"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

31/03/2020

Verde mar

Não me olhe com esse olhar verde mar.
Não me traia com um olhar que me faz cair
Em tentações, devaneios,com receio.
Não se entregue ao ponto de me fazer acreditar.
Põe óculos escuros, peço por favor.
Deixa o amor que ainda dorme continuar a sonhar.
Mas não me olhe assim... Já que nem posso me apaixonar...
Como poderia, se nunca deixei de estar
Envolvida com esse olhar que me fita e me faz mais bonita?
Fecho os olhos e vejo o verde do teu mar.

Lola - 29/03/20 (em meio ao caos da quarentena)

08 de março

Hoje é nosso dia,
Tanto quanto  foi ontem e  será amanhã.
Porque somos seres humanos, pessoas, gente...
Da melhor qualidade... Ou não...
Mas o dia de hoje tem uma atmosfera especial,
Faz referência a lutas históricas, a conquistas.
Nada nos foi ofertado de bandeija,
Construímos o que somos hoje
E continuamos na luta, a elaborar o que virá.
Pelo que fomos, pelo que somos e pelo que poderemos vir a ser,

22/12/2019

Roupinhas de Natal

Estamos a 3 dias da véspera da festa que eu repulto a mais linda do ano. O Natal, per si, dispensa comentários, mas no nível individual, para mim, é repleta de aspectos simbólicos e me preenche todos os sentidos.
Depois de um dia envolvida com as costuras das roupinhas dos netinhos (Natal pra mim tem de ter roupinha exclusiva), varei a noite pra poder acelerar o processo de confecção de um vestidinho para Alice. Não por acaso, escolhi um modelo que me trás muitas recordações e afaga o meu coração saudoso.
Sinto muitas saudades de minha mãe, embora consiga perceber que ela nunca se apartou de mim. Ela vive em tudo o que sou, e um dos aspectos que mais exemplificam tal afirmação é o meu amor por costura. Costura afetiva, diga-se bem.
Quando falo em sentidos, não é apenas de forma genérica. Digo sobre o sentir com os olhos, ouvidos, nariz, toque... Isso tudo permeia o meu fazer de pessoa amante da costura e seu simbolismo.
Apartir da escolha do tecido, sentindo seu caimento e o TOQUE na pele, seu cheiro, sua cor, VEJO minha mãe, que tanto sabia transformar meros tecidos em coisas tão lindas.
Quando parto para a mesa para cortar o tecido e sinto o seu cheirinho de coisa nova, me vem como por encanto, o PERFUME da infância, quando a via desembrulhar os pacotes, estender os tecidos, apresentá-los a gente...
A tesoura provoca um SOM maravilhoso, entre o tecido e sobre a mesa, me remetendo aos dias remotos, quando a espectativa da roupa nova me alegrava os dias, tanto quanto o amor que sempre me foi dado pela minha linda e terna mãe Nicinha.
Tudo emana e retorna a ela, mas nada tão intensamente quanto minha disponibilidade para encarar horas sentadas à máquina de costura, independentemente da hora do dia. Ontem varei a noite, como já disse, e era mamãe a minha companhia.
Dia destes, desenhei alguns dos vestidinhos da minha infância, que não saem da minha memória. Me veio o desejo imenso de reeditar cada um deles e presentear Alice. Estou dando prosseguimento ao projeto e, como tudo que me é caro, acho que vale a pena escrever e eternizar além do palpável, do visível, do vivido, pois acredito no poder da palavra para nos transportar  aos momentos. E este, sem dúvida nenhuma, é um momento lindo em minha existência.
Mamãe - presente. Sempre. Em minha vida, em mim em minha descendência. É terna, eterna mamãe... É terna sua lembrança, eterna em mim.

Lola, em 20/12/19 (emocionada nesta reta final do advento)

11/12/2019

A lua e eu

Houve um tempo em que a lua nem me dizia tanto... Tanto quanto me diz hoje, quando me conta das coisas belas.
Neste tempo  remoto, haviam outras formas de chegar a mim  a beleza da vida.
Eu ouvia os pássaros, corria pela rua descalça, jogava bola solta, pensando que era livre.
Minha liberdade me prendia em pensamento sobre o amor, sobre o amado...
E mesmo sem ser meu namorado, ele me fazia feliz.
O via como o principezinho via sua rosa - "única no mundo"...
Ele chegava a ser meu mundo e nada mais me importava além de amar.
Hoje ele reina em meu pensamento. Isto pra mim é um alento... Vivo assim...
Contando com a lua pra cuidar de mim.

Lola (11/12/19)


05/11/2019

O sapo escova os dentes

Aqui o sapo não lava o pé
Mas escova os dentes sim.
Sapo de Alice é assim,
Pois criatividade não lhe falta.
Eita, menina peralta!
Faz da vida um palco, e em alguns atos
Sou pega de sobressalto,

Como na história do sapo feito de caixa de sapato,
Que por tão grande boca ter,
Não teve o que fazer,
A não ser escovar os dentes
E a higiene prevalecer.

Vó Loló ( 01/11/19 - na varanda, corujando os netinhos)





22/10/2019

Manhã de Natal

O que se compara a uma manhã de Natal?
Chão colorido de papel de presente rasgado,
Crianças brincando, pra todo lado.
A festa acontece desde a noite passada
E, como fadas, país, tia e avós brincam também.
Manhã de Natal me faz tão bem,
Que desejo a todos a mesma luz
Que a estrela que não se apaga produz.
Sorrisos, abraços, muitos cuidados,
Afloram na manhã feliz.
O dia parece pequeno pra tantos anseios.
O mundo parece parar para o menino brilhar.
E junto com eles, minhas crianças lindas,
São prenúncio de que virá um ano bom.
Agradeço a Deus pelo Jesus Cristinho
E pela família que quis me presentear.
É a isto que se compara uma manhã de Natal
- a um presente de Deus, mais que especial.

Lola ( 22/10/19 - revendo fotos do Natal passado)

21/10/2019

Meio século

Meio  século é quase nada,
Nem dei conta que passou.
E os meus dias vivencio
Na esperança do quem vem.

Muitos outros anos, espero
Primaveras, nova idade.
Quero mais felicidade
Nessa vida e na do além.

Espero em Deus que floresçam
Novos dias, com magia.
Hei de vivê-los com intensidade,
Maturidade e a alegria

Que Deus me deu como dom.
Eu acho isso tão bom
Que irradio a todos
E logo vejo em uníssono,

Todos sorrirem comigo.
Faço de todos, amigos
E nos divertimos muito.
Junte-se a nós, te convido.

Lola (18-10-14)

18/10/2019

Ala 600

Em um feriadão de outubro de 2018, fui para João Pessoa com a família. Numa tarde de praia, Aninha, se juntou a nós. Entre muitas conversas, rolou o tema bariátrica. Há muito tempo, meu marido e minhas filhas, Talitta e Priscylla, me sugeriam fazer a cirurgia. Eles viam as dificuldades que eu enfrentava, principalmente relacionadas à saúde e à perda de peso, embora essa fosse minha preocupação e meu empenho.
A conversa com Aninha me despertou a curiosidade de conhecer Dr. Pachú, cirurgião do aparelho digestivo, cuja equipe ela compõe. Falei sobre a possibilidade de marcar consulta com ele. Ela me alertou para o fato de que ele só atende para cirurgia, então lembrei que preciso retirar a vesícula. Pensei nesta opção como estratégia de conhecer o renomado cirurgião e sondar a possibilidade de, quem sabe um dia, me abrir para a bariátrica. Na verdade, aquela já era uma fresta para tal abertura. E quando chegou o dia da consulta, em dezembro, ainda na sala de espera, eu me encantava com aquele jovem médico que vinha até a sala e perguntava quem seria o próximo paciente a ser atendido. Fazia isso com o seu indefectível sorriso "de orelha a orelha".
Chegando a minha vez, brinquei com ele, que sorridente me atendeu, dizendo que nem se animasse e não me olhasse como quem vai me operar. (Juro que fiz isso! rs) Ainda sorrindo, sua resposta foi: "- Oxe, mas você não está com pedras na vesícula?! Tem de operar mesmo." Foi então que assumi que essa era uma desculpa para eu me aproximar, embora realmente eu precise retirar a vesícula. Mas naquele momento, eu estava dando mais um passo no sentido de me abrir à possibilidade de fazer a bariátrica.
Saí do consultório com a requisição dos exames para a cirurgia, e quando voltei das férias, na última semana de janeiro de 2019, iniciei a batalha. Lembro que em todos os consultórios, clínicas e laboratório que passei, ao falar sobre estar me preparando para cirurgia bariátrica e dizer que seria com Dr. Eduardo, todos o reverenciavam, ao ponto de dois, dos médicos que fui, a saber, Godofredo Borborema e Ricardo Wanderley, dizerem com todas as letras - " Você vai fazer com um médico que opera de olhos fechados", considerando sua experiência exitosa.
Os exames preparatórios foram avançado... Assim, Aninha se tornou Dra. Ana Paula, minha querida nutrucionista. E me prometeu cuidar de mim da mesma forma que cuidou de sua mãe, que já passou pela cirurgia. Ela vem honrando sua promessa de uma forma que me emociona. Não sei como retribuir tanta dedicação amorosa e profissional.
No início do processo, pedi a Deus que me iluminasse e que sinalizasse no sentido de fazer ou não, a cirurgia. Que se fosse realmente para eu fazer, que os exames fossem compatíveis. Quando recebi o resultado da polissonografia, entrei em pânico. A pneumologista, Dra. Andreza, em seu laudo, indicou que as primeiras horas pós cirurgia fossem na UTI,  o que me abalou profundamente, visto que meu pai, minha mãe e minha irmã mais velha, morreram na
Unidade de Rerapia Intensiva do hospital que eu seria operada. Ela também me encaminhou ao fisioterapeuta da equipe de Dr. Pachú. No mesmo dia, entrei em contato com Dr. Danillo, que foi extremamente receptivo e soube lidar com minha inquietação. Daí em diante, com o trabalho desenvolvido por ele, passei a dormir, a melhorar a respiração, a ficar preparada para a cirurgia. Desde então, vejo Danillo como um anjo bom que Deus colocou em meu caminho.
Antes de chegar a ele, desabafei com a psicóloga da equipe - Elaine (sempre receptiva) - e fiquei mais tranquila, podendo me consultar com Dr. Eduardo sobre a gravidade de ser cirurgiada tendo apneia e a probabilidade de ficar em UTI. Probilidade descartada por ele. - "A coisa mais rara do mundo, é um paciente meu ir para UTI. Nem se preocupe com isso...E quanto a apneia, meu Deus do céu, a gente já faz esse tipo de cirurgia para melhorar essas coisas mesmo..." Nunca suas palavras tinham me soado tão benditas, a despeito da empatia, desde o primeiro encontro.
Daí em diante, minha fé foi reforçada, a coragem tomou conta de mim e a alegria de estar vivenciando aquele momento, rumo à saúde, me contagiou e assim se deu até a cirurgia.
No dia 08/04/19, as 6:30 estávamos, eu e Rostand, na Clínica Sta. Clara. Às 8:00 entrei alegremente na sala de cirurgia. Nunca esquecerei a oração que fiz, quando a enfermeira me avisou que iria me levar ao Centro Cirúrgico: Eu vou com Jesus, que me cura, com Maria, que me cuida e com meu anjo da guarda, que me protege. Papai, mamãe e Graça, vão conosco.
A sensação que eu tinha era que, se fosse o caso de haver uma pane e todas as luzes do CC se apagarem, ainda assim ele estaria iluminado. Luz. Muita luz iluminou aquele momento.
Desde então, tudo passou a fluir de forma ainda mais intensa, e meus dias tem sido bons dias. Hoje, no 12° dia pós cirúrgico, me sinto muitíssimo bem e vislumbro dias ainda melhores, daqui pra frente.
No dia 10/04/19, recebi alta e voltei pra casa. Mas nas minhas boas lembranças, sempre guardarei os dois dias e meio que passei na ala 600.
Renasci. E reconheço que sem Deus não teria chegado até aqui. A Ele, toda a honra e toda a glória.🙏. Foi a Ele que clamei, em minhas "noites traiçoeiras". Foi Ele que me ouviu, me entendeu e através de Seus sinais, pude chegar até aqui. Foi Ele que colocou as pessoas certas em meu caminho e eu as busquei, confiei minha história de doente. Sim, a obesidade é uma doença. E além dela, sou portadora de artrite reumatóide, que me faz sofrer de dores terríveis, maximizadas pelo peso demasiado.
Portanto, me encontro em estado de graça e sou só gratidão ao Nosso Senhor. A Ele e a cada um que contribuiu para eu sair do sofrimento em que me encontrava e estar hoje curtindo dia a dia a minha recuperação.
Destaco a equipe do ICOEP, sabendo que minhas palavras são muito pouco para dizer o quanto são profissionais competentes, engajados, equipe coeza e acima de tudo, humana.
Agradeço, de coração também aos médicos que sempre busquei e que chamo de meus - minha ginecologista, Dra. Francisca, minha endocrinologista, Dra. Marta, e minha reumatologista, Dra. Sandra. Esta última, a mais recente da lista, mas não menos importante. Foi uma simples frase dela que me deu um "estalo" e eu que já estava de consulta marcada pra Dr. Pachú, porém cheia de dúvidas, pensei - sim, este é o momento de eu me decidir.
Todas estas médicas me sugeriam, carinhosamente, a cirurgia bariátrica. Francisca, que me cuida a pelo menos 30 anos, sempre me alertou para os perigos da obesidade e percebia que minha luta vinha sendo inglória. Marta, que também me cuida desde os anos 80, embora eu tenha passado um tempo afastada e retornado há uns 3 ou 4 anos, até me revelou sua "tristeza" ao sugerir a cirurgia. Ela entende que pode passar a idéia de que a endocrinologia falhou. Mas não falhou... Desde meu retorno ao seu consultório, me sentia bem melhor do que antes. Quanto à Dra. Sandra, ao me indagar sobre a possibilidade de ser operada, ao ouvir minha resposta, que eu tinha medo e que a via como uma mutilação, me mandou essa, de maneira bem tranquila: " - Você tem medo da bariátrica mas não tem medo da obesidade..." Foi assim que passei a desmistificar a cirurgia, a tirar o véu do preconceito com o qual eu a havia coberto, e assim fui para a consulta com Dr. Pachú bem mais aberta às possibilidades.
Dizer que agradeço à minha família é pouco. Rostand se desdobra em atenção para suprir todas as minhas necessidades. Talitta e Priscylla se esmeram nos cuidados. Meu genro, meus netinhos e irmãos, também compõe a rede de solidariedade que me fortalece.
Eu nunca desisti de mim. Sofri muitas dores mas nunca deixei de sorrir. Minha máxima de vida eu a encontrei no Gênesis: "O Senhor me encheu de risos..." E mesmo com todas as limitações que as doenças me traziam ( já falo no passado), meu sorriso não se esvaiu. E hoje, posso dizer com propriedade, que outra parte da fala de Sara me representa. "- O Senhor me encheu de risos e todos os que disso souberem, rirão comigo."
Eis-me aqui, Senhor, agradecendo a dádiva e prometendo contribuir para que outras pessoas sorriam de felicidade, como estou fazendo agora.

Lola  ( Abril de 2019 - em estado de graça.)

16/10/2019

Meu aniversário

Hoje é o meu aniversário, completo 55 anos de uma vida que considero muito boa.
Hoje é o meu aniversário e eu desejo comemorar com pessoas que me são caras.
Comemorar não necessariamente com festa, mas indispensavelmente, com alegria e gratidão.
Partilharei o bôlo e os desejos de mais anos de vida com saúde abundante e alegria de viver.
De tudo o que faz parte do que sou, que me compõe, de tantos dons que Deus me deu, considero a fé e a gratidão como o que mais me identifica. Sou grata por tudo. Tudo mesmo. Inclusive as dores, que me impulsionam a transformações necessárias através de ações que ouso. Os amores que venho conquistando ao longo destes anos, refletem o amor que em mim existe e não me conformo em deixar apenas em mim. Espraio este sentimento e o multiplico. Assim meu riso, já abundante, se torna generoso, e consigo enxergá-lo, também, no semblante dos outros.
Sigo cada vez mais confiante que " só o amor conhece o que é verdade". E a verdade é libertadora.
Hoje é o meu aniversário e há muito não me sentia tão confiante em mim. É desta verdade que falo. Sendo assim, tudo o que fiz, reconheço, o que projeto, vislumbro, o que estou vivendo, celebro. E em tudo, dou graças.
Quase plena, prossigo... E Deus, sempre comigo...
Lola - (se sentido agradecida em 14/10/19)

11/10/2019

Domínio

A noite chegou com lua e tudo.
E o que era dúvida clareou.
Alterou minha percepção do mundo
E minhas certezas desbancou.

Noite de lua tem sobre mim um domínio.
O seu encanto me  cheira como flor,
Sonhos me visitam sem estar dormindo,
Da cabeça não me sai o meu amor.

Lola (10/10/14)

07/10/2019

Da transitoriedade das coisas


Se há algo que tudo é, é passado. Tudo é transitório.
Nas minhas incursões em minhas memórias e análise cotidianas, reflito sobre o peso que algumas coisas ou aspectos da minha vida tiveram sobre mim. E constato que muito virou passado e que o restante também está fadado a ser.
Como se relacionar com a vida, após tal constatação? Eu diria que, mais ou menos, da maneira que venho, nestes 55 anos de vida, aprendendo.
 A vida é preciosíssima e vale a pena ser tratada com o zelo merecido. Nem mais, nem menos. Agir dessa forma não requer exageros em nenhuma de suas facetas, nem tão pouco lhe negar cuidados e atenção. Isso, relacionado às coisas é ainda mais verdadeiro.
“Amar a vida nunca vai mudar o sentimento de rir e de chorar”, baseada nesta certeza, sigo acreditando que, independentemente do sentimento de riso ou choro, amar é sempre a melhor opção. E sigo amando...Principalmente as pessoas que me são próximas, a vida, em toda sua complexidade e as coisas que tenho oportunidade de possuir e que em algum aspecto, tem a ver com meus gostos, meu jeito de ser.
Quando virarem passado, que as pessoas continuem a existir no meu pensamento e no meu coração. E que a expectativa do reencontro me fortaleça e atenue a saudade... Que a vida seja vivida dentro da perspectiva de “um dia de cada vez”, sem me tornar ansiosa ou saudosista...Que as coisas que me identificam, digam algo sobre mim e povoem, quando em vez, minhas reminiscências... E que o amor, ah, o amor... Este seja a razão primeira e última de minha existência. Pois tudo vira passado, mas dentro da lógica da transitoriedade, só o amor é eterno...

Lola (07/10/19)


06/10/2019

Meus monstrinhos

Meus monstrinhos são do bem,
Do amor, do colorido e luminosidade.
Não são de verdade, são brincadeirinha.
Por isso me fazem uma avó tão coruja, tão plena e feliz. Monstrinhos assim, são o que eu sempre quis.

Vó Loló, em 06/10/19 ( feliz da vida, comemorando os 8 de Alice e os 2 de Heitor)

01/10/2019

De mão beijada

Entrego, de mão beijada, 
Todo amor em mim contido
Até o que aprendi contigo,
Alice, netinha amada.
Para que nada nesta vida
Lhe desmereça ou entristeça.
Tudo reflita a sua energia e a engrandeça, mais ainda,
Vida que, só por você existir,
Já merece ser vivida.
Deus lhe proteja e guarde.
Lhe faça muito feliz,
Pois foi assim que me fez
Quando decidiu me dar
Presente em forma de amor,
De sol, de luz e de flor,
E como neta lhe embalou.

Lola (30/09/19 - comemorando os 8 anos de Alice)





29/09/2019

Super Alice


  • Quatro anos! Quatro anos!

Alice nasceu há exatamente quatro anos!
Virei avó, mas nem nos meus melhores sonhos,
encontrei tamanho prazer.
Fui aprendendo a ser a vó Loló que ela aprecia.
Nossos encontros se tornaram repletos de alegria,
e não há um só dia que eu não deseje a sua companhia;
para brincarmos de vovó e netinha,
sem perceber o passar das horas.
E crescermos juntas sem deixarmos ir embora
a criança que sempre haverá de existir.
Que faz do meu quarto, parque  de diversão a toda hora.
Que brinca na minha cama como em um pula pula - criança que ninguém segura - e que amargura não há de sentir.
É super! É super Alice!
E eu super feliz por ela existir
e a há quatro anos me fazer sorrir.

27/09/2019

Como sou

Sou assim mesmo, como aparento.
Ninguém muda meu jeito,
Pelo menos, não por decreto.
Sofro influências de todos
Mas tudo que sou e que faço,
Reelaboro do que me é dado.
Sou profunda no que quero ser,
Visceral, até.
Rasa naquilo em que não vejo o porquê.
Sei que exagero no sentir, no querer, às vezes no dizer.
Mas é assim que sei viver e assim vou..
E se você não sabe me compreender,
Sinto muito, mas continuo a ser
Como sou.

Lola (26/09/19)

25/09/2019

Nós passarinhos

Desejo voar como os passarinhos.
Nem precisa ser tão alto,
Desde que do céu, veja um pouquinho.
E dos campos da terra, veja ninhos, árvores e flores.
Pelos pássaros morro de amores.
Eles me dizem nas canções,
Que o tempo pode mudar,
Vir enchentes, furacões
- Tudo pode acontecer -
Mas a primavera chega.
E eu, que não sou boba,
Vislumbro os belos dias
Em que as flores , a alegria,
Darão o tom da vida
De todos nós, passarinhos.
Ah, que vida tão querida!
Viver - presente de Deus.

Lola 25/09/19 ( ouvindo os pássaros , numa tarde de primavera)

Passarinhos no jardim

Coisa linda de se ver,
É passarinho no jardim.
Da janela vejo tudo
- flores, folhas e muitos deles.
Fico feliz quando vejo
E meu desejo é que todas
As pessoas também vejam.
E que ao contemplar tal beleza,
Se sintam abençoadas,
Pois passarinho no jardim, dentro da sua casa,
É benção sim, Deus é mais,
e sempre sabe o que faz.
E entre tudo que cria,
Nos deu, cheios de alegrias
Esses bichinhos pintados.
Cada um mais colorido
Que o outro. Que bonito!
Obrigada, meu Senhor,
Por tudo! Por tanto amor!

Lola 25/09/19 ( contemplando da janela, os passarinhos no jardim)

24/09/2019

A natureza das coisas

A natureza não conspira, inspira
E nessa briga nos obriga a lutar
Pelo que abriga, cuida, empondera.
Pudera! A natureza é bela!
E se há beleza, há perfeição.
Não aquela da igualdade moldada,
Esta beira à maldade.
Mas aquela que existe na diversidade
E que vê a todos como irmãos.
Em cada flor vermelha, em cada botão.
Em cada estrela que, por não ser cadente, faz vislumbrar certezas.

Lola (outubro, 2019)

Minha inspiração

Se falas, calas, dormes ou acordas,
tudo passa a mim como inspiração.
E se a canção que a gente gosta tocar no rádio,
ah, eu não me calo, começo a cantar.
Não paro de pensar, não paro de falar,
e além do mais, os teus olhos lindos
me encontram em sonhos.
E eu nem quero acordar.

Lola (2019)


De Poesia a poema


Hoje é dia de Poesia virar poema,
Seja pelo encanto que a vida em si carrega,  seja pela minha pena.
O nascimento de uma criança nos restaura o  fôlego, nos anima,
E a vida, assim vivida, passa a ter outros sabores,
Cores, luzes, amores.
Tudo de bom a vida é, se a criança vier com toda a poesia que contém.
E numas, ela excede e lhe dá o nome.
Vira poema e ainda mais encanta. E o de hoje, não por acaso,  é para a Poesia que o precedeu
- A filhinha de um amigo meu.

Lola (fevereiro de 2019 - encantada com a escolha do nome da filhinha de Celino Neto)

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