assim porque agora conheço mais um Caetano... Como esse nome é forte!). Antes, ela me disse que amou o vídeo, que sabia que eu ia amar também e que o relacionou à minha família, a relação que tenho com meus irmãos...
Sim, já comecei a ver o vídeo direcionada neste sentido, mesmo assim não pude fugir do encantamento, da surpresa que me aguardava.
A gente muitas vezes pensa em focar em maneiras de agir, na tentativa de deixar marcas ou suscitar exemplos, não nos dando conta que isto acontece, quer queiramos ou não, que intencionados ou não... Deixamos marcas indeléveis nos nossos entes queridos, muitas delas só são realçadas pós morte, quando eles se despedem de lugares e situações vivenciadas conosco... Estou enfrentando o luto da partida de minha irmã Maria Eunice há 8 mêses, e isto está muito nítido nos meus dias... A presença dela, marcante demais, em tudo que faço, que vejo, que ouço...
Como os nossos são nossos! Embora eu também creia que "ninguém é de ninguém", ao afirmar isto chamo a atenção para o fato de que certas formas de ser e de estar no mundo são reflexo das relações que estabelecemos com os mais próximos. Neste sentido, o luto reaviva a intensidade da marca deixada em nós, pelos nossos entes queridos.
Reafirmo, a partir do vídeo em questão, bem como do comentário de Talitta, que "quem sai aos seus não degenera", como diz o dito popular. Me sentir filha dos meus pais, irmã dos meus irmãos, mãe das milhas filhas, avó dos meus netos, tia dos meus sobrinhos, me faz muito bem... E somo a isto o ser esposa do meu esposo, sogra do meu genro, amiga dos meus amigos, prima dos meus primos... Reflito que me encontro no lugar certo nesta existência terrena. E que nada de negativo que por ventura atravesse meus relacionamentos, pode vir a desviar meu projeto encarnatório...
Volto a falar na profundidade do meu sentir, do riso ao pranto, percebendo-a como estratégia de viver e sobreviver. E "é preciso saber viver..."
Lola (março de 2024)
Há todo um céu de possibilidades,
Com lua, estrelas, nuvens e sol.
Há toda uma vida em vastidão, no céu e no chão.
Há criancinhas tão lindas, que se tornam mocinhas, rapazes.
Há vida, contida e há vida que estravasa.
Há momentos que, de tão importantes, se eternizam,
Como eterna deve ser a vida em si.
E a vida pulsa em ti, Alice,
E deságua feito rios caldalosos,
Em mar aberto, repleto de futuros desejos e ensejos.
Há muitos beijos que nunca guardei,
que te foram dados.
E há muitos mais em mim, pra te oferecer sempre que os quiseres.
O despertar de novos rumos é o prumo desta hora,
Que é divisora de águas infinitas e bonitas,
Como é bonita toda a vida que existe em ti.
Lola, em 23 /01/24.
Aniversariante do dia,
Linda e muito querida,
Inteligente e amável,
Coisa mais bela que existe,
Ela é a nossa Alice.
Lola em 30/09/24
Cada minuto parece festa,
Pois se não estamos a brincar, contar estórias, bagunçar,
Estou a cozinhar quitutes pra lhes ofertar.
E assim o dia corre solto, como criança no quintal.
Como notícia boa que se espalha e torna tudo ainda mais legal.
Como se fosse o céu, aqui na terra,
E como se a terra do meu jardim
florecesse a olhos vistos.
Tudo fica mais bonito quando eles estão aqui.
Vó Loló, em 02/10/24
Não por acaso, me chamo Maria. Sou uma das oito filhas que minha mãe gerou . Nasci no mês de outubro e herdei o nome da Senhora do Rosário. Como sou agradecida à minha mãe por ter me dado este nome, que na infância, menosprezei, por não entender seu significado e perceber como "nome de gente grande". Sim, nome de gente grande! Do tipo GG, Max, top, mega. O nome da mãe de todas as mães, escolhido pela minha, pra me acompanhar nesta vida para a qual ela me trouxe em seu ventre.
Hoje sou muito orgulhosa de ser Maria e principalmente do Rosário. Nome forte, que diz muito para nós, cristãos. Nome que reverencia a Imaculada, a nossa Mãezinha do céu. Que este mês dedicado a ela voltemos nosso olhar para as coisas que mais importam na vida - o amor, a fraternidade, a mansidão, a doçura. Tudo que encontrei na minha mãe terrena e que busco seguir.
Salve Maria Puríssima! Salve Rainha! Salve Nossa Senhora querida! Salve!
(Lola, em 02/05/24)
Elevo ao Senhor uma prece
E agradeço pelo pai que me deste:
Homem bom, íntegro, amoroso, perfeito - "o melhor da feira".
Ontem, sem tempo pra escrever, pensei nele o dia inteiro,
Enquanto curtia o pai das minhas filhas e o dos meus netos.
José Felinto de Araújo - presente.
A minha vida não existiria sem a dele. E eu continuo a existir com ele, meu amado e amável pai.
É intrínseco, me constitui.
Assim como o amor lhe constitui.
Amor é eterno. Viva papai!
Lola (no dia que também é dos pais, 12/08/24)
Aos 25 anos, M. Eunice se uniu a dois colegas de turma, um dos quais, nosso primo Gôdo, e partiu no Chevette dele, rumo a S. Paulo para fazer o sexto ano e concluir o curso de medicina. Voltou, colou grau, participou do baile e retornou a S. Paulo para fazer residência, no hospital da Beneficência Portuguesa, onde fez o sexto ano.
Não me esqueço daqueles tempos... Sua ida pra São Paulo nos trouxe uma atmosfera de luto. Sempre fui muito profunda no sentir, e senti muito a ausência... E a saudade me corroeu por dentro... Eu tinha apenas 13 anos... Mas o sentimento era tamanho GG.
Nestes dias em que sentimos sua passagem para um outro nível de existência, não tem como não lembrar da tristeza daqueles...
Desde março deste ano, acompanhei passo a passo, mão na mão, todo o processo de consultas, exames, cirurgia, internações, cuidados domiciliares... Tempo pra temperar todo um sentimento e relacionamento entre nós ... Chegamos a apurá-los.
Hoje, apesar de lembrar do clima de separação do final dos anos 70, reconheço que nos proporcionava a esperança da volta... Dos retornos para nos visitar... E como nos visitava! Chegava a vir até 04, vezes num ano, para amenizar a saudade, num tempo em que não existia as facilidades da internet.
Escrevi tantas cartinhas pra ela...
Neste momento, daria tudo pra por nos correios uma delas e aguardar ansiosamente a resposta.
Na impossibilidade de escrever cartas, me pego escrevendo estas linhas... Fecho os olhos e abro os demais sentidos... Sin meto a comunicação fluindo... E daqui emano meus sentimentos de que esteja bem e refeita das dores deste mundo.
Abraço, beijo, afago os cabelos brancos da minha irmã que agora mora em mim e atende pelo nome de saudade.
Lola
Há 12 anos, num dia de Santo Antônio, santo de sua devoção, mamãe partiu desse mundo.
Com ela se foi a alegria de ter uma mãe por perto, de ter suas orações, seu abraço e cheirinho gostoso... Mas ficou tanto por aqui... A certeza que ela continua em espírito e amor, a vontade de celebrar sua existência, o orgulho de ter vindo de seu ventre, compartilhado tantos anos e de ter aprendido muito com ela. Inclusive a sorrir... Herdei o sorriso fácil de mamãe, o que faz de mim uma pessoa leve e doce... Assim eu me vejo...
Mas ficou também uma saudade inexplicável, que as vezes dilacera o peito, outras vezes faz o amor aumentar.
E assim vou tocando a vida, sabendo de onde vim, quem sou e que fui privilegiada com a mais doce das mães. Uma flor de formosura. E sua memória ratifica o amor de Deus por mim. Isso é muito! Por isso sou grata.
Lola
Nossas cabeças se juntaram tantas vezes,
Como um toque de afeto, de carinho.
Mesmo que os momentos não fossem dos melhores,
Sempre dávamos um jeitinho.
Bastava que num gesto puro e simples
Inclinássemos o rosto um pouquinho,
E um leve sorriso esbssássemos, pra sentir a vida fluir mais de mansinho.
Infelizmente, como nem tudo são flores,
Chegam momentos de sofrimento e de partida.
E por mais que a resiliência nos habite,
Ficamos tristes, pois a dor as vezes insiste.
E sem convite vem e ocupa espaço - aquele que seria de um abraço,
De cabecinhas que se tocam e demonstram
Que vale a pena se entregar ao amor, sentimento tão profundo,
Que justifica nossa presença nesse mundo.
Lola, em 06 e 07/23
Há uma rede de apoio invisível que muitas vezes nem nos damos conta, mas existe.
Há uma mão firme, porém suave, que nos sustenta ao primeiro sinal de tropeço.
Há, sim, há, a ilusão de que nada existe a não ser auto suficiência.
Há um amor que paira no ar à disposição, mesmo se nem percebemos sua necessidade.
Há caridade, empatia, assistência...
É preciso educar os sentidos à sensibilidade...
Muito do que buscamos em Deus existe no nosso entorno, mas por dificultarmos a percepção, tiramos o pé do chão e direcionamos olhares apenas ao céu, em busca de socorro, esquecendo que Deus nos fez à sua imagem e semelhança.
Precisamos sentir como criança, que pede colo, pede abrigo, abre os braços à acolhida. Não se intimida, por ter noção de que é dependente, carente.
Carentes somos todos nós - de cuidados, de afagos, de mimos.
E potentes, também somos. Temos o poder de mudar as situações. A nossa, a de todo mundo.
Deus nos fortaleça para que possamos fortalecer a quem necessita.
E que Ele nos oriente o caminho... E
de nós sempre esteja juntinho...
Deus é mais! Deus é pai!
30/31/07/23
Sábado à tarde... Minha saudade me leva à rua João Suassuna, caminho do hospital da FAP. Lá, bem pertinho do hospital, crianças e adultos brincam de liberdade... Sob o céu de final de semana, muitas pipas colorem a tarde, embelezam o dia e divertem a todos que participam daquilo que eu, ao ver pela primeira vez, cheguei a perder o fôlego.
No imaginário da criança que ainda habita em mim, as pipas, ou corujas, como dizíamos, são símbolo de beleza , leveza e liberdade que devem compor a infância.
Ao me dirigir à FAP, depois de ter ido em casa me refazer da noite passada acompanhando minha irmã, voltando para cumprir minha intenção de ser colo pra ela, apoio moral, material e, principalmente espiritual, encher os olhos com a cena belíssima de pipas colorindo o céu, crianças correndo com as suas nas mãos, outras já cansadinhas, sentadas ao meio fio ou na porta de casa, adultos levando, orgulhosamente as suas, certamente por eles confeccionadas... Uma verdadeira festa das corujas - eu me enchia da alegria do que via e repassava a Maria Eunice, na tentativa de que o belo lhe revestisse de esperança.
Hoje é um sábado diferente pra mim. Faz uma semana que a sepultamos e a dor da saudade lateja em meu ser inteiro. Não posso, mesmo assim, sepultar a esperança de que esteja bem, plena, em paz. Me alimento dessa idéia para emanar boas vibrações até ela... E o faço fechando os olhos e pensando em cada pipa que vi subir aos céus... Peço que se encham de boas vibrações, energias de cura, libertação, sobretudo amor... E vôem alto, o mais alto que puderem, até chegarem à minha Maria número 03... E lhe contarem do amor que se sabe, aqui na terra, que ela semeou... E num sussurro amoroso lhe contem da saudade... Mas lhe digam também da esperança que renova nossas vidas, só de saber o quanto a dela, por aqui, foi frutífera... Digam do orgulho, do prazer em conviver com alguém como ela... Que deixa bem mais que saudade - a certeza de que a vida é bela e vale ser vivida dentro da lógica do amor... Pois "só o amor conhece o que é verdade. O amor é bom" e o temos por perto... Abramos o coração, os olhos a mente... Ele está, inclusive e principalmente, dentro de nós.
Vamos colorir a vida com papel de seda, com nuvens de algodão, com corações vermelhos ... Vamos ser tudo de bom que desejamos que sejam para nós...
Dizem que "ninguém sabe o dia de amanhã"... Na verdade, ninguém sabe o dia de hoje... Das 00:00 as 24:00, tudo pode mudar... E esse é um tempo bom pra que iniciemos a nossa própria mudança.
De papel de seda colorido, refaço minha tarde de sábado... E minh'alma voa... Deixo fluir, seguir o fluxo... Me entrego ao sabor das nuvens...Respiro fundo e agradeço...
Lola, em 15/07/23
Lá se vão, a caminhar, o menino e o homem - seu pai.
Na paisagem semi-árida, só vislumbram o verde e o frescor que se avizinham.
Nada os remete à seca, ao calor ou a dissabores,
Entendem o porvir como realidade.
Essa verdade é fotografada, e nada que lhes falem ao contrário dela, os desanima.
É lá de cima que lhes vem o socorro e a certeza de que tudo nesta vida
Está ligado à grandeza que a tudo excede. E que, quanto mais a ela se entregam, maior é a beleza da vida que levam.
Lola (09/07/19)
Do que eu sinto, muito não publico.
Impublicável, não minto.
Mas não me arrependo nem um pouco,
Visto que de louco, todos nós temos um pouco.
Então insisto e ainda digo:
É bom demais sentir assim, e é tão bonito!
Que até os que loucos não são,
Dariam tudo pra viver também
enlouquecidos de paixão.
Sem controle do próprio coração,
Que não publica, enquanto grita, internamente.
E eternamente continuam sim,
Com impublicáveis desejos e sentimentos.
E sem lamentos por viverem assim.
Lola, em 11/08/20
E o menininho que gosta de olhar o mundo, completa dois aninhos.
Mas como, só isso, quando o sentimento é de que nunca vivemos sem ele?!
Ano difícil para todos, certamente,
Mas levar a vida levemente trás a certeza da esperança,
Ela que nunca morre... Às vezes dorme, mas despertada por olhares atentos como o de Iquinho, nos alenta.
Ver a vida passar na janela, enseja ir com ela e desbravar caminhos.
É isto que o menininho, ao contemplar o mundo nos inspira.
E, enchendo o pulmão de ar, por vezes raro nestes dias,
Expiramos para aliviar o que filtramos.
Então, assim, como Íco, vislumbramos dias mais bonitos.
Tia Lola, em 23/12/20.
Mamãe não só me deu à luz como forjou em mim um modo de ser e estar no mundo. Ela é minha conexão com a ancestralidade feminina. Ela é minha base de sustentação neste mundo e me remete à infinitude da vida.
Mamãe clareia meus dias, suaviza minhas experiências e transborda em mim, principalmente quando minhas práticas me permitem sentir orgulho da mãe que sou.
Mamãe me empodera com amor, leveza e luminosidade. É meu amor eterno e por ela sou grata. Não posso falar sobre ela no passado, pois continua viva em mim.
Obrigada, meu Deus, pela minha mãe. Que chegue até ela todo o meu amor. Assim seja.
Lola, 11 de maio de 2021 (comemorando o dia das mães)
"Há canções e há momentos, que eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento que eu não posso controlar..."
Imortalizada na vozes de Milton Nascimento e M. Betânia, essa música de Aldir Blanc e Milton diz muito do que penso sobre minha relação com a "voz" escrita, sobre alguns acontecimentos.
Sábado comemoramos o aniversário de Sofia, são 6 anos repletos de fofurices. Não a toa, a chamo de Fofi, uma mistura carinhosa de fofura com seu nome afrancesado - Sofie...
Para não fugir da regra, ela esbanjou simpatia e graciosidade, mas foi na hora de fotografar com as tias que algo mais se revelou.
A aniversariante se mostrou muito feliz a festa inteira. Não foi fácil passar o aniversário do ano passado sem festa aos moldes tradicionais, e sua alegria contagiante denunciava, o tempo todo, o quanto estava satisfeita em poder, desta feita, comemorar como ela gosta. Porém, foi no momento de fotografar com as tias-avós que ela demonstrou ainda mais a sua alegria, satisfação e jeitinho fofo de ser... Ao convidar a tia Lulu para o lado esquerdo, de forma que ela pudesse, num grande abraço, tocar em cada uma.
Eu me coloco sempre como emotiva e como alguém que não nega os sentimentos. Choro tão facilmente quanto sorrio, pois é a emoção que amalgama meu ser.
Não tive outra reação, senão vibrar, junto com a pequena aniversariante, o momento, ao que pareceu, tão esperado - o de registrar o abraço contido por 1 ano e meio.
Para Sofia, neste período de aniversário, bem como para sempre, desejo que continue a saborear os doces sabores da vida, contidos nos encontros com pessoas queridas.
Parabéns, Fofi linda de tia Lola! Amo muito você e aguardarei o dia em que aprenda a ler e possa ler esse registro carinhoso que lhe ofereço.
🤗😘🤗😘🤗😘🤗😘🤗😘🤗😘
Gira, gira, rodopia...
Mexe pra lá e pra cá...
Faz da dança uma alegria
E do viver um dançar.
Do dançar, experiência,
Que só vive quem desperta
E tem muita inteligência
Pra saber o que importa.
Leve, pluma, alegremente,
Saltitante criancinha,
Aproveita e ensina a gente
A viver de alegria.
Parabéns pelo aniversário!
Feliz seja o seu dia.
Comemore de bom grado,
Dance, cante e sorria.
Viva Heitor, hoje sempre!
Nosso pequeno grande amor.
Viva o netinho da gente!
Xodó de vovó e vovô.
Lola (17/09/21 - Para Heitor que faz 4 anos.)
A primeira década se completa - Alice faz 10 e, como menina que coleciona descobertas, aparece como fã de Harry Potter. O nome Harry já tinha significado marcante em sua história, por ser o apelido de Felipe, amigo muito querido de Priscylla, escolhido, logo que ela nasceu, para ser seu padrinho. Precocemente, Harry se foi, deixando a felicidade dos belos encontros nesta vida. E dele, Alice conhece a narrativa das memórias de Pri.
Alice faz 10 e com ela comemoro também 10 anos de avó - eita coisa boa! Nem preciso prolongar os comentários a respeito, visto que não esgotariam o prazer que sinto, ele é inenarrável.
Alice faz 10 de braços abertos para a adolescência, que já está bem alí... Se joga nas experiências sorridente e caminha... Caminhamos, todos nós que lhe amamos, junto com ela, mas respeitando seus espaços, curtindo as etapas e torcendo para que continue sua jornada de forma alegre e mágica.
Alice faz 10 e, além dos 7 livros de Harry Potter, lhe desejo uma biblioteca inteira de sonhos.
Ontem comemoramos seus 10 anos e entramos no clima da saga pottiana. Foi lindo! Mas bem mais linda é Alice no explendor dos seus 10 anos.
Muitas décadas lhe desejo, Pequena, Lila, Lice, Lilice, Alice - amor de vó Loló.
Se eu tivesse uma varinha mágica, num "plim" lhe colocaria no topo da felicidade. Mas esta caminhada é sua e apenas me coloco à disposição, na medida do possível, para torná-la cada vez mais mágica e maravilhosa como você.
Com amor ♥️
Vó Loló.
Em 30 de setembro de 2021
Sou muito ligada à intuição, à espiritualidade, e tenho uma relação com a oração que considero profunda. É ela, a oração, que me propicia a conexão que desejo, com Deus e com meu eu mais profundo. Isso me concede uma leveza que me mantém de pé, mesmo em momentos de turbulência ou de, no mínimo, ansiedade.
Considerando a ansiedade como um dos aspectos relevantes na minha maneira de ser, posso dizer que tenho tentado lidar com ela, justamente despertando para os estragos que pode causar e a percepção de que, as características que citei lá no início, podem ser ferramentas importantes para minimizá-la.
Hoje, dia dos professores, não por acaso, lembrei de uma passagem do pequeno livro Minutos de Sabedoria, de Pastorino. É que ontem, ao assistir o Papo das 9, com André Trigueiro, o vi citar o livro e também falar alguma coisa sobre o ofício do professor.
Num piscar de olhos, voltei no tempo e me deparei com o meu primeiro momento como professora, de fato e de direito. Antes, já tinha experimentado, nos estágios, na graduação em Licenciatura em Sociologia e no mestrado, situações em sala de aula, porém, como professora contratada, ainda não tinha atuado.
Cheguei bem antes do horário da aula e aguardei, sem nem um pouco de tranquilidade, a chegada dos alunos. Estes foram chegando, um a um, por vezes em grupos, e enchendo a sala, me deixando numa aflição sem tamanho. Eu pensava: Meu Pai, eles estão aqui pra assistir à minha aula! O que faço? Me ajuda! Pedi a Deus iluminação e busquei na bolsa, o pequenino livro, abrindo-o, sem que ninguém percebesse.
Não posso dizer que fiquei chocada, mas o impacto que a mensagem me causou, merece até hoje, reflexão, no sentido de que nada acontece por acaso. Também não diria que parece que foi escrita para mim, porque não tenho dúvidas que, senão escrita, naquele momento, foi dirigida sim a mim. E eu a acolhi como costumo fazer com todos os sinais que percebo, vindos do alto. E isso não é raro em minha vida.
Neste momento em que o magistério, quando não invizibilizado, é denegrido, secundarizado, gostaria que cada profissional da educação sentisse o poder daquelas palavras e se percebesse como mola propulsora de transformação indelével. A partir delas, entendesse o seu valor.
Foram aquelas palavras, com o poder que emana da palavra e que eu muito valorizo, que me fizeram, ao fechar o livro, encarar uma turma enorme, de mais de 60 alunos, me apresentar e iniciar minha história de professora sem receio, sabendo que daria conta, reconhecendo toda a minha tragetória que me preparou para chegar até ali. E não deu outra, a aula foi maravilhosa, transcendeu ao planejamento, refletiu o preparo intelectual e ratificou meu talento para lidar com os alunos, iniciando assim, uma nova fase em minha vida, repleta de emoções, nuances, situações que foram me transformando, conforme transformavam, também, as vidas dos meus alunos.
Hoje parabenizo todos os professores pelo seu dia, esperando que as experiências coletivas imprimam em suas práticas a riqueza de detalhes positivos que geralmente as experiências individuais lhes trazem.
Viva o 15 de outubro, dia dos professores!
Lola, em 15 de outubro de 2021.
No céu, onde moram as estrelas,
Teu sorriso resplandece
E a gente até esquece que partiste um dia.
Vivemos da alegria de te saber sorrindo,
Posto que o sorriso não existe sem ti.
Foram muitos anos de amor e abraços,
Tanto que o laço nunca se desfez.
E hoje, mesmo tão distante, sempre, como antes, o amor impera.
E haja primavera para acomodar
Nosso jardim singelo, cuja flor mais bela vai sempre existir
"Além de aqui, dentro de mim".
Lola, em 30 de novembro de 2021 - celebrando o aniversário natalício de mamãe, que faria 95 anos.
Às vezes dizemos ter borboletas no estômago... Que nada... Somos as próprias borboletas, no sentido mais poético que existe...
Somos mutantes, coloridas, geralmente alegres e nos pretendemos livres para voar... Seja em bando, seja solo... Voar... Voar... Alcançar o infinito...
Mulheres de fases... Ovos, pupas, crisálidas, borboletas... Mulheres... Livres para voar...
Poeta, meu poeta camarada
Sentirei sempre saudade das conversas, do aconchego, desse pai lindo que Deus me deu. Ainda bem que "pra sempre sempre acaba", e dentro desta perspectiva, o reencontro me proporcionará o que sinto falta.
Hoje, neste 1° de maio, dia do trabalhador e seu dia, peço a São José Operário que lhe acompanhe nessa jornada de luz que o senhor trilha, papai querido.
Muitos beijos e abraços quero lhe dar. Muita vibração lhe ofereço, na certeza de que lhe alcança.
Feliz aniversário! Feliz vida eterna! Meu amor é infinito como o senhor e sei que o sente de onde estiver. 🤗♥️😘
Lola em 1° de maio de 2022 ( sentindo saudade e gratidão 🙏)
Minha história com Rostand iniciou em 1980, um ano de construção de uma amizade da melhor qualidade, que nos encaminhou ao namoro em 1981 e cá estamos hoje, contabilizando 1 ano de amizade + 3 anos de namoro + 37, quase 38 anos de casamento. São quase 42 anos de relacionamento e 41 destes tendo D. Eliete como sogra.
Dentro deste espaço de tempo, construimos uma maneira de ser nora e sogra que poucas vezes convergiu para o senso comum.
Ontem ela completou 90 anos de vida e reflito sobre o fato de tê-la na minha por quase metade deste tempo. Tempo que nos conduziu processualmente ao status que ora exibimos: somos a "sogra preferida" e a "nora preferida". "Piada interna" que muito diz sobre o não tão convencional relacionamento que temos.
O seu nome, em letras bem grandes, foi ao meu ver, um ponto alto da decoração da sua festa - e que festa! Roberto Carlos a chamaria de arromba. Eu a percebi como aquela cerejinha bem vermelhinha, a reluzir sobre o bolo... Tipo - uma ênfase em tudo o que ela, a dona da festa, aprecia na vida.
Falo sobre o nome ostentado abaixo do palco, LETINHA, pra enfantizar que, entre alguns, esse se destaca entre as maneiras como ela é chamada - Leta, LETINHA, Teté, Eliete... Eu a chamo de Dona Eliete, desde sempre... Foi a maneira que escolhi para guardar algo de convencional à nossa relação. No mais, seguimos como sogra/nora preferida uma da outra, visto que somos únicas... Não houve escolha em se tratando disto...Sou a única nora que ela tem e e ela a única sogra que tenho... Claro que isto é um aspecto cômico do nosso envolvimento nesta vida, mas poderia ser apenas uma obviedade... Preferimos trilhar o caminho da leveza e nos favorecemos assim, quanto a isto, tivemos escolha sim...
Que essa tragetória continue firme e forte, como a aniversariante de ontem se mostrou - Não arredou o pé da pista de dança, praticamente não sentou e preferiu aproveitar a festa.
Que sua vida continue com o sabor delicioso daquele momento.
Parabéns à D. Eliete! Deus a abençoe e a faça feliz sempre.
Lola, em 02 de maio de 2022, (se mostrando como "nora preferida" que é.)
Vendo a cidade se vestir
Do colorido das bandeirinhas
De papel e lamparinas,
Vejo as mãos de Deus ungindo
Nossa festa e nos sorrindo.
Dizendo que vale a pena meus esforços e o seus
Tentando mudar o foco no que for preciso.
Que viver é tão bonito
E mais ainda, estar vivo, no sentido mais plural -
Mais humano e real.
E eu fecho os olhos para ver
Todo o vestir-se da cidade,
Com sua capacidade de nos proporcionar o bem.
Não importa a quem, de fato,
A nossa vibração atinja,
Desde que seja sentida no íntimo do coração.
E as bandeirinhas coloridas, os balões, as flores lindas,
De seda de papel lizinho,
Passam a ser só complemento,
Como a chita dos vestidos.
Vamos dançar, forró, baião,
Xote também - nos dar as mãos.
Fazer da vida uma canção que se ouve sem ouvidos, que se vê com o coração.
Vamos fazer amor de dia à noite, sem parar.
Amor não é coisa pra ficar no pensamento, apenas, planejar.
Viver o amor, de fato - amor.
E o Senhor que nos dá tudo, receberá o conteúdo mais precioso que nós temos - O amor, pacato, sereno, seu mais precioso dom.
Embalados neste som,
Vamos brincar o São João, que é bom!
Chorei com Daiane dos Santos,
Sorri com Rebeca Andrade.
A ginástica é rítmica, é artística,
E é multicor, multi étnica.
As olimpíadas, como a vida,
Quanta emoção nos reserva!
Agradeço a Deus por elas,
Atletas brasileirinhas.
Por tanto, tanta alegria,
Mais apoio, patrocínio,
Mais reconhecimento e respeito.
Que tudo o que neste momento,
Nos emociona e anima,
Se multiplique na vida
Das grandiosas meninas.
Lola, em 29/07/21.
Hoje, se papai estivesse entre nós, completaria 107 anos.
Hoje é dia de São José Operário.
Hoje minha sogra faz 89 anos.
Hoje, sou só gratidão.
Grata
O dia me aparece com sol, pássaros, borboletas no céu.
Na terra, folhas e flores me encantam.
E eu, no meu canto,
Só penso em ser grata a Deus.
Lola, em 01/05/21
Viva papai, essa luz no meu caminho!