Dia da poesia
De receber poesia em forma de presente
De se fazer presente por meio da poesia
De fazer poesia e de parabenizar o poeta
De parabenizar a poesia e se fazer poeta
Lola (14/03/11)
"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."
14/03/2011
08/03/2011
08 DE MARÇO DE 2011
Você é uma das mulheres da minha vida
Rosa do meu roseiral
Motivo da minha alegria
Poema do meu sarau
Felicidade a você
Um lindo 08 de março
Que Deus lhe proteja sempre
Aceite o meu abraço
Lola (08 demarço de 2011)
Rosa do meu roseiral
Motivo da minha alegria
Poema do meu sarau
Felicidade a você
Um lindo 08 de março
Que Deus lhe proteja sempre
Aceite o meu abraço
Lola (08 demarço de 2011)
Mulheres
Não precisamos de resgate, não estamos à deriva
Somos completas, acredite, embora bem repartidas
Divididas com os amigos, o trabalho a família
Tudo isso nos compõe e nos identifica
Mesmo em tempos de tormenta estamos aí, na luta
E se houver calmaria, bem alegrares estaremos
E faremos companhia a todos sem distinção
É nosso maior legado, acalentar coração
Que não estiver contente em alguma situação
Somos mulheres, meninas, mães, irmãs, grandes amigas
Mas como qualquer ser humano podemos ser bem malignas
Pois nosso jeito de ser, embora a cultura dite
Não é algo imutável, sempre encontrado n’agente
Sabemos reelaborar o que ela nos dá de presente
E fazemos do nosso jeito, imprimimos nossa marca
Seja ela boa ou uma farsa, humanas, somos assim
E quem não estiver satisfeito, procure um outro jeito
Que seja mais que completo
Duvido muito que ache, pois a fórmula da mulher
Deus decorou e não passou como receita a ninguém
Pois é o melhor que Ele tem
E só homem muito esperto é feminino também
Como o Super Homem de Gil, cuja “porção mulher”, é o que há de melhor
Fazendo-lhe tanto bem
Não precisamos ser super, pois somos gente também
Lola (05/03/11)
Somos completas, acredite, embora bem repartidas
Divididas com os amigos, o trabalho a família
Tudo isso nos compõe e nos identifica
Mesmo em tempos de tormenta estamos aí, na luta
E se houver calmaria, bem alegrares estaremos
E faremos companhia a todos sem distinção
É nosso maior legado, acalentar coração
Que não estiver contente em alguma situação
Somos mulheres, meninas, mães, irmãs, grandes amigas
Mas como qualquer ser humano podemos ser bem malignas
Pois nosso jeito de ser, embora a cultura dite
Não é algo imutável, sempre encontrado n’agente
Sabemos reelaborar o que ela nos dá de presente
E fazemos do nosso jeito, imprimimos nossa marca
Seja ela boa ou uma farsa, humanas, somos assim
E quem não estiver satisfeito, procure um outro jeito
Que seja mais que completo
Duvido muito que ache, pois a fórmula da mulher
Deus decorou e não passou como receita a ninguém
Pois é o melhor que Ele tem
E só homem muito esperto é feminino também
Como o Super Homem de Gil, cuja “porção mulher”, é o que há de melhor
Fazendo-lhe tanto bem
Não precisamos ser super, pois somos gente também
Lola (05/03/11)
07/03/2011
Sobre o Carnaval
O antropólogo brasileiro, Roberto DaMatta escreveu vários artigos sobre o carnaval, num deles, fala sobre “Carnaval, Malandros e Heróis”, mostrando como esta festa se popularizou no Brasil e passou a ser um item de destaque da identidade brasileira.
Há pessoas que dizem da artificial alegria que contagia a todos os foliões, tornando-os meio bobos ou com ar de falsidade. Eu diria que, como qualquer outra faceta da vida social, o carnaval é sim artifício, mas jamais poderá ser confundido com falseamento, posto que reflete no povo brasileiro todo um jeito de ser que ele constrói ao longo de sua existência e que extravasai no período momesco.
O carnaval é alegria brasileira em overdose. É bônus de sorriso e de fantasia.
Eu, particularmente não irei brincar este carnaval, mas, sinceramente, desejo a todos que se ocuparão dos festejos de Momo, um tempo de alegria e paz, na esperança que sirvam de mola propulsora para o desenrolar das atividades deste ano de 2011, que está apenas começando.
FELIZ CARNAVAL A TODOS!
Há pessoas que dizem da artificial alegria que contagia a todos os foliões, tornando-os meio bobos ou com ar de falsidade. Eu diria que, como qualquer outra faceta da vida social, o carnaval é sim artifício, mas jamais poderá ser confundido com falseamento, posto que reflete no povo brasileiro todo um jeito de ser que ele constrói ao longo de sua existência e que extravasai no período momesco.
O carnaval é alegria brasileira em overdose. É bônus de sorriso e de fantasia.
Eu, particularmente não irei brincar este carnaval, mas, sinceramente, desejo a todos que se ocuparão dos festejos de Momo, um tempo de alegria e paz, na esperança que sirvam de mola propulsora para o desenrolar das atividades deste ano de 2011, que está apenas começando.
FELIZ CARNAVAL A TODOS!
02/03/2011
Fala Zelito...
Comentário
Joselito Lucena
15 de Julho de 2010
Nada acontece por acaso. Não procure decifrar enigmas; você pode encontrar algumas soluções, mas elas estão bem longe de uma amostragem como de como foi, onde foi, porque foi. As verdades estão bem ocultas e longe de serem reveladas.
Por que essa ânsia de descobrir o que causou a mudança, quando ela mostra que houve uma melhoria acentuada com pequeníssimas exceções. Interessante! Depois desse meu acidente, cuja duração já atinge sete meses, nada a lamentar. È tocar o barco pra frente. È dar a volta por cima e gozar a vida, hoje mais alegre do que antes, mais gostosa de ser vivida.
Finalmente, não sei por que estou escrevendo isso se sou um homem feliz, de uma família espetacular, de companheira compreensiva, de filhos que sabem como dar afeto, carinho, assistência sem pensar em retribuição. Dentro de um conceito bíblico “crescei e multiplicai”, o prazer dos filhos, filhas, netos, que nas contas somam sete, bisnetos cinco – 3 mulheres e dois homens – noras, cunhadas, enfim, tudo que um homem feliz deseja ter.
Nada acontece por acaso. Vem uma mudança às vezes repentina ou silenciosamente com mais tempero para os pensamentos e análises. Falta mais alguma coisa? Falta sim! O reconhecimento aos que gostam e amam embora distantes, mas que têm o calor e o sentimento de um coração que não é ingrato e que por isso mesmo tem a coragem de dizer: “nada acontece por acaso”.
Esse desabafo repentino é para agradecer a sua admiração, o seu carinho... O seu afeto... o amor...o respeito de um escriba que através da voz... Um simples locutor granjeou a simpatia e admiração de uma cidade.
*Comentário escrito por Joselito Lucena em 15 de julho de 2010, não levado ao ar, localizado pela família entre seus escritos em 01 de março de 2011.
Joselito Lucena
15 de Julho de 2010
Nada acontece por acaso. Não procure decifrar enigmas; você pode encontrar algumas soluções, mas elas estão bem longe de uma amostragem como de como foi, onde foi, porque foi. As verdades estão bem ocultas e longe de serem reveladas.
Por que essa ânsia de descobrir o que causou a mudança, quando ela mostra que houve uma melhoria acentuada com pequeníssimas exceções. Interessante! Depois desse meu acidente, cuja duração já atinge sete meses, nada a lamentar. È tocar o barco pra frente. È dar a volta por cima e gozar a vida, hoje mais alegre do que antes, mais gostosa de ser vivida.
Finalmente, não sei por que estou escrevendo isso se sou um homem feliz, de uma família espetacular, de companheira compreensiva, de filhos que sabem como dar afeto, carinho, assistência sem pensar em retribuição. Dentro de um conceito bíblico “crescei e multiplicai”, o prazer dos filhos, filhas, netos, que nas contas somam sete, bisnetos cinco – 3 mulheres e dois homens – noras, cunhadas, enfim, tudo que um homem feliz deseja ter.
Nada acontece por acaso. Vem uma mudança às vezes repentina ou silenciosamente com mais tempero para os pensamentos e análises. Falta mais alguma coisa? Falta sim! O reconhecimento aos que gostam e amam embora distantes, mas que têm o calor e o sentimento de um coração que não é ingrato e que por isso mesmo tem a coragem de dizer: “nada acontece por acaso”.
Esse desabafo repentino é para agradecer a sua admiração, o seu carinho... O seu afeto... o amor...o respeito de um escriba que através da voz... Um simples locutor granjeou a simpatia e admiração de uma cidade.
*Comentário escrito por Joselito Lucena em 15 de julho de 2010, não levado ao ar, localizado pela família entre seus escritos em 01 de março de 2011.
27/02/2011
Encontro ou Como Mário Quintana entrou em minha vida
Como tudo que é bom e que vem e fica
Como uma mistura de palavras bem bonitas
Como a simbiose entre poesia e poeta
Como aquilo que só Deus nos empresta
Como uma luz que pela fresta invade o quarto
Como o escuro que acontece quando apago
Como parte indefinível do meu ser
Como eu, quando encontrei você
Lola (15/02/11)
Resposta a Silvania
Sou tão sem mistérios que até sou “sem graça”
Sorriso bem largo de mim extravasa
Então fico explícita e uma porta aberta
Pra novas conquistas, novas descobertas
Pra mim tudo soa sempre muito bem
Até que me provem o contrário ser
Às vezes por isso eu fico “deprê”
Mas logo isso passa e volto ao normal
Normal, vírgula, ao jeito que sou
E continuo vivendo, sorrindo, pensando
Quem me gosta que goste desse meu jeitinho
E quem não desejar, tudo bem, eu aceito
Mas é melhor se afastar do que ser grosseiro
Jamais aceitarei “inimigos pra sempre”
Melhor esquecer que nos encontramos
Virarmos a página e seguirmos cantando
Lola (26/02/11)
Sorriso bem largo de mim extravasa
Então fico explícita e uma porta aberta
Pra novas conquistas, novas descobertas
Pra mim tudo soa sempre muito bem
Até que me provem o contrário ser
Às vezes por isso eu fico “deprê”
Mas logo isso passa e volto ao normal
Normal, vírgula, ao jeito que sou
E continuo vivendo, sorrindo, pensando
Quem me gosta que goste desse meu jeitinho
E quem não desejar, tudo bem, eu aceito
Mas é melhor se afastar do que ser grosseiro
Jamais aceitarei “inimigos pra sempre”
Melhor esquecer que nos encontramos
Virarmos a página e seguirmos cantando
Lola (26/02/11)
24/02/2011
“Sorria, isto basta”
Quando digo, “sorria, isto basta”
Alguém me diz: - tomou cachaça?
E eu digo nada, nada bebi
O que quero mesmo é ser feliz
E se pra isso, preciso for
Rir o bastante, até da dor
Assim eu faço e continuo
Olhando o mundo, com outros olhos
Além daquele do carrancudo
Sigo sorrindo, sigo cantando
E assim vivendo eu vou levando
Lola (24/02/11)
Chuva e Sol
A tarde é linda, apesar da trovoada
O sol brilha enquanto cai a chuvarada
Flora tremula e vem sempre à janela
Coitada dela que tem medo dos trovões
Ela não sabe que o pior já passou
Os relâmpagos frisaram o céu em esplendor
Nesse momento medo teria sido legítimo
Mas ela não sabe que "trovão não dói", é só um bicho
Mas a tarde é bela, eu repito
E da janela posso ver a união entre sol e chuva
Que o vulgo chama "casamento da viúva"
Prefiro a outra forma que também se diz
É chuva e sol - "Casamento da raposa com o rouxinol"
E logo , logo, o arco-íris surgirá no céu da minha Campina
Relembrarei as tardes de menina
Que vão distantes, mas de mim não saem
Lola ( 23/02/11)
05/02/2011
JOSELITOOOOOO LUCEEEEEEENAAAAAAAAAA
“Hoje – Treze e Campinense...Campinense e Treze ! Perca tudo hoje a tarde, mas não perca a tarde esportiva de hoje!”
Ouvi muito essas palavras na minha infância pronunciadas por um locutor em um carro de som. Eu morava no Santo Antônio e as chamadas se referiam às tardes esportivas no Municipal.
No ano de 1981, conheci Rostand Lucena. Estudávamos juntos no CPUC e as brincadeiras dos colegas do colégio me permitiram saber que se tratava do filho de Joselito Lucena, um narrador e renome na cidade. Todos ao ver Rostand, cantavam o jingle Joselitoooooooooooo Lucenaaaaaaaaaaaa, que anunciava as participações do seu pai nas transmissões de futebol da Rádio Borborema
No final do ano de 1981 eu comecei a namorar Rostand e conheci, em plena noite de natal, o seu pai famoso. Ao primeiro olhar uma empatia aconteceu e em 30 anos de convivência, não vi no trato de Zelito a mim, nem um sinal de desaprovação, muito pelo contrário. E a nossa amizade foi-se avolumando e tomou um vulto que eu nem sei explicar; só sei aprendi a querer um bem enorme a ele e sempre senti reciprocidade.
Hoje a voz de Zelito se calou. Enfermo no leito de um hospital, não resistiu à doença que lhe maltratava há algum tempo. Aquele vozeirão que eu ouvia ao atender ao telefone, que escutava nas inúmeras conversas que tivemos e, principalmente, a voz das tardes de domingo que eu já ouvia anunciadas desde menina, quando das jornadas de futebol. Apesar de que o carro de som não convidava propriamente para ouvir Zelito. Mas o que seria das tardes de domingo sem a narração quase unanimemente escutada e aprovada pela “galera” desportista da cidade?
Rostand se tornou repórter de pista do pai e não muito depois, narrador e o acompanhou desde então, aprendendo o ofício e se especializando mais e mais, chegando ao ponto de ser reverenciado por ele que, mais que pai coruja, tinha ciência da capacidade e do empenho do filho. Casei com Rostand e me tornei nora de Zelito. Brincávamos que eu era a nora preferida, pois por muito tempo fui única. Depois seu filho mais novo também lhe presenteou com uma nora e ao conhecê-la, continuei a nrincadeira dando-lhe um ar de disputa; a disputa pelo posto de nora preferida.
Se fui ou sou a nora preferida de Zelito, isso nem importa. O que tem muito valor para mim é o fato de ter convivido com ele esses anos e ter tido um nível de intimidade pouco usual nas relações nora/sogro.
Me importa sim, e muito, é que ele sim, foi meu sogro preferido, como também brincávamos. E que jamais deixará de ser, posto que não existe ex sogro – sogro e sogra são para sempre. E para sempre Zelito fará parte da minha vida, como sogro preferido que sempre foi.
“Meu querido, meu velho, meu amigo” – ouso me utilizar das palavras do rei, geralmente aproveitadas para reverenciar os pais, para lhe dizer do meu apreço, para lhe falar da minha comoção. Para que todos saibam o quanto você foi e sempre será reverenciado por mim, que guardarei eternamente a certeza da nossa empatia.
Descanse em paz, seguindo seu caminho de luz que agora é. E ilumine os céus como enfeitou, aqui na terra, as tardes dominicais de tanta gente, que ao lhe ver partir chora e se despede, na esperança de um reencontro, quem sabe um dia.
JOSELITOOOOOOOOOOOOOOOOOOO LUCEEEEEEEEEEEEENAAAAAAAAAAAAAAA!
Este som ecoa dentro de mim, e cá, no peito, tudo tremula, como uma "bola na rede" e eu ouço um grito de gol inconfundível.
03/02/2011
Para Tarcinho (pela sua formatura)
Dizem que os poetas, os poetas de verdade, não escrevem sob encomenda. Aí vou saindo de fininho...me retirando da lista dos possíveis poetas...mas nem to aí...o que me importa nesse momento é satisfazer o gosto do meu querido sobrinho e o meu próprio, escrevendo alguma coisa para lhe dedicar, nesse momento em que celebra a sua formatura.
Ele me pediu uma poesia...Eita! E agora? Estou numa fase de escrever crônicas...mas, se “tudo vale à pena se a alma não é pequena”, eu diria que tenho uma maior que o meu corpo e isso, sabe-se que não é pouco, né?
Bem, pensando em escrever pra Tarcinho não me vem outra coisa à cabeça: um trecho da música de Gonzaguinha, que eu adoro na voz de Nana Cayme – De Volta Ao Começo
“E o menino com o brilho do Sol
Na menina dos olhos sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas de amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão”
Na menina dos olhos sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas de amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão”
Explico: Tarcinho pra mim continua sendo aquele menino lindo, loirinho, com o qual eu me divertia um bocado na praia... Meio calado, na dele, mas também com uma vontade de se envolver com tudo o que fazíamos ali, no Bessa, em João Pessoa, quando eu passava uns dias de verão no seu apartamento.
Já escrevi sobre as conchinhas do mar, reverenciando um lindo presente que ele me deu e que guardo como jóia rara e também utilizei a música citada. Mas na verdade, jóia rara mesmo é esse “menino, com brilho do sol” no olhar, que agora se torna um homem formado. A graduação em Ciências Contábeis fez dele um “contador” e eu diria que
Um contador conta dinheiro, mas conta causos também
E os conta como ninguém, visto que sabe contar
Um contador conta conchinhas, conchinhas do mar
E todas só pra me dar
Um contador conta os anos, pois o tempo passa
Mas continua menino, rindo de graça
Um contador conta estrelas
E todas no céu, festejam com ele seu dia de glória
E “na glória”, seu pai há de ficar
Feliz, contente, pra comemorar
São tantas as atribuições de um contador que eu nem conto
Só sei que é um encanto me sentir assim
A alegria desses momentos é ímpar e parece não ter fim
Por mim não hesitaria em continuar por aí
Contando o que um contador conta
E dizendo – Isso é Tarcin(ho)
Ai ai...e eu falei que não faria poesia...terminei, de certa forma, fazendo...isso é uma das coisas que também faz um contador – inspira uma tia enlevada pelo momento a lhe escrever um poema. Tudo isso só pra lhe dizer: Parabéns Tarcinho! Torço por você. Segue contando e cantando as alegrias de viver. E que Deus sempre esteja com você.
Lola (02/02/11)
18/01/2011
Ele
Quando a dor aparece
Ele vem para aplacar
Se a solidão toma conta
Mais sabe ele tomar
É dele o meu sorriso
É pra ele o meu olhar
No meu coração só dá ele
É a ele que sei amar
Mesmo a rima sendo pobre
Quero dizer em meus versos
Que não há no universo
Motivo outro, eu confesso
Ele é o meu amor eterno
Lola (14/01/11)
Ele vem para aplacar
Se a solidão toma conta
Mais sabe ele tomar
É dele o meu sorriso
É pra ele o meu olhar
No meu coração só dá ele
É a ele que sei amar
Mesmo a rima sendo pobre
Quero dizer em meus versos
Que não há no universo
Motivo outro, eu confesso
Ele é o meu amor eterno
Lola (14/01/11)
14/01/2011
É CAM-PE-ÃO!
Não sei se alguém mais percebe assim, mas acho que o pé de castanhola está mais frondoso. Que sua copa vem se abrindo, se alargando e o que surge a partir dele, é só beleza.Não sei se alguém se importa com minha intromissão, mas senti vontade de falar um pouco sobre ele, o pé de castanhola, o encontro anual de primos-irmãos e tios-pais.
Iniciei essa crônica com o parágrafo acima e só dias depois, após uma conversa com Graça e Lulu, no dia em que Mouribe recebeu a notícia de que passou no concurso do exército - agora ele é o tenente Mouribe Arruda Felinto. Falávamos, enlevadas pelos agradecimentos que ele fez no seu convite de formatura e compactuamos a constatação de que somos uma família privilegiada. Pensei então, em voltar à crônica, desta feita enfatizando a conclusão da graduação de Mouribe.
Nosso comentário era justamente relacionado a esses que chamo de frutos do pé de castanhola, os netos e bisnetos de Zé Felinto e Nicinha. Todos bem encaminhados na vida e nos dando, quando em vez, o prazer de chorar de alegria.
Revisitei a infância de Mouribe e me lembrei dos seus apelidos que nós mesmos, tios caducos, lhe demos : Gasparzinho, Biro-biro, Biro, Bibi, o careca, depois Momô e Mô. Nem sei se esqueci algum. Hoje, todos eles compõem o Dr. Tenente Mouribe, para o qual nossos olhares se voltam, nesse momento festivo. De certo que o dia de Tarcinho também está por vir, mas esse é tema pra outra crônica.
Nos três primeiros anos de vida, que foram bem vividos na casa dos avós , eu não acreditava na possibilidade de um amor maior, visto que ainda não tinha abraçado a maternidade – digo ser mãe de verdade, dando a luz às minhas filhas, posto que o gostinho da maternidade já se misturava com todo o sentimento que nutria pelo careca, Lheca-lheca, como ele mesmo se dizia, bem como pelos sobrinhos que lhe antecederam: Moema, Adnan e Maíra.
Eita como o tempo passou! Com ele muitas experiências boas, outras tantas ruins. O certo é que tudo o que foi vivido faz deste momento o que ele é: Hora de agradecer a Deus pelas oportunidades que temos em vida e de oferecer-lhe o nosso melhor.
Mais que filho do meu irmão, meu sobrinho querido, primo das minhas meninas, Mouribe agora é cidadão do mundo. É do povo que precisa de cuidados médicos, é dos que sofrem de dores no corpo. Juntamente com Priscylla que se formou enfermeira, é a contribuição do pé de castanhola à saúde e bem estar das pessoas que necessitam de tratamento.
“Aprendendo a amar e a curar”, esse é o título de um livro com o qual presenteei Mª Eunice, minha irmã médica e que incentivei Priscylla a ler e é o que espero, eles tenham aprendido ao longo dos anos de universidade, além de diagnósticos, medicamentos prescritos, intervenções cirúrgicas e cuidados gerais com o corpo do paciente.
Pela dedicatória que li ontem no convite de Mouribe, a certeza de que amar e curar são partes intrínsecas a um mesmo processo e que jamais poderão ser desvinculadas, sob pena de não se alcançar o êxito desejado: o bem estar das pessoas que são e serão cuidadas por eles.
Quando Pri decidiu prestar o vestibular pra enfermagem pensei: eis aí a minha oportunidade de contribuir para a tão pretendida humanização da saúde. Pensei assim porque acredito no quanto a educação que ajudei a repassar a ela a fez perceber o mundo e as pessoas de maneira humana, como deveria acontecer com todos.
Pelo que venho constatando, meu tiro foi certeiro. E agora, vendo Mouribe, cujo jeitinho carinhoso herdou do pai e do avô, deixando claro na dedicatória que, apesar de papai não estar mais entre nós enquanto corpo continua sendo seu mestre e seu guia espiritual ratifico o quanto a sombra do pé de castanhola tem nos dado de bom. E incluo entre nós o resto do mundo. Onde ele possa ir com suas “mãos que curam” e mais ainda com sua alma doce, repleta de bons ensejos e boas práticas.
Vai Mouribe. Mostra aos seus, agora colegas, que fazem parte da categoria dos médicos, que se pode, tanto quanto se deve, fazer uso das mãos lavando-as sempre. Porém, que o ato de lavar as mãos não passe de prática de assepsia, jamais tendo a conotação de braços cruzados, de desistência. Mostra que, muitas vezes as dores no corpo são reflexo das dores na alma e que só se cura almas deixando que elas se encontrem e se ajudem mutuamente. Diz que, melhor que o salário de médico, é o prazer de proporcionar a cura. E mais: que, se ela não pode ser paga via dinheiro, nunca poderá deixar de ser praticada.
Vai Mouribe. Com esse teu modo de ser, ensinar a amar e a curar e diz ao mundo inteiro que cura de verdade, só acontece quando se coloca o amor a serviço da cura.
PARABÉNS MOURIBE. MAIS QUE ATLETA, QUE TOCADOR DE VIOLÃO, QUE SOLTADOR DE CORUJA, JOGADOR DE PEÃO, VOCÊ ENCARNA DAQUI PRA FRENTE, NÃO SÓ O SEU DESEJO DE SE R MÉDICO, MAS A SATISFAÇÃO DE SEUS PAIS QUE UM DIA DESEJARAM SER E A ESPERANÇA DE UMA PRÁTICA MÉDICA HUMANA, DEMASIADO HUMANA.
E É CAM- PE -ÃO! É CAM- PE- ÃO!
E VIVA MOMÔ, GENTEEEEEEE!!!!!!!!!!
“Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder La Ternura Jamás!” Lembra dessa máxima, né Zé?
Lola (14/01/11)
Árvore de Natal
A secretária da clínica abre uma pequena árvore de natal, já montada e põe sobre o balcão. Acho estranho, mas prático. No apartamento da praia, repito seu ato, e, de maneira rápida e eficaz, estou com uma arvorzinha montada sobre o aparador de vidro. É um ato meio sem graça, sem ritual. Bom mesmo, apesar de trabalhoso, é montar a grande árvore de casa, cheia de enfeites de toda sorte. Fico exausta, mas vale muito à pena. Ela fica linda e eu cheia de orgulho de tê-la montado ao meu estilo.
É engraçado como cada árvore se assemelha à pessoa que a prepara; a de Fáti é frondosa e acolhedora como ela, a de Leta super organizada, a de Mª Eunice, chique, a de Graça clássica, a de Lulu, lindamente exagerada, a de Zezé, pelo que vejo em fotografias, e é só assim que a vejo, alegre e despojada, a de D. Eliete, criativa e animada...ah, a minha, que o digam as pessoas que a vêem, pois se eu o fizer, dela só contarei vantagem, pois tenho um carinho muito especial por ela e é com esse carinho que a deixo do jeitinho que desejo e um pouquinho diferente a cada ano.
Hoje realizando uma tarefa que não me agrada nem um pouco - estou desmontando minha árvore de natal - acho melancólico e cansativo - enquanto retiro os enfeites fico pensando na praticidade da tal árvore da clínica...da minha da praia...e de outras que eu vejo por aí, que não dão o mínimo trabalho para armar, quanto mais para serem desmontadas.
Mais que enfadonha, a tarefa é mesmo melancólica, pois com a simbologia da árvore muitas vezes guardamos também nossos votos de um bom ano. Quantas promessas, amigos, almas enlevadas pelo espírito natalino, depositamos em caixas e só liberamos com a proximidade do natal seguinte.
Tento não agir dessa forma que condeno, embora saiba que, aqui, acolá, esqueço de alguma coisa ardentemente desejada no período das festas de final de ano, mas não deixo de ter essa sensação desagradável ao descompor minha árvore de natal. Sei que outros natais virão e que serei feliz quando chegarem, e não posso esquecer que esse ritual de passagem é imprescindível para que o ano realmente comece e com ele venham as atitudes que em muito, tornarão meus sonhos realizáveis. E, como diz um querido amigo: tudo tem o seu momento e é chegada a hora de me despedir dos meus inúmeros papais Noel e adereços de natal, entre eles, anjos, bolas, estrelas e uma infinidade de coisas que acho lindas e que por mim, ficariam expostos o ano inteiro. Digo isso ao mesmo tempo em que reconheço que sua aura natalina se esvairia na mesmice cotidiana e eles deixariam de ter o brilho reconhecido, até por mim, que tanto os aprecio.
Que venha realmente o ano novo. Até o final de janeiro só o diremos assim. Amanhã entraremos na segunda quinzena do primeiro mês. Logo deixaremos de percebê-lo assim e ele será apenas mais um ano. E que seja feliz. Que seja próspero. Que seja mais fraterno. Que a alegria de viver seja uma constante. E isso tudo, em grande parte, depende de nós. Pois que façamos o nosso ano acontecer, alegre, colorido, brilhante, diversificado e lindo, como uma árvore de natal.
Lola (14/01/11)
12/01/2011
Citação (Ana Jácomo)
“Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí!
Porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando ou de vez em muito, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida ."
Porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando ou de vez em muito, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida ."
Esse pensamento diz muito sobre o jeito de papai ser. Ele adorava me acordar...ficava olhando pra mim, até que eu despertava com um sorriso...ele sempre comentava isso...
11/01/2011
Cinco Anos de Saudade
Cinco anos sem poesia, sem carinho
Sem soprinhos no pescoço
E sem o sorriso que eu achava mais gostoso
Cinco anos de ausência entre nós, aqui na terra
Contando com a certeza de que a eternidade vai ser nossa aliada
E serás nosso pra sempre - Papai, nosso maior presente
Vindo do céu, voltas-te a ele
E é das alturas que vês teus filhos, com altivez superando a tua ausência
Confortados com as lembranças tantas e maravilhosas
Que já é parte da gente
E assim será para sempre, papai
Saudade, eternamente
Lola (11/01/11)
07/01/2011
06 de Dezembro - Dia de Reis
Dia dos reis magos, amigos do Menino
Eles que visitaram Jesus, levaram-lhe prendas, cortesia
E receberam em troca a alegria
De ver numa manjedoura, tão clara luz
Viva o Menino -Deus, Cristo - Jesus
Que nasceu por nós e morreu na cruz
Viva os três reis: Baltazar,Gaspar e Belchior
Testemunhas da esperança de um mundo melhor
Lola ( 06/01/11)
Na cena do natal, representado através dos presépios, aparece uma cena curiosa: os três reis magos – Belchior, Baltasar e Gaspar – procurando o menino Jesus para adorá-lo, segurando cada um o seu presente. Os presentes estão repletos de um simbolismo religioso que mostra a divindade de Jesus. O significado de cada presente é:
* Ouro: metal precioso, amarelo e brilhante. Simboliza a realeza de Jesus, ou seja, sua dignidade de Rei. Ele nasceu como rei. Ele é o Rei da glória, Sl 24.
* Incenso: resina aromática que se queimava na antiga dispensação. Simboliza a divindade de Jesus. Nesse aspecto, os magos estavam reconhecendo Jesus como Filho de Deus.
* Mirra: resina odorífera, medicinal, produzida pelo "balsamodendron". Simboliza o profetismo de Jesus e também a pureza com que Ele veio ao mundo, livre do pecado original
FONTE: http://www.paroquiasantanadelavras.com.br/artigo/os-significados-dos-presentes-dos-tres-reis-magos
O simbolismo dos presentes
dos três Reis Magos
Na cena do natal, representado através dos presépios, aparece uma cena curiosa: os três reis magos – Belchior, Baltasar e Gaspar – procurando o menino Jesus para adorá-lo, segurando cada um o seu presente. Os presentes estão repletos de um simbolismo religioso que mostra a divindade de Jesus. O significado de cada presente é:
* Ouro: metal precioso, amarelo e brilhante. Simboliza a realeza de Jesus, ou seja, sua dignidade de Rei. Ele nasceu como rei. Ele é o Rei da glória, Sl 24.
* Incenso: resina aromática que se queimava na antiga dispensação. Simboliza a divindade de Jesus. Nesse aspecto, os magos estavam reconhecendo Jesus como Filho de Deus.
* Mirra: resina odorífera, medicinal, produzida pelo "balsamodendron". Simboliza o profetismo de Jesus e também a pureza com que Ele veio ao mundo, livre do pecado original
FONTE: http://www.paroquiasantanadelavras.com.br/artigo/os-significados-dos-presentes-dos-tres-reis-magos
02/01/2011
Citação
"Reflito-me: mulher dando à luz a si mesma. Descobrindo-se desejante e desejável. Frágil. Insana. Orgânica. Ponderada."(Nicole Zeghbi)
Vi esta frase no perfil do orkut da minha amiga Ban e não resisti.
Vi esta frase no perfil do orkut da minha amiga Ban e não resisti.
01/01/2011
ORAÇÃO DE ANO NOVO
A minha primeira postagem deste ano é uma oração que resume o que eu penso sobre a vida, as coisas, as pessoas e Deus. Ela me veio por intermédio de Sinfrônio, mas não sei se ele a escreveu. O que importa é o conteúdo, com o qual me identifico e que quero deixar aqui no blog.
ORAÇÃO DE ANO NOVO
Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade,
teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.
Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado
por tudo aquilo que recebi de Ti.
Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar
e pelo sol, pela alegria e pela dor,
pelo que é possível e pelo que não foi.
Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho
que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos
e o que com elas pude construir.
Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei,
as amizades novas e os antigos amores,
os que estão perto de mim e os que estão mais longe,
os que me deram sua mão e aqueles que pude ajudar,
os com quem compartilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria.
Mas também, Senhor, hoje quero Te pedir perdão.
Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito,
perdão por viver sem entusiasmo.
Também pela oração que aos poucos fui adiando
e que agora venho apresentar-te, por todos meus olvidos,
descuidos e silêncios, novamente te peço perdão.
Nos próximos dias começaremos um novo ano. Paro
a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou
e Te apresento estes dias,
que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, Te peço para mim, meus parentes e amigos, a paz e a alegria,
a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.
Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.
Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavras
mentirosas, egoístas ou que magoem.
Abre, sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto somente de bênçãos
para que as derrame por onde eu passar.
Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem,
enche-os de sabedoria, paz e amor. E que nossa amizade dure
para sempre em nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria, para que
todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho
possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.
Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartir felicidade.
Amém.
ORAÇÃO DE ANO NOVO
Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade,
teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.
Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado
por tudo aquilo que recebi de Ti.
Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar
e pelo sol, pela alegria e pela dor,
pelo que é possível e pelo que não foi.
Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho
que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos
e o que com elas pude construir.
Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei,
as amizades novas e os antigos amores,
os que estão perto de mim e os que estão mais longe,
os que me deram sua mão e aqueles que pude ajudar,
os com quem compartilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria.
Mas também, Senhor, hoje quero Te pedir perdão.
Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito,
perdão por viver sem entusiasmo.
Também pela oração que aos poucos fui adiando
e que agora venho apresentar-te, por todos meus olvidos,
descuidos e silêncios, novamente te peço perdão.
Nos próximos dias começaremos um novo ano. Paro
a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou
e Te apresento estes dias,
que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, Te peço para mim, meus parentes e amigos, a paz e a alegria,
a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.
Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.
Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavras
mentirosas, egoístas ou que magoem.
Abre, sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto somente de bênçãos
para que as derrame por onde eu passar.
Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem,
enche-os de sabedoria, paz e amor. E que nossa amizade dure
para sempre em nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria, para que
todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho
possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.
Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartir felicidade.
Amém.
31/12/2010
FELIZ ANO NOVO!
O Melhor da Vida ( Guilherme Arantes)
Eu quero o sol
Ao despertar
Brincando com a brisa
Por entre as plantas
Da varanda
Em nossa casa
Ao despertar
Brincando com a brisa
Por entre as plantas
Da varanda
Em nossa casa
Eu quero amar
É lógico
Que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico
Que a lua cheia
É lógico
Que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico
Que a lua cheia
Você mostrou pra mim
Onde encontrar assim
Mais de um milhão
De motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter
Os pés no chão e ver
Que o melhor da vida
Vai começar
Onde encontrar assim
Mais de um milhão
De motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter
Os pés no chão e ver
Que o melhor da vida
Vai começar
Tributo à Amizade
Certo dia, postando recado no Orkut de uma amiga, encontrei uma pessoa chamada Jô. Como tenho outra amiga chamada Jôsy e achei a da foto bem parecida com ela, entrei no Orkut da tal Jô, pensando ser minha amiga e me deparei com uma estranha.
Minha visita ao Orkut da moça foi denunciada e ela prontamente também visitou minha página de recados, deixando escrito que pensou que fosse Lola, uma amiga sua (Conceição), que, por coincidência, havia sido minha professora de antropologia no Brasil, na graduação.
Bem, na verdade, ela deixou dito que agradecia a minha visita e que eu poderia voltar quantas vêzes desejasse, bem como enalteceu as homenagens que eu fiz no álbum, a papai e à minha família. Percebeu, por intermédio de uma crônica, o quanto gosto de flores e daí em diante, criamos um laço de amizade.
Esta amizade se consolidou ainda mais, quando soube, por intermédio de Lúcia Linhares, que Jô estava iniciando um tratamento contra o câncer de mama que lhe acometera e que os amigos estavam organizando um brechó em prol de angariar fundos para ajudá-la durante o processo.
Fui postando recadinhos no Orkut de Jô e ela sempre me respondia com um carinho e uma disponibilidade de admirar. Até que passamos a pensar em nos encontrarmos numa pizzaria, (sugestão dela, acatada por mim, já que adoro pizza). Marcamos umas duas vezes, ou mais, mas o encontro nunca aconteceu. Digo o encontro face a face, visto que o encontro de nossas almas, esse já tinha acontecido.
Quando falo em encontro de almas, não estou exagerando; acredito mesmo que aconteçam encontros desse tipo. E que, na verdade, eles nunca se dão por acaso. Considero-me amiga de Jô, mesmo que nunca a tenha visto nesta vida e que saiba que isto jamais acontecerá, posto que, há pouco menos de um mês, recebi por intermédio de Uelma, outra amiga comum, a notícia de seu falecimento.
Após distribuir sorrisos e simpatia, com uma maneira de se expressar que faz até os mais incrédulos acreditarem na vida, depois de um luta exaustiva contra a doença que tomou conta do seu corpo, a minha amiga partiu desta vida, deixando a marca indelével, que só as almas especiais deixam. Sinto remorsos por não tê-la presenteado com os gerâneos que a prometi, quando ela ficou empolgada ao saber que eu os tinha.
Uma das marcas deixadas por Jô, e que sempre me fazem lembrá-la ao abrir meu blog, pois lá a deixei estampada já há algum tempo, foi uma coisa muito interessante que ela fez: em um sítio onde viveu seus últimos tempos aqui na terra, personalizou cada árvore com o nome de amigos queridos, entre eles, eu. Todas elas estão publicadas em fotos em seu álbum do Orkut.
Esta crônica, mais que uma simples homenagem a minha amiga virtual, é um tributo à amizade – este sentimento que, embora raro, reputo como imprescindível à vida.
Encravada na árvore do sítio de Jô, meu nome e apelido, ficarão, até que alguém ou o tempo os retire de lá. Porém, a marca que ela deixou tatuada em minh’alma, esta jamais se apagará e passarão de uma existência à outra, ratificando a beleza do sentimento de amizade que passou a existir, quando do encontro de nossas almas aqui na terra.
Feliz Ano Novo amigos queridos. Vocês sempre estarão marcados em meu coração
Lola (31/12/2010)
25/12/2010
FELIZ NATAL
F eito de esperança e bondade
E spírito Divino, iluminado
L uz que alimenta nossa vida
I rmão na fé que nos conduz
Z elo a toda hora, que não falta
N ascimento de Jesus, o salvador
A quele que nos diz: tudo é possível
T odos que crêem em mim e os que não crêem
A lcançarão a luz e a vida plena
L uz que emana dEle que é pai
Lola ( Natal 2010)
22/12/2010
Sobre Elisete e Elisetes
Estava eu em Caruaru, dia 09 de dezembro, prestes a entrar em sala de aula para participar de uma banca para seleção de professor na FAVIP. Para afastar um pouco a ansiedade, depois de revisar o conteúdo e o material da aula, fui ver e-mail, lá mesmo, na biblioteca. Foi então que abri um e-mail de Elisete, convidando para o lançamento do seu primeiro livro, Matuta da Gema. Respondi prontamente e ela me deu retorno no mesmo instante. Estávamos on line ao mesmo tempo. Respondi novamente e mais uma vez ela retornou. Enfim, terminamos com uma afirmativa dela que rezaria em prol do que eu lhe pedira. Fiquei tão confiante! Em minha modéstia avaliação, Elisete é uma mulher de fé. E não é porque passou seis anos vivendo numa instituição religiosa, não. É pela forma que conduz sua vida. Elisete sabe viver. Já disse isso a ela e digo constantemente a minhas irmãs. Ela sabe tirar leite de pedra e nem chora se ele se derrama...sabe que de onde saiu o primeiro, se não sair novamente, outras pedras no caminho podem vir a lhe providenciar o leite necessário.
Eu já tinha uma dmiração muito grande por essa Matuta da Gema, no dizer dela própria, mas confesso que desde o dia 20 de dezembro deste ano de 2010, a minha admiração aumentou consideravelmente.
Quando voltei pra casa, já tarde, na mesma noite de autógrafos, depois de um banho morno muito gostoso, me deitei e comecei a folhear o livro. Quase 3hs da manhã e eu ainda com a luz do quarto acesa, enquanto Rostand dormia. Só fechei o livro por receio de acordá-lo, pois a leitura me fez desaguar em lágrimas e chegou a fazer barulho. Resolvi pausar e deixar a leitura pra outra hora. O fato é que fui dormir com uma certeza – me identifico e muito com a tal matuta. E não é por ser matuta não, pois nunca saí de Campina Grande, onde nasci e moro até hoje, embora em muitos aspectos, a matutice também faça parte do meu leque de possibilidades.
Minha identificação relaciona-se ao seu jeito de ser mãe e do amor que vai além dos filhos, visto que tem a ver com o fato de gostar de ser mãe, amar a maternidade.
Certa vez, minha irmã Fáti, falando sobre suas idas a João Pessoa, onde se hospedava na casa de Elisete, disse que lá se sentia como em minha casa, pelo jeito dos seus meninos a tratarem. Falou sobre eles com muito amor, respeito e admiração aos seus jeitos de ser, que percebia muito próximos aos das minhas meninas. Aff! Aquele foi o maior elogio que eu, mãe coruja e convencida de ser uma boa mãe, poderia receber. Cada coisinha que lia a respeito do seu cotidiano familiar me fazia ratificar a afirmativa de Fáti.
Voltando às lágrimas que me tomaram conta e que ensaiam dar o ar de sua graça neste momento em que escrevo, elas não se deram por sentir tristeza ao ler Elisete. Ao contrário – quanto mais chorava, mais me sentia feliz em saber que existem pessoas como ela. E a minha esperança no futuro da humanidade tomou fôlego.
Tenho pensado em estudar, num possível doutorado, a condição humana enquanto recurso natural. Fala-se muito em recursos naturais e que o homem o vem devastando. Essa perspectiva enxerga o homem apenas como mal feitor, culpado pela degradação do ambiente que lhe dá vida, esquecendo de percebê-lo como parte desse ambiente e que, por isso mesmo, também vem se deteriorando.
Ao ler a história de vida de Elisete, reforcei meu desejo e entendi que toda e qualquer mudança só se dá a partir de engajamento, de trabalho comprometido. Reforcei a compreensão que “os homens de boa vontade” serão sempre os atores principais no palco da vida, no sentido de mudanças qualitativas que possam reverter a situação em que a humanidade se encontra.
Consegui enxergar, a partir da leitura, as transformações que essa mulher danada foi tecendo aos poucos, na vida dos que o cercaram até então. E principalmente, percebi o quanto ela não se deixou trabalhar sozinha e fez de cada pessoa com quem conviveu, um aliado em prol das mudanças que intencionou.
Arretada mesmo, essa Elisete! Pense numa mulher determinada. Pensou? É ela mesma - a matuta da gema e da clara. Matuta da casca. Da gemada. Da omelete. De tudo o que é possível a partir do ovo, célula mãe.
Eu nem ia tocar num certo assunto, mas agora não tem como; somos “quase parentes”, ai ai...É que Talitta, a minha filha mais velha, andou de conversas com seu filho mais novo, Rafael. E desde que houve o prenúncio de um possível namoro, me alegrei, por saber das qualidades que ele tem, incluindo a mãe, que certamente fez a diferença na sua formação, contribuindo para ele ser como é. Então, lendo suas histórias, fiquei a imaginar um neto em comum com Elisete. E podem me achar maluca, mas foi isso mesmo que pensei (morrendo de rir) O quanto seria especialmente amado, pelas avós mais que corujas e pelas grandes famílias de seus pais.
Bem... Descartada a possibilidade de namoro entre nossos filhos, desejo afirmar nosso parentesco, pois o percebo bastante legítimo, uma vez que, se identificar é por na pessoa ou objeto com quem se identifica, um pouco de nós mesmos e/ou trazer para nós um pouco dos mesmos.
De parabéns Elisete pela obra lançada e de parabéns a Paraíba, que a acalantou em vários berços, em tantas plagas, de parabéns por essa filha matuta, danada, arretada mesmo. Legítima paraibana da gema.
Lola (21/12/10)
16/12/2010
03/12/2010
Em Sala de Aula
Aplico prova
Tempo me sobra
Pra pensar em nós
E no que somos
Um para o outro
Dia após dia
No sentimento
Sempre crescente
Me arrepia
E até dá medo
Sentir-te tanto
Sem ter-te aqui
Só aqui dentro
E aqui não existe
Possibilidade de afastamento
Estou te querendo neste momento
E sei que sabes
Sempre sabes mais
Mas não te apressas
Transmites paz
Volto aos alunos
Mas não te deixo
Do nosso amor
Nunca esqueço
Lola(18/11/10)
Entrega Sem Fim
São tantos dias
E quantas noites
Juntos, bem juntos
Querendo mais
Mas só o tempo
Ele que avança
Trás a esperança
De que logo mais
Seremos livres
Presos somente
Ao nosso amor
E para sempre
Sendo felizes
Cada vez mais unidos
Deixando pra trás
O resto do mundo
Sempre querendo
Sempre bendizendo
Esse amor que é tão forte
E que agradecemos
A Deus por existir
A mim por insistir
A ti por se abrir
Pra essa entrega sem fim
Lola ( 18/11/10)
Identificação
Me identifico com você porque eu gosto
Desse jeitinho seu de dar carinho
Sinto vontade de lhe ter sempre por perto
Pra me mimar e pra lhe dar denguinho
Sinto uma falta danada do seu corpo
Do meu juntinho, bem abraçadinho
Lhe quero agora, vem, mas não demora
Porque senão esse desejo aumenta
E não respondo por mim sem prazer
Pois não me agüento e não perco tempo
E corro o mundo em busca de você
Lola (02/11/10)
Falsos Deuses
Dos falsos deuses estou farta
Neles tudo falta, menos prepotência e arrogância
Falas sem discernimento, sem sentimento
A não ser do tipo que já sabemos:
Poder, dinheiro, posição
A ganância lhes toma o tempo, lhes tira a vida
Em troca querem a nossa, a de quem não compactua sua miséria
Podres de espírito e podres de idéias - São os falsos deuses que nos rodeiam
A eles, os dias contados, as noites mal dormidas
E não há travesseiro que absorva lágrimas de crocodilo
Lola (29 – 02/11/10)
28/11/2010
Sobre o Bom da Vida
Do bom da vida, tira-se proveito
Premia-se, dá-se medalha
Coroa-se com flor um gesto de amor
Lola ( 27/11/10)
20/11/2010
Perseverando
Uma dor quase insuportável
Cala no peito
Ensurdece a alma
Mas uma voz fala
E diz prossiga
Se não tem saída busque alternativas
Não paralise pela agonia
Não se angustie que há mal pior
A dor te mostra que não estás só
Então me acalmo
Afago o sonho
Torno-o brando
E vou seguindo
Sempre sorrindo
Te acompanhando
E onde estiveres lá estou
Cá estou e também estás
Inseparáveis, cada vez mais
Lola (20/11/10)
14/11/2010
À Vida!
A vida é cheia de reentrâncias. Entre elas, coisas boas e ruins. Algumas ficam entremeadas no caminho entre os dois extremos. Isto porque a vida é dinâmica. Tão dinâmica que quando vemos algum objeto que vai além do que ele é, dizemos parecer ter vida.
Por esses lugares, as vezes obscuros, vamos tecendo a nossa vida. Cada um na sua condição, na sua situação, mas cada um fazendo, elaborando, produzindo...A vida não para...
Da complexidade que nos é apresentada, muitas vezes participamos de sua produção.e nem nos damos conta, por isso mesmo achamos que ela nos é apresentada de tal e qual forma. Mas somos nós, no nosso modo de agir, que vamos costurando aquilo que é a nossa vida.
E aí, quando alguma coisa não dá certo, reclamar a quem? Não há o que reclamar. É refletir e prosseguir, a partir da reflexão, que geralmente deixa saldo positivo.
Podemos até enxergar como um recomeço, mas na verdade, a vida é sempre continuidade. Não dá pra apagar o passado, então, que aprendamos com ele.
Mas acho mesmo bom que seja assim, pois de que valeria a vida vivida se a pudéssemos apagar da memória? O que aprenderíamos com ela?
Melhor então tirar proveito de tudo o que se vive, independentemente de ter sido bom ou nem tanto. Assim, ao contabilizarmos em determinados momentos da vida, perceberemos o quanto foi necessária a caminhada e o quanto a experiência nos legou.
Da máxima, “Navegar é preciso, viver, não é preciso”, eu negaria a segunda afirmação, pois tanto quanto navegar, viver é extremamente necessário. E vamos à luta! E vamos à vida! Sempre...muitas vezes, inclusive, a condição de se estar vivo, é navegar...E vamos ao mar!
Lola ( 14/11/10)
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