A chuva cai nesta tarde de domingo
Minha preguiça é aguçada pelo clima
O friozinho entra pelas frestas das janelas
E por elas eu vejo a chuva caindo
Escuto aquele barulhinho tão gostoso
Sei que o que escrevo não é poema
Mas é poético o espetáculo que assisto
Por isso escrevo, não desisto e acredito
Que os poemas só existem desse jeito
Passam a existir se ousarmos escrever
O cotidiano, trivial e até simplório
Mas revestido de beleza e de poesia
Isso me deixa repleta de alegria
E eu tento dividir com todos escrevendo
E cada pessoa que vai lendo
Passa a acreditar na possibilidade
De deixar registrados seus momentos
E assim a literatura vai surgindo
E enriquecendo a vida de quem a consome
Li em algum lugar que só é feliz quem consegue
Ostentar seu dia a dia
Eu iria um pouco além e diria
Que escrever faz a vida mais completa
Repleta de letras a vida encanta
E voltamos a ver o mundo igual criança
Lola (31/07/11)
"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."
01/08/2011
Insípida
To sem gosto pras letras
Nem em sopas tenho achado
A gripe me invade o corpo
O coração fica cansado
A alma pede aconchego
Mas só o encontro deitada
A cama me acompanha
Enquanto desejo solidão
Pois a companhia dela
Me parece uma prisão
Lola (28/07/11)
COMENTÁRIO DE MELINA
♪ ♪♪♬ ♪Lola♪♪♬
Pois que nunca uma palavra musicada se lerá insípida...
"Pras letras, se diz sem gosto
Cansou de nos dar sopa
Expulsa a gripe do corpo,
O coração deixa alado
Abre as asas da alma
Encontro na cama é bom
Mas tem que ser acompanhada
Solidão encontra desejo
A letra já deu a volta
No quadradinho da folha
Agora parece solta... "
(Mel Coury via ♪ ♪♪♬ ♪Lola♪♪♬)
Nem em sopas tenho achado
A gripe me invade o corpo
O coração fica cansado
A alma pede aconchego
Mas só o encontro deitada
A cama me acompanha
Enquanto desejo solidão
Pois a companhia dela
Me parece uma prisão
Lola (28/07/11)
COMENTÁRIO DE MELINA
♪ ♪♪♬ ♪Lola♪♪♬
Pois que nunca uma palavra musicada se lerá insípida...
"Pras letras, se diz sem gosto
Cansou de nos dar sopa
Expulsa a gripe do corpo,
O coração deixa alado
Abre as asas da alma
Encontro na cama é bom
Mas tem que ser acompanhada
Solidão encontra desejo
A letra já deu a volta
No quadradinho da folha
Agora parece solta... "
(Mel Coury via ♪ ♪♪♬ ♪Lola♪♪♬)
22/07/2011
(ㄨ) Bruиo
ESTOU PRESENTEANDO MINHAS AMIGAS BLOGUEIRAS
QUE MAIS CURTO, RESPEITO E ADMIRO, ENTÃO LOLAAA RS
ESSE SELO É MEU PRESENTE PARA O SEU BLOG FLW? BJS;)
QUE MAIS CURTO, RESPEITO E ADMIRO, ENTÃO LOLAAA RS
ESSE SELO É MEU PRESENTE PARA O SEU BLOG FLW? BJS;)
16/07/2011
“Deus proveu, Deus proverá"
Creio que Deus sabe o que faz e entre as coisas que vem dele não compreendemos muitas vezes porque acontecem algumas desagradáveis. Precisamos recordar o livre arbítrio e que com ele, muita coisa indesejada a Deus acontece.
Respeitar a lei de Deus pode até não ser tão fácil, mas é o caminho para uma vida no mínimo amena, quiçá maravilhosa.
Mas nós humanos, no afã de ter e ser conforme os ditames da sociedade que nos molda, passamos a desejar mais, muito mais do que necessitamos. Daí a correria louca, desenfreada à procura de mais e mais. Não desejamos apenas fazer um curso superior, precisamos de pós graduação, não desejamos mais um carro para a família, desejamos que cada filho tenha o seu. Não nos basta a comida domingueira feita em casa, precisamos conhecer os point gastronômicos da cidade. E assim vamos sucumbindo à premência de ter mais de um emprego para dar conta da nova ordem que se instaurou em nossas vidas. É nesse momento que acabamos por ser influenciados por inspirações nefastas e nos entregando ao erro. Além de aguçarmos os olhos maus da inveja e da mesquinharia que finda por nos manipular de tal forma que pode chegar a nos desgraçar a vida.Com seu amor imenso e sabedoria irreprochável, Deus nos concede outras oportunidades. Raras não são as vezes que ele não nos concede o perdão e nos alivia a falta. Mas é preciso discernimento e compaixão para que a partir dos erros nos reconstruamos e passemos a ser em Suas mãos, instrumentos de vida, na mais plena acepção da palavra.
“Deus proveu, Deus proverá, sua misericórdia não faltará.”
Lola (18/07/11)
PS: Escrevi este texto em homenagem a uma pessoa muito querida que está recebendo de volta o CRM e com ele o direito de voltar a curar os que precisam de cuidados médicos. Na esperança de que a experiência nada agradável sirva para que ela jamais cometa os erros de que foi acusada. E que saiba honrar o juramento que fez. Bem como ensejando que as mentes malignas que traçaram o plano que quase acaba com a sua carreira, se utilize da inteligência que Deus lhes deu para também cuidar dos doentes, afinal médicos existem para isso.
Respeitar a lei de Deus pode até não ser tão fácil, mas é o caminho para uma vida no mínimo amena, quiçá maravilhosa.
Mas nós humanos, no afã de ter e ser conforme os ditames da sociedade que nos molda, passamos a desejar mais, muito mais do que necessitamos. Daí a correria louca, desenfreada à procura de mais e mais. Não desejamos apenas fazer um curso superior, precisamos de pós graduação, não desejamos mais um carro para a família, desejamos que cada filho tenha o seu. Não nos basta a comida domingueira feita em casa, precisamos conhecer os point gastronômicos da cidade. E assim vamos sucumbindo à premência de ter mais de um emprego para dar conta da nova ordem que se instaurou em nossas vidas. É nesse momento que acabamos por ser influenciados por inspirações nefastas e nos entregando ao erro. Além de aguçarmos os olhos maus da inveja e da mesquinharia que finda por nos manipular de tal forma que pode chegar a nos desgraçar a vida.Com seu amor imenso e sabedoria irreprochável, Deus nos concede outras oportunidades. Raras não são as vezes que ele não nos concede o perdão e nos alivia a falta. Mas é preciso discernimento e compaixão para que a partir dos erros nos reconstruamos e passemos a ser em Suas mãos, instrumentos de vida, na mais plena acepção da palavra.
“Deus proveu, Deus proverá, sua misericórdia não faltará.”
Lola (18/07/11)
PS: Escrevi este texto em homenagem a uma pessoa muito querida que está recebendo de volta o CRM e com ele o direito de voltar a curar os que precisam de cuidados médicos. Na esperança de que a experiência nada agradável sirva para que ela jamais cometa os erros de que foi acusada. E que saiba honrar o juramento que fez. Bem como ensejando que as mentes malignas que traçaram o plano que quase acaba com a sua carreira, se utilize da inteligência que Deus lhes deu para também cuidar dos doentes, afinal médicos existem para isso.
14/07/2011
Porta do Céu
Céu que acolheu minha mãe
Portal para a vida eterna
Mais próximo de Deus está
Quem só o bem fez na terra
Que sempre com Deus esteja
E não sofra por saudades
Mais vale a vida na luz
Que na terra cheia de maldades
Não combina com seu jeito
Você foi feita pra brilhar
E nem um céu tão bonito
Vai poder lhe ofuscar
Pois a sua luz é tão bela
Quanto a que nele há
Lola (14/07/11)
Mãe do Amor
30 dias de saudade
De pensamento em você
Minha mãe, minha doce amiga
Não haverei de esquecer
Tudo o que é para mim
Minha querida mãezinha
Deus te fez minha rainha
E eu agradeço por ter
Convivido tanto tempo
Apesar de desejar
Muito mais tempo ficar
Junto a você, mãe querida
O que seria da minha vida
Se eu não tivesse você
Pois tudo o que sou reflete
O amor que recebi
Do seu coração imenso
Tão grande que às vezes penso
Ser maior que o mundo inteiro
E nem caber nesse mundo
Por isso então, anjo lindo
Você foi ao céu levada
Pelas mãos de Deus que sabe
Que você, além de amada
É mãe do amor, minha cara
Portanto fique tranqüila
Descanse o quanto puder
Que aqui sempre estaremos
Rogando a Deus, bem querer
Para que siga seu rumo
De luz que agora é
Ou melhor, que sempre foi
Pois se há luz e energia
É a que sempre irradia
De tudo o que vem de você
Lola (13/07/11)
De pensamento em você
Minha mãe, minha doce amiga
Não haverei de esquecer
Tudo o que é para mim
Minha querida mãezinha
Deus te fez minha rainha
E eu agradeço por ter
Convivido tanto tempo
Apesar de desejar
Muito mais tempo ficar
Junto a você, mãe querida
O que seria da minha vida
Se eu não tivesse você
Pois tudo o que sou reflete
O amor que recebi
Do seu coração imenso
Tão grande que às vezes penso
Ser maior que o mundo inteiro
E nem caber nesse mundo
Por isso então, anjo lindo
Você foi ao céu levada
Pelas mãos de Deus que sabe
Que você, além de amada
É mãe do amor, minha cara
Portanto fique tranqüila
Descanse o quanto puder
Que aqui sempre estaremos
Rogando a Deus, bem querer
Para que siga seu rumo
De luz que agora é
Ou melhor, que sempre foi
Pois se há luz e energia
É a que sempre irradia
De tudo o que vem de você
Lola (13/07/11)
13/07/2011
Mãe do Amor
30 dias de saudade
De pensamento em você
Minha mãe, minha doce amiga
Não haverei de esquece r
Tudo o que é para mim
Minha querida mãezinha
Deus te fez minha rainha
E eu agradeço por ter
Convivido tanto tempo
Apesar de desejar
Muito mais tempo ficar
Junto a você, mãe querida
O que seria da minha vida
Se eu não tivesse você
Pois tudo o que sou reflete
O amor que recebi
Do seu coração imenso
Tão grande que às vezes penso
Ser maior que o mundo inteiro
E nem caber nesse mundo
Por isso então, anjo lindo
Você foi ao céu levada
Pelas mãos de Deus que sabe
Que você, além de amada
É mãe do amor, minha cara
Portanto fique tranqüila
Descanse o quanto puder
Que aqui sempre estaremos
Rogando a Deus, bem querer
Para que siga seu rumo
De luz que agora é
Ou melhor, que sempre foi
Pois se há luz e energia
É a que sempre irradia
De tudo o que vem de você
Lola (13/07/11)
De pensamento em você
Minha mãe, minha doce amiga
Não haverei de esquece r
Tudo o que é para mim
Minha querida mãezinha
Deus te fez minha rainha
E eu agradeço por ter
Convivido tanto tempo
Apesar de desejar
Muito mais tempo ficar
Junto a você, mãe querida
O que seria da minha vida
Se eu não tivesse você
Pois tudo o que sou reflete
O amor que recebi
Do seu coração imenso
Tão grande que às vezes penso
Ser maior que o mundo inteiro
E nem caber nesse mundo
Por isso então, anjo lindo
Você foi ao céu levada
Pelas mãos de Deus que sabe
Que você, além de amada
É mãe do amor, minha cara
Portanto fique tranqüila
Descanse o quanto puder
Que aqui sempre estaremos
Rogando a Deus, bem querer
Para que siga seu rumo
De luz que agora é
Ou melhor, que sempre foi
Pois se há luz e energia
É a que sempre irradia
De tudo o que vem de você
Lola (13/07/11)
12/07/2011
Sobre a Dor da Saudade
Vontade de escrever coisas bonitas
De sentir que a vida é bela e acreditar
Que o melhor está sempre por vir
E fazer de tudo para alcançar
O meu intento e sempre trabalhar
Em prol de mim e dos que me fazem tão bem
Não deixar dúvidas sobre o que sinto
E sentir sempre o que melhor convém
Doçura, paz, amor, encantamento
Mas só lamento vem me visitar
Descubro agora que sou tão feliz
Por isso posso sentir tanta saudade
Pois só quem ama e é amado sente
A falta de quem lhe é muito caro
Não raro choro, é verdade, não escondo
Mas mesmo assim eu acredito vale à pena
Seguir vivendo, tentando e esperando
Que amanhã seja bem melhor que o hoje
Que já está sendo menos ruim do que foi ontem
A dor não pode suplantar a felicidade
A alegria sim, essa se esgota, é verdade
Mas há de voltar a me fazer companhia
E quando este dia chegar eu saberei
Escrever coisas bonitas e prazerosas
Sentir em tudo a fragrância de uma rosa
E a beleza dessa flor tão linda
Agradecer de novo a Deus por minha vida
E por tudo e todos que dela faz parte
Até a saudade que me maltrata agora
Mas que um dia vai virar alegria
De poder senti-la com sorriso nos lábios
E voltar a viver felicidade
Lola (12/07/11)
De sentir que a vida é bela e acreditar
Que o melhor está sempre por vir
E fazer de tudo para alcançar
O meu intento e sempre trabalhar
Em prol de mim e dos que me fazem tão bem
Não deixar dúvidas sobre o que sinto
E sentir sempre o que melhor convém
Doçura, paz, amor, encantamento
Mas só lamento vem me visitar
Descubro agora que sou tão feliz
Por isso posso sentir tanta saudade
Pois só quem ama e é amado sente
A falta de quem lhe é muito caro
Não raro choro, é verdade, não escondo
Mas mesmo assim eu acredito vale à pena
Seguir vivendo, tentando e esperando
Que amanhã seja bem melhor que o hoje
Que já está sendo menos ruim do que foi ontem
A dor não pode suplantar a felicidade
A alegria sim, essa se esgota, é verdade
Mas há de voltar a me fazer companhia
E quando este dia chegar eu saberei
Escrever coisas bonitas e prazerosas
Sentir em tudo a fragrância de uma rosa
E a beleza dessa flor tão linda
Agradecer de novo a Deus por minha vida
E por tudo e todos que dela faz parte
Até a saudade que me maltrata agora
Mas que um dia vai virar alegria
De poder senti-la com sorriso nos lábios
E voltar a viver felicidade
Lola (12/07/11)
09/07/2011
Reinações de um REI menino
Desde janeiro deste ano eu freqüento assiduamente a comunidade Mário Quintana no Orkut. A M.Q. como a chamamos, é uma comunidade alegre e cheia de pessoas interessantes, o que me cativou.
Pouco tempo depois de adicioná-la, passei a fazer amizades com pessoas de vários estados do país e a me identificar com algumas delas.
Entre as amizades mais queridas, me veio uma pessoa, cuja fotografia de bebê no perfil me fez imaginar se tratar de alguém bem mais velho que eu. Não sei por que, mas foi isso que pensei. E certo dia, lá estava ele, fazendo parte do meu rol de amigos do Orkut. Estou falando de REI, astrólogo, cujas brincadeiras nos vários tópicos que compõem a M.Q. me atraíram de maneira engraçada, pois quase brigávamos brincando, chegando a transparecer uma rixa entre nós.
REI foi se chegando e com ele, além das dicas astrológicas de cada dia, passou a me enviar crônicas, textos, poemas. Num primeiro momento, Manoel de Barros se fez presente diariamente, até chegar a vez de Fabrício Carpinejar.
Este amigo é uma pessoa diferenciada, visto que seu jeito de nos envolver com a palavra escrita vai além de mera indicação de leitura ou sugestão de um texto que leu. Nem tampouco se assemelha aquele tipo de pessoa que, a partir de uma leitura superficial, posa de bom leitor e faz de conta que sabe tudo.
Ao distribuir impecavelmente palavras que dão gosto ler com seus amigos do Orkut, REI vem promovendo uma revolução silenciosa. Tem nos atraído à leitura de uma maneira tão prazerosa, ao ponto de criar expectativa sobre qual será o texto do dia. Digo isso de cadeira, pois é assim que me sinto, envolvida com essa leitura diária que muitas vezes chega a ser a única do dia, dependendo do momento que eu esteja vivendo. Cansada da leitura obrigatória e técnica, nada como relaxar ao mesmo tempo que reflito sobre o cotidiano social e suas facetas contidas de relações de gênero, afeto, aspectos políticos e até banalidades, que me vêm nos textos enviados por REI.
Sou capaz de apostar que se eu fizesse uma enquete pra detectar o impacto que a leitura proposta por REI às amigas da M.Q. obteria resposta semelhante ao que estou confessando; ler “REI” em doses homeopáticas diárias tem nos feito um bem enorme. Seja pelo simples prazer que o ato de ler desperta, ou pelo teor “politicamente correto” que os textos encerram.
Esta singela crônica não dá conta do reconhecimento pelo bem que nossa amizade tem me proporcionado, mas é uma tentativa de expor, em simples palavras o quanto aprecio receber, geralmente no início de cada noite, as dicas do zodíaco envoltas a textos escolhidos a dedo, de maneira que cada pessoa, a partir do encantamento que eles proporcionam, acredite que tenha sido escolhido pensando em si.
REI, você faz jus ao apelido que recebeu. Coroado da grandeza que só pessoas especiais tem, nos faz sentir súditos “reais”, dentro de uma relação virtual repleta de verdade. E ainda me dá dados interessantes para minha mania de pesquisar dois dos objetos de estudo aos quais me dedico, a saber: Relações de Gênero e Realidade Virtual. O que faz da nossa amizade um motivo a mais para me engrandecer como pessoa e como profissional.
Agradeço as dicas recebidas diariamente, agradeço os textos maravilhosos e agradeço demasiado, esta amizade que me proporciona olhares cada vez mais interessantes sobre a vida.
Não poderia terminar sem o indefectível xero. Então, um xero nordestino pra você. E que continuemos construindo nossa amizade tendo a palavra escrita, a qual eu dedico grande afeição, como plano de fundo.
Lola (09/07/11)
Pouco tempo depois de adicioná-la, passei a fazer amizades com pessoas de vários estados do país e a me identificar com algumas delas.
Entre as amizades mais queridas, me veio uma pessoa, cuja fotografia de bebê no perfil me fez imaginar se tratar de alguém bem mais velho que eu. Não sei por que, mas foi isso que pensei. E certo dia, lá estava ele, fazendo parte do meu rol de amigos do Orkut. Estou falando de REI, astrólogo, cujas brincadeiras nos vários tópicos que compõem a M.Q. me atraíram de maneira engraçada, pois quase brigávamos brincando, chegando a transparecer uma rixa entre nós.
REI foi se chegando e com ele, além das dicas astrológicas de cada dia, passou a me enviar crônicas, textos, poemas. Num primeiro momento, Manoel de Barros se fez presente diariamente, até chegar a vez de Fabrício Carpinejar.
Este amigo é uma pessoa diferenciada, visto que seu jeito de nos envolver com a palavra escrita vai além de mera indicação de leitura ou sugestão de um texto que leu. Nem tampouco se assemelha aquele tipo de pessoa que, a partir de uma leitura superficial, posa de bom leitor e faz de conta que sabe tudo.
Ao distribuir impecavelmente palavras que dão gosto ler com seus amigos do Orkut, REI vem promovendo uma revolução silenciosa. Tem nos atraído à leitura de uma maneira tão prazerosa, ao ponto de criar expectativa sobre qual será o texto do dia. Digo isso de cadeira, pois é assim que me sinto, envolvida com essa leitura diária que muitas vezes chega a ser a única do dia, dependendo do momento que eu esteja vivendo. Cansada da leitura obrigatória e técnica, nada como relaxar ao mesmo tempo que reflito sobre o cotidiano social e suas facetas contidas de relações de gênero, afeto, aspectos políticos e até banalidades, que me vêm nos textos enviados por REI.
Sou capaz de apostar que se eu fizesse uma enquete pra detectar o impacto que a leitura proposta por REI às amigas da M.Q. obteria resposta semelhante ao que estou confessando; ler “REI” em doses homeopáticas diárias tem nos feito um bem enorme. Seja pelo simples prazer que o ato de ler desperta, ou pelo teor “politicamente correto” que os textos encerram.
Esta singela crônica não dá conta do reconhecimento pelo bem que nossa amizade tem me proporcionado, mas é uma tentativa de expor, em simples palavras o quanto aprecio receber, geralmente no início de cada noite, as dicas do zodíaco envoltas a textos escolhidos a dedo, de maneira que cada pessoa, a partir do encantamento que eles proporcionam, acredite que tenha sido escolhido pensando em si.
REI, você faz jus ao apelido que recebeu. Coroado da grandeza que só pessoas especiais tem, nos faz sentir súditos “reais”, dentro de uma relação virtual repleta de verdade. E ainda me dá dados interessantes para minha mania de pesquisar dois dos objetos de estudo aos quais me dedico, a saber: Relações de Gênero e Realidade Virtual. O que faz da nossa amizade um motivo a mais para me engrandecer como pessoa e como profissional.
Agradeço as dicas recebidas diariamente, agradeço os textos maravilhosos e agradeço demasiado, esta amizade que me proporciona olhares cada vez mais interessantes sobre a vida.
Não poderia terminar sem o indefectível xero. Então, um xero nordestino pra você. E que continuemos construindo nossa amizade tendo a palavra escrita, a qual eu dedico grande afeição, como plano de fundo.
Lola (09/07/11)
08/07/2011
MuraL de Lu
Este ano não tem sido nada fácil. Porém, entre tantos atropelos , algo me veio como presente e eu adorei. Estou falando sobre a iniciativa da minha amiga Luciana Celi, que me prestigiou ao publicar alguns dos meus escritos na escola onde trabalha, em Aracaju.
Luciana é professora de literatura e contadora de estórias, olha que coisa mais linda! E um de seus projetos é levrar às crianças um pouco de poesia e discutir com elas o conteúdo, a forma e a autoria.
Dentro deste contexto, fui agraciada com uma linda homenagem. Agradeço a Lu a consideração e enfatiso que professora como ela é luxo, quando deveria ser comum.
Parabéns, amiga, pelo trabalho lindo que você desempenha com tanto amor pela palavra escrita e pelo seu público alvo - as crianças do Colégio Master.
Sem Sentido
Já nem sinto mais
Porque tudo é sentimento
Não sou eu que sinto
E sim o meu lamento
Que de tanto sofrer para
Entorpece e mata a alma
Ela que sempre foi viva
Hoje é um pouco de nada
Chora a minha alegria
Ficou triste, embaçada
Tudo que eu mais queria
Motivos pra alegria
Me parece impossível
Pois nem mais viver consigo
Tenho um corpo, mas sem alma
Lola (06/07/11)
Porque tudo é sentimento
Não sou eu que sinto
E sim o meu lamento
Que de tanto sofrer para
Entorpece e mata a alma
Ela que sempre foi viva
Hoje é um pouco de nada
Chora a minha alegria
Ficou triste, embaçada
Tudo que eu mais queria
Motivos pra alegria
Me parece impossível
Pois nem mais viver consigo
Tenho um corpo, mas sem alma
Lola (06/07/11)
26/06/2011
Sem palavras
Tenho sentido raiva das palavras
Elas não têm dado conta dos meus sentimentos
Fogem de mim como a alegria
Deixam-me órfã e sem saída
Quero dormir e acordar noutro tempo
Num amanhã sem tristezas, sem lamentos
Onde a saudade não maltrate tanto
Seja lembrança amena ao meu âmago
Lola (25/06/11)
Elas não têm dado conta dos meus sentimentos
Fogem de mim como a alegria
Deixam-me órfã e sem saída
Quero dormir e acordar noutro tempo
Num amanhã sem tristezas, sem lamentos
Onde a saudade não maltrate tanto
Seja lembrança amena ao meu âmago
Lola (25/06/11)
16/06/2011
Sementes de Amor
O pé de castanhola se entristece
Ninguém há de cuidá-lo como tu
Tu destes água, energia e carinho
Companhia melhor que tu não existia
E a árvore virou rainha
Pra tentar te substituir
Mas que pena arvorezinha, que peninha
Ninguém jamais ocupará
O trono que é todo de Nicinha
Chora arbustinho, chora muito
Volta aos ramos fraquinhos, quebradinhos
Desce até a terra qual semente
Nela encontrarás o que procuras
Cheia de amor, ternura e viço
Mamãe esperando tua chegada
Pra que juntas reinventem a existência
Germinem, brotem, floresçam novamente
E embelezem nossa vida eternamente
E ternamente sejam nosso esteio
Lola (16/06/11)
Ninguém há de cuidá-lo como tu
Tu destes água, energia e carinho
Companhia melhor que tu não existia
E a árvore virou rainha
Pra tentar te substituir
Mas que pena arvorezinha, que peninha
Ninguém jamais ocupará
O trono que é todo de Nicinha
Chora arbustinho, chora muito
Volta aos ramos fraquinhos, quebradinhos
Desce até a terra qual semente
Nela encontrarás o que procuras
Cheia de amor, ternura e viço
Mamãe esperando tua chegada
Pra que juntas reinventem a existência
Germinem, brotem, floresçam novamente
E embelezem nossa vida eternamente
E ternamente sejam nosso esteio
Lola (16/06/11)
15/06/2011
Paz do meu amor (Luiz Vieira)
Você é isso
Uma beleza imensa
Toda a recompensa
De um amor sem fim
Você é isso
Uma nuvem calma
No céu de minh'alma
É ternura em mim
Você é isso
Estrela matutina
Luz que descortina
Um mundo encantador
Você é isso
Um parto de ternura
Lágrima que é pura
Paz do meu amor
Uma beleza imensa
Toda a recompensa
De um amor sem fim
Você é isso
Uma nuvem calma
No céu de minh'alma
É ternura em mim
Você é isso
Estrela matutina
Luz que descortina
Um mundo encantador
Você é isso
Um parto de ternura
Lágrima que é pura
Paz do meu amor
07/06/2011
Sobre a Atitude de Amar
Sentimentos nos chegam e os acolhemos
Cuidamos deles, os fazemos florescer
Vão crescendo, aumentando de tamanho
Logo, logo, não poderemos mais escolher
Se ficamos com ele para sempre
Ou se pra sempre haveremos de esquecer
Que um dia amamos com tanto gosto
Que o desgosto também veio nos ver
Não o queremos, desejamos sempre o bem
De nós e de quem passamos a amar
E alimentamos o sentimento com bondade
Pra nunca, nunca ele se transformar
Em coisas ruins, cruéis e desalmadas
Pois há alma no sentimento de amor
E seja onde for e em que tempo ele aconteça
Não esqueçamos que o bom mesmo é amar
Amar com todo empenho e desvelo
Amar com o desejo de cuidar
Quero cuidar de você com o sentimento
Que nutro no mais profundo do meu ser
Que só deseja o que há de bom nesta vida
E o que melhor há pra mim é ter você
Mesmo que seja só em pensamentos
Em sentimentos, digo, isto sim
E se for assim sentirei pra sempre
Para que nunca se afaste de mim
Lola (06/06/11)
Cuidamos deles, os fazemos florescer
Vão crescendo, aumentando de tamanho
Logo, logo, não poderemos mais escolher
Se ficamos com ele para sempre
Ou se pra sempre haveremos de esquecer
Que um dia amamos com tanto gosto
Que o desgosto também veio nos ver
Não o queremos, desejamos sempre o bem
De nós e de quem passamos a amar
E alimentamos o sentimento com bondade
Pra nunca, nunca ele se transformar
Em coisas ruins, cruéis e desalmadas
Pois há alma no sentimento de amor
E seja onde for e em que tempo ele aconteça
Não esqueçamos que o bom mesmo é amar
Amar com todo empenho e desvelo
Amar com o desejo de cuidar
Quero cuidar de você com o sentimento
Que nutro no mais profundo do meu ser
Que só deseja o que há de bom nesta vida
E o que melhor há pra mim é ter você
Mesmo que seja só em pensamentos
Em sentimentos, digo, isto sim
E se for assim sentirei pra sempre
Para que nunca se afaste de mim
Lola (06/06/11)
Íris & Ísis (Acróstico)
I ndo da terra ao céu em um só instante
R indo e chorando, como boa mãe
I naugurando o colo com o primeiro afago
S olenemente lhes alimentando
E assim a recepção de Maíra se deu
I ris e Isis foram acolhidas
S ob os olhares meigos da família
I rão crescer e ser felizes, claro
S ó conhecendo a lágrima do sorriso
Lola (06/06/11)
R indo e chorando, como boa mãe
I naugurando o colo com o primeiro afago
S olenemente lhes alimentando
E assim a recepção de Maíra se deu
I ris e Isis foram acolhidas
S ob os olhares meigos da família
I rão crescer e ser felizes, claro
S ó conhecendo a lágrima do sorriso
Lola (06/06/11)
06/06/2011
Amor em dose Tripla
Com o amor que eu sentia por Maíra
O que houve, que agora é diferente?
Algo acontece, algo agora é mais ardente
Bate três vezes o meu coração contente
Serei tia-avó em dose dupla
E o meu peito pulsa feliz em dose tripla
Isto porque já sou tia de Maíra
Lola (23/10/10)
29/05/2011
Menino Bonito (Rita Lee)
Lindo!
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente
Lindo!...
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você...
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente
Lindo!...
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você...
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você...
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente
Lindo!...
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você...
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente
Lindo!...
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você...
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você...
Sobre a Solidão
A solidão só acontece quando nos abandonamos em função de superestimar outrem
A auto estima evita que cheguemos a esse ponto e ela é imprescindível
Temos que nos amar primeiramente, para podermos amar outras pessoas
Olhe pra dentro de si e veja que merece ser amada e ame-se
Daí pra frente, estar sem alguém à volta é contingência, não mais solidão
Lola (fevereiro/2011)
A auto estima evita que cheguemos a esse ponto e ela é imprescindível
Temos que nos amar primeiramente, para podermos amar outras pessoas
Olhe pra dentro de si e veja que merece ser amada e ame-se
Daí pra frente, estar sem alguém à volta é contingência, não mais solidão
Lola (fevereiro/2011)
Juras de Amor
Tuas juras de amor são como preces
E enquanto oras muitas vezes me esqueces
E com a oração vai-se perdendo o entusiasmo
E eu fico aqui, aflita se não te acho
Posto que amar é dar-se e comprometer-se
Assim se vive mais intensamente
Já que estamos nesse barco que é a vida
Que remamos e aprendamos com as ondas
Lola (2011)
E enquanto oras muitas vezes me esqueces
E com a oração vai-se perdendo o entusiasmo
E eu fico aqui, aflita se não te acho
Posto que amar é dar-se e comprometer-se
Assim se vive mais intensamente
Já que estamos nesse barco que é a vida
Que remamos e aprendamos com as ondas
Lola (2011)
De Acreditar
Vou vivendo esse momento tão bonito
E agradecendo a Deus por tudo isso
O mundo em minha volta é todo lindo
Desde que eu acredite, e acredito
Lola (2011)
E agradecendo a Deus por tudo isso
O mundo em minha volta é todo lindo
Desde que eu acredite, e acredito
Lola (2011)
Pluma
Pousando tua leveza em mim
Sinto-te pluma, no meu corpo encostada
Abraço a vida e me sinto abraçada
E novamente a pluma me afaga
Lola (2011)
Sinto-te pluma, no meu corpo encostada
Abraço a vida e me sinto abraçada
E novamente a pluma me afaga
Lola (2011)
Rendas e Rimas
Queria eu ser mulher rendeira e tecer rendas pra ti
Em troca me ensinarias o que ainda não aprendi
Como viver sem te ter se estás dentro de mim
E dormir tranquilamente depois de uma oração
Em que pediria a Deus que tu viesses aqui
Nem que fosse um minutinho me cantar uma canção
Se eu te ensino a fazer renda, tu me ensina a namorar?
Mas tem de ser do meu jeito, pois o teu não gosto não
Já que num segundo queres noutro me mandas embora
Lola (28/05/11)
Em troca me ensinarias o que ainda não aprendi
Como viver sem te ter se estás dentro de mim
E dormir tranquilamente depois de uma oração
Em que pediria a Deus que tu viesses aqui
Nem que fosse um minutinho me cantar uma canção
Se eu te ensino a fazer renda, tu me ensina a namorar?
Mas tem de ser do meu jeito, pois o teu não gosto não
Já que num segundo queres noutro me mandas embora
Lola (28/05/11)
Você (2)
Não sei por que inventei amar você
Que nem combina com o meu jeito de ser
Vai e volta como quem não se incomoda
Ou se incomoda de estar sempre comigo
Enjoa fácil e nada fácil é seu estilo
E fico sempre sem saber sobre o que quer
Que me incomoda quando ausente
Mas presente me incomoda muito até
Porque não sinto firmeza em nada mesmo
E muitas vezes até percebo um desdém
Por tudo isso que nós somos ou nem fomos
Se põe alheio e é alheio ao que eu desejo
Não entendo mesmo porque eu insisti tanto
Em desejar e bem querer assim você
Mas agora decidi "desinventar"
E não mais querer você ou lhe amar
Lola (28/05/11)
Que nem combina com o meu jeito de ser
Vai e volta como quem não se incomoda
Ou se incomoda de estar sempre comigo
Enjoa fácil e nada fácil é seu estilo
E fico sempre sem saber sobre o que quer
Que me incomoda quando ausente
Mas presente me incomoda muito até
Porque não sinto firmeza em nada mesmo
E muitas vezes até percebo um desdém
Por tudo isso que nós somos ou nem fomos
Se põe alheio e é alheio ao que eu desejo
Não entendo mesmo porque eu insisti tanto
Em desejar e bem querer assim você
Mas agora decidi "desinventar"
E não mais querer você ou lhe amar
Lola (28/05/11)
28/05/2011
Das Ilusões
Ilusão foi-se embora
E nem perguntei pra onde
Dela não quero notícia
Melhor que esteja bem longe
Vai ilusão e se demora
Não que não queira mais vê-la
Mas prefiro a minha vida por pior que ela seja
A me entregar aos teus encantos
E depois num triste canto
Chorar sozinha meu pranto
Lola (28/05/11)
E nem perguntei pra onde
Dela não quero notícia
Melhor que esteja bem longe
Vai ilusão e se demora
Não que não queira mais vê-la
Mas prefiro a minha vida por pior que ela seja
A me entregar aos teus encantos
E depois num triste canto
Chorar sozinha meu pranto
Lola (28/05/11)
27/05/2011
Rede na Varanda
Numa rede na varanda
Abraçadinha ao bem querer
Passaria a vida toda
Sempre querendo mais ter
Todo esse seu carinho
Pra nunca mais esquecer
O quanto é bom ser amada
E melhor se for por você
Lola (20/05/11)
Abraçadinha ao bem querer
Passaria a vida toda
Sempre querendo mais ter
Todo esse seu carinho
Pra nunca mais esquecer
O quanto é bom ser amada
E melhor se for por você
Lola (20/05/11)
Sarau 2
S obre a vida e seus encantos
A mores e desencantos
R ecitaremos aqui
A legria para mim, bem como para você
U m momento de prazer
Lola (26/05/11)
A mores e desencantos
R ecitaremos aqui
A legria para mim, bem como para você
U m momento de prazer
Lola (26/05/11)
Festas Juninas
Daqui a um mês estarei empolgada
Com os preparos das festas juninas
Arrumando as bandeirolas, os foguinhos
As comidas típicas e o quentão
A fogueira, a chita da toalha
O forró e principalmente a gurizada
Farão a animação do meu São João
Que vai ver a noite virar criança
Enquanto a cinza não tocar o chão
Lola (24/05/11)
Com os preparos das festas juninas
Arrumando as bandeirolas, os foguinhos
As comidas típicas e o quentão
A fogueira, a chita da toalha
O forró e principalmente a gurizada
Farão a animação do meu São João
Que vai ver a noite virar criança
Enquanto a cinza não tocar o chão
Lola (24/05/11)
Sarau
S ejamos felizes o tempo todo
A inda que haja motivos pra chorar
R ir é bem melhor tenho certeza
A poesia nos ajuda a animar
U m poema sempre é bem melhor que o choro
Lola (24/05/11)
A inda que haja motivos pra chorar
R ir é bem melhor tenho certeza
A poesia nos ajuda a animar
U m poema sempre é bem melhor que o choro
Lola (24/05/11)
Ausência
Por te querer vivo assim, sem ter sossego
Só de desejo pulsa o meu coração
Que se entristece na ausência dos meus dias
E se alivia ao pensar que um dia vens
Lola (maio 2011)
Só de desejo pulsa o meu coração
Que se entristece na ausência dos meus dias
E se alivia ao pensar que um dia vens
Lola (maio 2011)
25/05/2011
Alice
A lice, o nosso mundo
L indo cada vez mais será
I sto porque estás por vir
C á estamos a esperar
E que venhas com saúde, alegria e a cantar
Lola (20/05/11)
L indo cada vez mais será
I sto porque estás por vir
C á estamos a esperar
E que venhas com saúde, alegria e a cantar
Lola (20/05/11)
12/05/2011
Sobre a Luz Vermelha
A luz vermelha não te interdita
Ao contrário, te aproxima
Ao vê-la como uma vela acesa
Que na sacristia anuncia a presença do Cristo
Que sinto, embora não veja, não toque (mas sei que é lindo)
Mas assim me tocas, vermelhinho
E é com carinho que te sinto aqui
Acompanhando-me, manhãs e tardes
E tantas noites varo por ti
Em claro, claro - e a luz ali
A luz aqui
Há luz em ti
Há luz em mim que te quero assim
Aceso, sempre, dentro de mim
Lola (12/05/11)
Ao contrário, te aproxima
Ao vê-la como uma vela acesa
Que na sacristia anuncia a presença do Cristo
Que sinto, embora não veja, não toque (mas sei que é lindo)
Mas assim me tocas, vermelhinho
E é com carinho que te sinto aqui
Acompanhando-me, manhãs e tardes
E tantas noites varo por ti
Em claro, claro - e a luz ali
A luz aqui
Há luz em ti
Há luz em mim que te quero assim
Aceso, sempre, dentro de mim
Lola (12/05/11)
“Mora na filosofia”
Aprendi sobre o amor do tipo PHILOS que este não necessariamente trata-se apenas de amor fraterno. Aprendi algo sobre ele que me fez acreditar ainda mais em possibilidades infinitas de conjugar o verbo amar.
Sobre o PHILOS, certamente recai um bem querer meio que idealizado, o que, a meu ver, assim como a virtualidade, não se configura em mentira.
Folguei em saber sobre este amor, pois percebi o quanto amo verdadeiramente, bem como consigo alcançar reciprocidade, fazendo deste sentimento, algo mais palpável e mais envolvido com a beleza que todo amor deve ensejar.
O que me chama atenção nisso tudo é que sempre ao pensar sobre o amor PHILOS, me vinha à mente o amor entre amigos e irmãos. O que me fazia deixá-lo de lado ao pensar no objeto do desejo, aquele a quem lanço meus sentimentos mais profundos, que eu julgava ser mais EROS do que qualquer outro tipo. “Vivendo e aprendendo”, é assim que reflito neste momento. E assim o fazendo me sinto meio aliviada. Consigo enxergar que mais que fantasia, o que me mais define esta situação é a imaginação criativa.
Foi dito alhures que “a imaginação criativa liberta, mas as fantasias escravizam”, e em sendo assim, me vejo livre pra sentir tudo o que sinto, incluindo aí os meus desejos, que podem até transitar entre EROS e PHILOS, tão repletos de amor que são. E pensando assim, incluo o seu sentimento também e o alívio supera toda a ansiedade, pois o medo não encontra mais razão de ser.
Ao enxergar o meu e o seu amor como PHILOS, não mais o vejo desmerecedor de tudo o que pulsa aqui dentro do meu peito; ao contrário, a minha imaginação criativa o leva até o fim da minha existência, perenizando-o de uma maneira tão sublime ao ponto de chegar à sensação de que o engoli e que ele passou a compor minha corrente sanguínea, não conseguindo eu jamais existir sem ser assim: com você pulsando em minhas veias e quando em vez, ou “quando em sempre”, fazendo meu coração acelerar extravagantemente.
Consigo até enxergar uma ponte entre ele, este amor, e o amor que sinto pelo saber, pelas letras, pelo conhecimento. Não é à toa que aprecio tanto o nome Sofhia. PHILOS + SOFHIA = FILOSOFIA – o amor às palavras foi a ponte onde se encontrou o nosso amor.
E assim encerro esta crônica como a iniciei - “caetaneando” : “Mora na filosofia, pra que rimar amor e dor?”
Lola (12/05/11)
Sobre o PHILOS, certamente recai um bem querer meio que idealizado, o que, a meu ver, assim como a virtualidade, não se configura em mentira.
Folguei em saber sobre este amor, pois percebi o quanto amo verdadeiramente, bem como consigo alcançar reciprocidade, fazendo deste sentimento, algo mais palpável e mais envolvido com a beleza que todo amor deve ensejar.
O que me chama atenção nisso tudo é que sempre ao pensar sobre o amor PHILOS, me vinha à mente o amor entre amigos e irmãos. O que me fazia deixá-lo de lado ao pensar no objeto do desejo, aquele a quem lanço meus sentimentos mais profundos, que eu julgava ser mais EROS do que qualquer outro tipo. “Vivendo e aprendendo”, é assim que reflito neste momento. E assim o fazendo me sinto meio aliviada. Consigo enxergar que mais que fantasia, o que me mais define esta situação é a imaginação criativa.
Foi dito alhures que “a imaginação criativa liberta, mas as fantasias escravizam”, e em sendo assim, me vejo livre pra sentir tudo o que sinto, incluindo aí os meus desejos, que podem até transitar entre EROS e PHILOS, tão repletos de amor que são. E pensando assim, incluo o seu sentimento também e o alívio supera toda a ansiedade, pois o medo não encontra mais razão de ser.
Ao enxergar o meu e o seu amor como PHILOS, não mais o vejo desmerecedor de tudo o que pulsa aqui dentro do meu peito; ao contrário, a minha imaginação criativa o leva até o fim da minha existência, perenizando-o de uma maneira tão sublime ao ponto de chegar à sensação de que o engoli e que ele passou a compor minha corrente sanguínea, não conseguindo eu jamais existir sem ser assim: com você pulsando em minhas veias e quando em vez, ou “quando em sempre”, fazendo meu coração acelerar extravagantemente.
Consigo até enxergar uma ponte entre ele, este amor, e o amor que sinto pelo saber, pelas letras, pelo conhecimento. Não é à toa que aprecio tanto o nome Sofhia. PHILOS + SOFHIA = FILOSOFIA – o amor às palavras foi a ponte onde se encontrou o nosso amor.
E assim encerro esta crônica como a iniciei - “caetaneando” : “Mora na filosofia, pra que rimar amor e dor?”
Lola (12/05/11)
10/05/2011
Sobre as crônicas de Miguel
Estive sem ler a ISTO É no período em que Falabella se despediu e confesso ter me entristecido não o encontrar mais entre os cronistas.
Confesso também que ficava ansiosa para que chegasse o dia dele, no reve3samento que a revista faz.
Já disse aqui alguma vez que me identifico muito com Miguel e que suas crônicas me tocam sempre muito fundo, visto que retratam sua história de vida repleta de reminiscências, principalmente relacionas à família.
Fazia algum tempo que não acessava esta comunidade e que ainda não tinha lido sua crônica de despedida. E que ao fazer isto, agora a pouco, me senti meio aliviada, acreditando que qualquer dia desses ele pinta de novo na minha página preferida da revista.
Costumo dizer que tenho uma vontade imensa de ser próxima de Gilberto Gil, que desejaria ser amiga de infância dele; dessas que nunca se separam e que constroem uma relação muito íntima. Eu diria sobre Miguel Falabella que nem precisaria isso tudo, mas que um bom papo com ele já me deixaria muito satisfeita. Gostaria de ratificar que esta identificação que percebo entre mim e ele tem realmente sentido.
Já cheguei a falar sobre ser libriana de 14 de outubro e de ser, na adolescência, chamada de Floquinho. Mas assevero que o que vejo de mim nele não fica por aí. Seu jeito de escrever de dentro pra fora e de fora pra dentro, numa dialética que humaniza os seus textos e faz o leitor se emocionar com ele, tem muito do meu estilo. E quando falo isto não o digo pensando em me enaltecer – Não. Simplesmente demonstrar o quanto nos parecemos na maneira de ver a vida e as pessoas e fazer de cada um dos personagens de nossa história, peça fundamental para que ela seja exatamente como é: recheada de luzes e cores e que recebe o P& B de maneira tranqüila, sabendo que estas cores também encerram beleza e que não podem deixar de compor o nosso enredo. Chego a imaginar Falabella no seu momento de criação, enlevado pelo instante entre lágrimas e sorrisos.
Que a fase de dedicação à escrita de novela passe rápido e que ele volte a ocupar seu posto na revista, pois sou do tempo em que saudade dói de fato. Ficarei aguardando ansiosamente, enquanto torço por seu sucesso em todas as áreas que compõem seu vasto leque de possibilidades.
Até breve, Miguellito.
Lola (09/05/11)
Rabiscos
Num cantinho da mesa da escola
Rabisquei o teu nome e o meu
Deles brotaram mil flores
Corações também apareceram
Foi tanta luz, tanto sol
Que até a lua chegou
Bem perto dos nossos nomes
E tudo encanto virou
Estrelas brilhavam pra nós
Peixinhos vindos do mar
Também lá apareceram
E nem precisaram nadar
Tudo era lindo, confesso
Que até hoje eu espero
Um momento como aquele
E todas as vezes que sopro
As velas de aniversário
O desejo primeiro é este
Ter nosso momento de volta
Para além da mesa da escola
Lola (10/05/11)
Rabisquei o teu nome e o meu
Deles brotaram mil flores
Corações também apareceram
Foi tanta luz, tanto sol
Que até a lua chegou
Bem perto dos nossos nomes
E tudo encanto virou
Estrelas brilhavam pra nós
Peixinhos vindos do mar
Também lá apareceram
E nem precisaram nadar
Tudo era lindo, confesso
Que até hoje eu espero
Um momento como aquele
E todas as vezes que sopro
As velas de aniversário
O desejo primeiro é este
Ter nosso momento de volta
Para além da mesa da escola
Lola (10/05/11)
06/05/2011
VIVA A DIVERSIDADE!
Foi com alegria que hoje ao conectar, às 7:00hs me deparei com a manchete: STF reconhece união homossexual.
Faço parte de uma corrente teórica que acredita na desnaturalização dos sexos, vendo-os como construção cultural e social. percebendo que não se deve hierarquizar a partir das orientações sexuais. Portanto, contra todo e qualquer tipo de descriminação sexista.
Vejo o posicionamento do TSF com alegria por entender que é um passo importante no processo de desmistificação da idéia que a orientação sexual interfere na conduta e no caráter das pessoas, que acredito, não devem ser avaliadas por esse critério.
Reconhecer a união homo afetiva é entender que a família, em sendo também construção cultural e social, é mutável e que nem toda mudança, por pior que aparente, deve ser vista como nefasta.
VIVA A DIVERSIDADE! A ÚNICA COISA QUE TEMOS EM COMUM É A CAPACIDADE DE SERMOS DIFERENTES, como atesta o antropólogo francês, La Plantine.
Faço parte de uma corrente teórica que acredita na desnaturalização dos sexos, vendo-os como construção cultural e social. percebendo que não se deve hierarquizar a partir das orientações sexuais. Portanto, contra todo e qualquer tipo de descriminação sexista.
Vejo o posicionamento do TSF com alegria por entender que é um passo importante no processo de desmistificação da idéia que a orientação sexual interfere na conduta e no caráter das pessoas, que acredito, não devem ser avaliadas por esse critério.
Reconhecer a união homo afetiva é entender que a família, em sendo também construção cultural e social, é mutável e que nem toda mudança, por pior que aparente, deve ser vista como nefasta.
VIVA A DIVERSIDADE! A ÚNICA COISA QUE TEMOS EM COMUM É A CAPACIDADE DE SERMOS DIFERENTES, como atesta o antropólogo francês, La Plantine.
05/05/2011
Você (Ou: Como o Amor me Deixa Boba)
Um encontro
Um encanto
E pronto
Tudo passou a ser diferente
Não sei o que acontece com a vida da gente
Que a partir de certos encontros tudo muda de repente
Se é certo ou errado, nem se sabe
O que é sabido e acredito é que foi permitido
Senão não seria o que é, senão não faria sentido
Sentido é – sinto tanto!
E cada vez mais, esse encanto
Encanto que vem desse encontro
Quando entre tantas pessoas, meus olhos viram você
Meu coração lhe acomodou
E aqui, boba eu estou
Feliz por ter encontrado você
Desejando encantar você
E sempre querendo dizer
Que amo - amo mesmo você
Lola (05/05/11)
04/05/2011
Dia Das Mães
Aproxima-se o dia da s mães e eu sinto saudades de um tempo em que a minha mãe era lúcida.Tempo em que eu escolhia o presente a lhe dar no 2º domingo de maio.
Este ano darei um presentinho a ela, claro, mas não é fácil escolher o que dar, visto que ela certamente não entenderá do que se trata.
Este tipo de coisa às vezes me deixa meio triste, assumo. Mas na verdade, normalmente sou muito agradecida a Deus por tê-la ainda conosco, mesmo que esquecidinha. Ela é linda e mais linda ainda a luz que ela irradia, de forma que estar pertinho dela me faz muito feliz.
Todas as tardes de sexta feira dedico ao seu cuidado, pois fizemos revezamento, eu e minhas irmãs, já que ela se tornou completamente dependente dos nossos cuidados. A não ser quando não me encontro na cidade, nada me impede de ser e ter sua companhia nas tardes de sexta feira. Além disso, o final de tarde de domingo e praticamente a noite toda, estou lá em sua casa, dividindo com meus irmãos a companhia dela. É assim que me refaço que absorvo a energia necessária para uma semana de suor e sorrisos.
Nesta semana dedicada às mães, peço de maneira especial por sua saúde, por sua paz de espírito e por seu conforto. Peço também a Deus que nos permita estar com ela por um bom tempo.
Minha mãe é exemplo de dedicação, amor e suavidade. De sorriso fácil e docilidade. Um exemplar perfeito da condição materna.
Uma viva a minha mãe e um viva a todas as mães do mundo!
FELIZ DIA DAS MÃES!
Lola (04/05/11)
01/05/2011
Feliz Aniversário!
Hoje se estivesse vivo meu pai faria 97 anos. Sinto falta dele e de tudo o que tem a ver com ele. Dos 1º de maio festivos do amanhecer ao final do dia. Ao mesmo tempo, o tenho tão presente em minha vida que muitas vezes penso que vou chegar lá em casa e encontrá-lo. E que ele me receberá como sempre o fez: - Olá, filhinha. Era assim que papai se dirigia a mim.
Essa suavidade, esse jeito de ser, me acompanharão pra todo o sempre. Assim como sua luz inigualável. É ela que clareia os meus dias, que me faz sorrir e acreditar que tudo vale à pena.
Saudade acompanhada é o que sinto. E agradeço muito a Deus uma bênção como esta. Porque só quem realmente ama e é amada pode se sentir assim. E o nosso amor é infinito, perpassará anos, vidas e situações. E não direi que é inabalável, posto que o percebo crescer a cada vez que o penso.
E é com este sentimento que hoje consigo dizer: Parabéns papai! Feliz aniversário! Viva você! Eternamente...
Lola (1º de maio de 2011)
Essa suavidade, esse jeito de ser, me acompanharão pra todo o sempre. Assim como sua luz inigualável. É ela que clareia os meus dias, que me faz sorrir e acreditar que tudo vale à pena.
Saudade acompanhada é o que sinto. E agradeço muito a Deus uma bênção como esta. Porque só quem realmente ama e é amada pode se sentir assim. E o nosso amor é infinito, perpassará anos, vidas e situações. E não direi que é inabalável, posto que o percebo crescer a cada vez que o penso.
E é com este sentimento que hoje consigo dizer: Parabéns papai! Feliz aniversário! Viva você! Eternamente...
Lola (1º de maio de 2011)
25/04/2011
Exageros meus
Se sempre gostei de poesia
Imagina depois de lhe conhecer
Se pra mim a vida soa como música e aos meus ouvidos encanta
Imagina agora em sua companhia
Não importa se tem lua e é dia
Se o sol invade a noite e tudo é claro
É claro que sempre fui e serei feliz com ou sem você (será?)
Mas agora tudo está otimizado
Tudo é agrado ao meu sentir exagerado
Nem tudo falo por cautela em lhe dizer
Tenho medo do exagero lhe afastar
Sou intensa, quero muito, sou gulosa
E às vezes penso que é melhor me acalmar
Mas minha calma me leva a sonhos lindos
E neles sua presença se declara
Volto aos exageros, sinto medo de perder
E quero mais, sempre mais quero ter você
Lola (25/04/11)
Imagina depois de lhe conhecer
Se pra mim a vida soa como música e aos meus ouvidos encanta
Imagina agora em sua companhia
Não importa se tem lua e é dia
Se o sol invade a noite e tudo é claro
É claro que sempre fui e serei feliz com ou sem você (será?)
Mas agora tudo está otimizado
Tudo é agrado ao meu sentir exagerado
Nem tudo falo por cautela em lhe dizer
Tenho medo do exagero lhe afastar
Sou intensa, quero muito, sou gulosa
E às vezes penso que é melhor me acalmar
Mas minha calma me leva a sonhos lindos
E neles sua presença se declara
Volto aos exageros, sinto medo de perder
E quero mais, sempre mais quero ter você
Lola (25/04/11)
21/04/2011
Dos Prazeres da Escrita
Adoro a palavra escrita. Ela combina comigo de tal maneira que muitas vezes sinto vontade de escrever ao pé do ouvido... De sussurrar um texto escrito na hora, no calor da emoção.
Me apraz muito mais a caneta ou os teclados do que um microfone. Nada contra o microfone, as platéias, até porque sinto muito prazer em sala de aula e me faço compreender muito bem.
Mas a escrita me fascina de um jeito que não tem jeito.Tenho que partir para o papel, para o monitor de um computador.
Chego a escrever em guardanapos, em papel higiênico ou de embrulho, para não perder o clima do momento da inspiração. E quando falo em inspiração não estou querendo dizer que sou muito inspirada, que tenho idéias fantásticas, não. Mas as que tenho são minhas, fazem parte de mim, de minha identidade, que venho construindo nestes meus 46 anos.
Gosto tanto de escrever, que já falei tudo isto que escrevo agora muitas vezes, e nem por isso deixei de desejar um momento em que aflorasse, saltando à boca, ou melhor, às teclas, umas palavrinhas, pra que eu me deliciasse com elas a cada dígito e depois a cada releitura.
Quero escrever o mais que puder e quero isso agora. Quero dizer o que eu sinto o que desejo e o que me dá medo. Quero ser feliz ou triste o que é comum acontecer, mas quero sentir tudo isso em minhas mãos, nas pontas dos dedos.
E o bom da escrita é que o interlocutor pode estar à distância e pode nem ler hoje o que digo. Mas se um dia ele, o interlocutor que desejo acessar meus escritos, ah, isso me trás uma felicidade ímpar e sem preço. A alegria que eu quero e que eu mereço. Por isso mesmo continuarei a escrever.
Escreverei palavras amenas. Escreverei palavras pequenas. Escreverei meus sentimentos e até o meu lamento. Mas jamais deixarei de escrever.
Lola (20/04/11)
Me apraz muito mais a caneta ou os teclados do que um microfone. Nada contra o microfone, as platéias, até porque sinto muito prazer em sala de aula e me faço compreender muito bem.
Mas a escrita me fascina de um jeito que não tem jeito.Tenho que partir para o papel, para o monitor de um computador.
Chego a escrever em guardanapos, em papel higiênico ou de embrulho, para não perder o clima do momento da inspiração. E quando falo em inspiração não estou querendo dizer que sou muito inspirada, que tenho idéias fantásticas, não. Mas as que tenho são minhas, fazem parte de mim, de minha identidade, que venho construindo nestes meus 46 anos.
Gosto tanto de escrever, que já falei tudo isto que escrevo agora muitas vezes, e nem por isso deixei de desejar um momento em que aflorasse, saltando à boca, ou melhor, às teclas, umas palavrinhas, pra que eu me deliciasse com elas a cada dígito e depois a cada releitura.
Quero escrever o mais que puder e quero isso agora. Quero dizer o que eu sinto o que desejo e o que me dá medo. Quero ser feliz ou triste o que é comum acontecer, mas quero sentir tudo isso em minhas mãos, nas pontas dos dedos.
E o bom da escrita é que o interlocutor pode estar à distância e pode nem ler hoje o que digo. Mas se um dia ele, o interlocutor que desejo acessar meus escritos, ah, isso me trás uma felicidade ímpar e sem preço. A alegria que eu quero e que eu mereço. Por isso mesmo continuarei a escrever.
Escreverei palavras amenas. Escreverei palavras pequenas. Escreverei meus sentimentos e até o meu lamento. Mas jamais deixarei de escrever.
Lola (20/04/11)
FELIZ PÁSCOA!
F esta dos cristãos, tão importante
E sta que ora comemoramos
L uz, paz de espírito nos trás
I sto que quero demonstrar
Z ela por nós o nosso pai
P ai que também é nosso irmão
A trindade santíssima nos conforta
S e nela cremos não há nenhum temor
C uida de nós os pecadores
O lha por cada um e afirma
A vida só vale a pena ser vivida se a sua palavra for cumprida
Que o espírito do Deus que se fez homem e que sofreu por nós nos encha de esperança de uma vida plena de amor e fraternidade.
Lola (20/04/11)
E sta que ora comemoramos
L uz, paz de espírito nos trás
I sto que quero demonstrar
Z ela por nós o nosso pai
P ai que também é nosso irmão
A trindade santíssima nos conforta
S e nela cremos não há nenhum temor
C uida de nós os pecadores
O lha por cada um e afirma
A vida só vale a pena ser vivida se a sua palavra for cumprida
Que o espírito do Deus que se fez homem e que sofreu por nós nos encha de esperança de uma vida plena de amor e fraternidade.
Lola (20/04/11)
18/04/2011
Sem Querer Ser Piegas (e já sendo)
Hoje estou com os pés descalços
Lavo a louça, limpo a casa
Preparando-a pra semana
Que se inicia amanhã
Hoje é final de semana
Limpo tudo e deixo pronto
Pra que este fim seja agradável (há fins que não são)
Sábado à noite é momento de curtir tudo o que fiz
Como pasteis, devoro a pizza
A minha gula se multiplica
Desejo tudo, devoro tudo
Embora nem tudo a mim se oferte
Fim de semana, início de outra
Sábado e domingo, tão diferentes
Prefiro a sexta, dia da cerveja (embora escolha sempreo whisky)
E em cada trago, uma música ouvida
Em cada letra, uma conexão
Em cada sentido a falta de
A ausência de sentido me põe alerta
Sinto-me segura (me segura)
“Hoje é sábado, amanhã é domingo...”
A vida segue (e é tão breve!)
Desejo a semana que vem com alegria
Alegria que se irradia a partir do sorriso e do suor que invisto
Lola (16/04/11)
Lavo a louça, limpo a casa
Preparando-a pra semana
Que se inicia amanhã
Hoje é final de semana
Limpo tudo e deixo pronto
Pra que este fim seja agradável (há fins que não são)
Sábado à noite é momento de curtir tudo o que fiz
Como pasteis, devoro a pizza
A minha gula se multiplica
Desejo tudo, devoro tudo
Embora nem tudo a mim se oferte
Fim de semana, início de outra
Sábado e domingo, tão diferentes
Prefiro a sexta, dia da cerveja (embora escolha sempreo whisky)
E em cada trago, uma música ouvida
Em cada letra, uma conexão
Em cada sentido a falta de
A ausência de sentido me põe alerta
Sinto-me segura (me segura)
“Hoje é sábado, amanhã é domingo...”
A vida segue (e é tão breve!)
Desejo a semana que vem com alegria
Alegria que se irradia a partir do sorriso e do suor que invisto
Lola (16/04/11)
14/04/2011
Meu Bem Meu Bem
Não quero um amor que me divida
Amor é chegada, nunca partida
Amor é encontro e não despedida
Amar é declarar-se e não subterfúgios
Se me ama, preencha as entrelinhas
Pois ando meio arredia, sem disposição
Pra interpretação duvidosa - que droga!
Amar é gostar de sentir-se assim
Tão frágil e tão forte que nada é capaz
De fazer desistir e é sempre querer mais
Mesmo sendo capaz de entender que nem sempre
O amor acontece de maneira tranquila
E mesmo assim sentir-se contemplado
Com a melhor sensação que se pode sentir
Amar é gostar de cantar assim
“Meu bem, meu bem, meu bem (que outros cantores chamam baby)”
Lola (14/04/11)
Amor é chegada, nunca partida
Amor é encontro e não despedida
Amar é declarar-se e não subterfúgios
Se me ama, preencha as entrelinhas
Pois ando meio arredia, sem disposição
Pra interpretação duvidosa - que droga!
Amar é gostar de sentir-se assim
Tão frágil e tão forte que nada é capaz
De fazer desistir e é sempre querer mais
Mesmo sendo capaz de entender que nem sempre
O amor acontece de maneira tranquila
E mesmo assim sentir-se contemplado
Com a melhor sensação que se pode sentir
Amar é gostar de cantar assim
“Meu bem, meu bem, meu bem (que outros cantores chamam baby)”
Lola (14/04/11)
Se
Se estou interditada e em mim não transitas
Que pelo menos haja reciprocidade
Que não distribuas palavras ao vento
Que eu possa catar e pensar que são minhas
Se elas se dispersam no ar e eu não mais consigo
Uma leitura fiel ao que querem dizer
Ficarei sempre mais distante de você
E o que fazer com tanto sentimento
Vai virar lamento até o esquecimento
Triste sina teria um amor assim
Passaria a ser coisa ruim
E é sua natureza beleza sem fim
Lola (14/04/11)
Que pelo menos haja reciprocidade
Que não distribuas palavras ao vento
Que eu possa catar e pensar que são minhas
Se elas se dispersam no ar e eu não mais consigo
Uma leitura fiel ao que querem dizer
Ficarei sempre mais distante de você
E o que fazer com tanto sentimento
Vai virar lamento até o esquecimento
Triste sina teria um amor assim
Passaria a ser coisa ruim
E é sua natureza beleza sem fim
Lola (14/04/11)
13/04/2011
Feito Fênix
Sou capaz de ressurgir das cinzas feito fênix
Também sei cantar, bem alto o meu canto
Até que encontre um canto aonde possa
Aninhar-me e me desfazer do pranto
Então me acalmo e me encanto novamente
E de repente cá estou eu, a desejar
Alçar novos vôos, ter novas perspectivas
E assim a vida continuar
Longe de tudo o que me for nefasto
De tudo o mais, quanto não me servir
Posso até nadar em lágrimas nesse instante
Mas sei que tudo sempre há de ter um fim
E que este fim seja apenas do meu pranto
Jamais seja relacionado a mim
E vou voando, sou uma fênix, acredite
E nada me impede de voltar a sorrir
Lola(06 – 13/04/11)
11/04/2011
Das incertezas
Desejar-te é bom, mas me dá medo
Sinto o peso de querer tanto assim
Me incomoda a distância, o (des)compromisso
Me incomoda te querer só para mim
O que faço se o teu olhar me persegue
Mesmo que esconda muitas vezes, se impõe
Como tu mesmo, aqui cá dentro do meu peito
E eu me perco pensando me preservar
Que ilusão vivo agora – e agora?
Tu vais embora sem nem mesmo eu ver chegar
Mas continuas insistente no meu leito
Quando me deito tentando descansar
Lá vem o olhar, que me inquieta e me apavora
Lá está o sorriso carinhoso que já vi
E continua se impondo a tua presença
Junto à ausência que eu sinto sempre aqui
E haja incertezas brincando com meu sentir
Mas uma certeza me acompanha sempre sim
Esta certeza é o que me faz buscar a ti
Mesmo sabendo que é perigoso o teu olhar
É perigoso e inevitável eu bem sei
Tão magnético, atraente e verdadeiro
Que a única coisa que eu sinto quando o vejo
É essa vontade de te dar um milhão de” xeros”
Lola (11/04/11)
Sinto o peso de querer tanto assim
Me incomoda a distância, o (des)compromisso
Me incomoda te querer só para mim
O que faço se o teu olhar me persegue
Mesmo que esconda muitas vezes, se impõe
Como tu mesmo, aqui cá dentro do meu peito
E eu me perco pensando me preservar
Que ilusão vivo agora – e agora?
Tu vais embora sem nem mesmo eu ver chegar
Mas continuas insistente no meu leito
Quando me deito tentando descansar
Lá vem o olhar, que me inquieta e me apavora
Lá está o sorriso carinhoso que já vi
E continua se impondo a tua presença
Junto à ausência que eu sinto sempre aqui
E haja incertezas brincando com meu sentir
Mas uma certeza me acompanha sempre sim
Esta certeza é o que me faz buscar a ti
Mesmo sabendo que é perigoso o teu olhar
É perigoso e inevitável eu bem sei
Tão magnético, atraente e verdadeiro
Que a única coisa que eu sinto quando o vejo
É essa vontade de te dar um milhão de” xeros”
Lola (11/04/11)
09/04/2011
Apaixonada
A pavoradamente pensativa
P enso em você todos os dias, toda hora
A í me pergunto porque isso, ora bolas
I gnorando o coração tento esquecer
X ô pensamento, xô solidão, xô bem querer
O u tenho tudo, ou nada tenho
N ada é duro de suportar
A paixonada peço clemência
D eus haverá de me escutar
A h, só Deus mesmo, pra a mim lhe dar
Lola (07/04/11)
P enso em você todos os dias, toda hora
A í me pergunto porque isso, ora bolas
I gnorando o coração tento esquecer
X ô pensamento, xô solidão, xô bem querer
O u tenho tudo, ou nada tenho
N ada é duro de suportar
A paixonada peço clemência
D eus haverá de me escutar
A h, só Deus mesmo, pra a mim lhe dar
Lola (07/04/11)
06/04/2011
Leite Derramado
Não sou de chorar o leite derramado
Nem de me indispor se não agrado
Penso que tudo na vida é exatamente
Como tem de ser e é assim que é
Faço minha parte, até dou conta
Mas jamais farei de conta que agrado
E se isso tem de ser o meu fardo
Que eu o suporte e não reclame, até por que
Fui eu quem se aproximou de você
E que compreendi tudo errado
Devo até me desculpar, isso eu acho
Mas nunca, nunca, mau vou lhe querer
Fiquemos assim, então, é o que espero
Você aí e eu aqui quietinha
Amiga, posso e quero ser, é claro
Mas xeros nunca mais, meu bem querer
Nem de me indispor se não agrado
Penso que tudo na vida é exatamente
Como tem de ser e é assim que é
Faço minha parte, até dou conta
Mas jamais farei de conta que agrado
E se isso tem de ser o meu fardo
Que eu o suporte e não reclame, até por que
Fui eu quem se aproximou de você
E que compreendi tudo errado
Devo até me desculpar, isso eu acho
Mas nunca, nunca, mau vou lhe querer
Fiquemos assim, então, é o que espero
Você aí e eu aqui quietinha
Amiga, posso e quero ser, é claro
Mas xeros nunca mais, meu bem querer
31/03/2011
Ele
Ele que invento enquanto adormeço
Que no sonho me visita e me ama
Tem cheiro bom de orvalho em flor
E tem cor alegre que me acalma
Ao mesmo tempo em que provoca
Sensações acaloradas
Dessas que, enquanto dorme, a gente baba
Lola (30/03/11)
Que no sonho me visita e me ama
Tem cheiro bom de orvalho em flor
E tem cor alegre que me acalma
Ao mesmo tempo em que provoca
Sensações acaloradas
Dessas que, enquanto dorme, a gente baba
Lola (30/03/11)
TEQUILA VERMELHA
É sabido que gosto de bebidas
Das que ardem a boca e suavizam a alma
Espero por merecer uma dose de TEQUILA
VERMELHA , da cor do sangue que transborda
Em mim, onde há vida latejante
Se a Editora Record achar que deve
Estarei tranqüila e aguardarei o presente
E num futuro próximo contarei a todos
Da MQ, a experiência lida
Nas páginas do livro almejado por todos
Mas que só a mim e a outro foi doado
E agradecerei com um poema embriagado.
Lola (30/03/11)
Das que ardem a boca e suavizam a alma
Espero por merecer uma dose de TEQUILA
VERMELHA , da cor do sangue que transborda
Em mim, onde há vida latejante
Se a Editora Record achar que deve
Estarei tranqüila e aguardarei o presente
E num futuro próximo contarei a todos
Da MQ, a experiência lida
Nas páginas do livro almejado por todos
Mas que só a mim e a outro foi doado
E agradecerei com um poema embriagado.
Lola (30/03/11)
Poemeto Teu
De todos os poemas que já fiz
Nenhum veio do pensamento em ti
Talvez por isso mesmo nenhum valha
Enquanto sentimento da minh’alma
Quanto esse que acaba de sair
Do coração pra te fazer sorrir
E eu me sentir assim, apaixonada.
Lola (09/03/11)
Nenhum veio do pensamento em ti
Talvez por isso mesmo nenhum valha
Enquanto sentimento da minh’alma
Quanto esse que acaba de sair
Do coração pra te fazer sorrir
E eu me sentir assim, apaixonada.
Lola (09/03/11)
26/03/2011
Vou ser vovó
Vou ser vovó - e agora?
Eu não sei nem tricotar
Mas será mesmo preciso
Fazer tricô e bordar?
Ou já basta todo o amor
Que eu tiver no coração
Pra que esteja preparada
Pra cantar uma canção
Pra ninar e cuidar bem
Embalar com meu carinho
Meu querido, meu netinho
Que a tempo espero e desejo
E Deus num sopro “maneiro”
Escolheu e enviou
Presente do Nosso Senhor
Deve ser tudo de bom
E já é muito amado
Aguardado com carinho
Como se um pequeno anjinho
Fosse descer lá do céu
Pra ficar aqui conosco
Por um tempo prazeroso
Cheio de conhecimentos
Coisas boas, sem lamento
Seja Marcelo ou Alice
O importante é que chegue
Com saúde e alegria
Será o xodó da tia
Da vovó e do vovozinho
Que ansiosos esperam
Pra conhecer seu rostinho
Anjo em forma de netinho
Lola (26/03/11)
Eu não sei nem tricotar
Mas será mesmo preciso
Fazer tricô e bordar?
Ou já basta todo o amor
Que eu tiver no coração
Pra que esteja preparada
Pra cantar uma canção
Pra ninar e cuidar bem
Embalar com meu carinho
Meu querido, meu netinho
Que a tempo espero e desejo
E Deus num sopro “maneiro”
Escolheu e enviou
Presente do Nosso Senhor
Deve ser tudo de bom
E já é muito amado
Aguardado com carinho
Como se um pequeno anjinho
Fosse descer lá do céu
Pra ficar aqui conosco
Por um tempo prazeroso
Cheio de conhecimentos
Coisas boas, sem lamento
Seja Marcelo ou Alice
O importante é que chegue
Com saúde e alegria
Será o xodó da tia
Da vovó e do vovozinho
Que ansiosos esperam
Pra conhecer seu rostinho
Anjo em forma de netinho
Lola (26/03/11)
21/03/2011
Sobre Mulher e Vinho – Mistura Quente
A mulher pega o vinho e enche a taça
Sente o cheiro do tinto muito fresco
Degusta como quem se delicia
Com a vida em forma de poesia
Enche a taça novamente e bebe tudo
O conteúdo da garrafa vai-se indo
E a mulher sente-se suave, quase dormindo
E deita o corpo a procura de abrigo
Em outro corpo que só ela sente e gosta
Que só ela se apodera e se deleita
Depois adormece satisfeita e refeita
E noutras noites abrirá outras garrafas
Do puro vinho que é da cor de sangue puro
Do que ela dá todos os dias, dando duro
Cujo cansaço elimina com uns goles
Do vinho tinto guardado em sua adega
Com ele a vida segue em frente, sempre em festa
E desce suave, prazerosa e degustada
Quase como uma dose de vinho em fina taça
Que a mulher ousa repetir em prol da causa
Lola (20 e 21/03/11)
Sente o cheiro do tinto muito fresco
Degusta como quem se delicia
Com a vida em forma de poesia
Enche a taça novamente e bebe tudo
O conteúdo da garrafa vai-se indo
E a mulher sente-se suave, quase dormindo
E deita o corpo a procura de abrigo
Em outro corpo que só ela sente e gosta
Que só ela se apodera e se deleita
Depois adormece satisfeita e refeita
E noutras noites abrirá outras garrafas
Do puro vinho que é da cor de sangue puro
Do que ela dá todos os dias, dando duro
Cujo cansaço elimina com uns goles
Do vinho tinto guardado em sua adega
Com ele a vida segue em frente, sempre em festa
E desce suave, prazerosa e degustada
Quase como uma dose de vinho em fina taça
Que a mulher ousa repetir em prol da causa
Lola (20 e 21/03/11)
17/03/2011
De Gole em Gole
Bebo a vida contida no copo de whisky
Sinto seu gosto forte que me atiça
Largo o mau humor e a preguiça
E mexo o gelo com os dedos
Nada há mais, não há segredos
Sorvo com gosto tudo isso
Tirando o gosto com as mãos
Sempre estendidas em acolhida
Em afazeres e em afagos
Mal sinto o dia chegar a cabo
E me recolho ao perceber
E o amanhã virá para eu viver
Tudo de novo do meu jeito
E quem não achar que é direito
Que escolha, exerça o livre arbítrio
Fazendo seus dias mais bonitos
E vivendo sempre ao seu gosto
Isto não me trás nenhum desgosto
Pelo contrário, me interesso
Por tudo o quanto for diverso
Vida vivida, absorvida
Como um gole de bebida
Whisky, a minha preferida
Metáfora do líquido que vivifica
Toda nuance nela contida
Lola (17/03/11)
Sinto seu gosto forte que me atiça
Largo o mau humor e a preguiça
E mexo o gelo com os dedos
Nada há mais, não há segredos
Sorvo com gosto tudo isso
Tirando o gosto com as mãos
Sempre estendidas em acolhida
Em afazeres e em afagos
Mal sinto o dia chegar a cabo
E me recolho ao perceber
E o amanhã virá para eu viver
Tudo de novo do meu jeito
E quem não achar que é direito
Que escolha, exerça o livre arbítrio
Fazendo seus dias mais bonitos
E vivendo sempre ao seu gosto
Isto não me trás nenhum desgosto
Pelo contrário, me interesso
Por tudo o quanto for diverso
Vida vivida, absorvida
Como um gole de bebida
Whisky, a minha preferida
Metáfora do líquido que vivifica
Toda nuance nela contida
Lola (17/03/11)
16/03/2011
Sobre o Japão e outras catástrofes
Quanto mais vivemos calamidades, mais percebemos que Deus, em forma de natureza, é maior que tudo. Nós, humanos, muitas vezes pensamos que estamos no controle; ledo engano, apenas “brincamos de casinha”, enquanto Deus nos olha e nos sonda.
O que temos visto no Japão nos tem dado uma amostra de como ser potência mundial não conta, quando a natureza quer seguir seu curso.
Os espiritualistas acreditam que quando há catástrofes e muitas pessoas morrem, o que eles chamam desencarne em massa, há explicações para o fato e elas passam pela lei do karma – karma coletivo ,no caso.
E nós, leigos, homens ordinários, que haveremos de pensar sobre isto tudo? Tenho me perguntado: o que será que Deus está intencionando com esses acontecimentos? Sim, porque há de haver um motivo, já que nada na vida acontece por acaso.
Meu Deus, do céu...te peço por todos que sofrem com as calamidades...por todos que pranteiam coletivamente...te peço esperança para o coração dos que sofrem...te peço pra não perder a fé que tenho que tudo tem um sentido maior. E assim sendo, acreditar que dias melhores estão por vir, que a humanidade está passando por momento de transição para um mundo melhor. Assim espero.
Lola (16/03/11)
15/03/2011
Mãos Limpas
Mãos que foram feitas pra curar
Nunca deveriam errar
O erro compromete a fé
Na saúde, no dom da cura
“Deus proveu, Deus proverá
Sua misericórdia não faltará”
Quando tudo virar passado
As mãos limpas hão de voltar
Voltar a curar, que é a sua natureza
E Deus estará junto, sempre, com certeza!
Lola (15/03/11)
Nunca deveriam errar
O erro compromete a fé
Na saúde, no dom da cura
“Deus proveu, Deus proverá
Sua misericórdia não faltará”
Quando tudo virar passado
As mãos limpas hão de voltar
Voltar a curar, que é a sua natureza
E Deus estará junto, sempre, com certeza!
Lola (15/03/11)
Sobre o Abraço
A sensação do abraço não se finda
Quando termina o abraço que nós damos
Ela fica impregnada de um jeito
Que não há como se desfazer da sensação
No coração o sentimento nos avisa
Que há verdade no abraço recebido
E dessa forma passamos a perceber
O outro como parte de nós mesmos
E é tão gostoso sentir dentro do peito
O que emana de um abraço carinhoso
Que tem o dom de nos dar prazer de novo
Ao relembrarmos que trocamos um abraço
Lola (15/03/11)
14/03/2011
POESIA (2)
P raticar a metáfora
O lhar tudo e ver poesia
E a vida que permite
S em ela seria vazia
I ato, lugar a ermo
A h, como nos traz alegria!
Tudo é poesia e se escrevo é poema [;)]
O lhar tudo e ver poesia
E a vida que permite
S em ela seria vazia
I ato, lugar a ermo
A h, como nos traz alegria!
Tudo é poesia e se escrevo é poema [;)]
14 de Março
Dia da poesia
De receber poesia em forma de presente
De se fazer presente por meio da poesia
De fazer poesia e de parabenizar o poeta
De parabenizar a poesia e se fazer poeta
Lola (14/03/11)
De receber poesia em forma de presente
De se fazer presente por meio da poesia
De fazer poesia e de parabenizar o poeta
De parabenizar a poesia e se fazer poeta
Lola (14/03/11)
08/03/2011
08 DE MARÇO DE 2011
Você é uma das mulheres da minha vida
Rosa do meu roseiral
Motivo da minha alegria
Poema do meu sarau
Felicidade a você
Um lindo 08 de março
Que Deus lhe proteja sempre
Aceite o meu abraço
Lola (08 demarço de 2011)
Rosa do meu roseiral
Motivo da minha alegria
Poema do meu sarau
Felicidade a você
Um lindo 08 de março
Que Deus lhe proteja sempre
Aceite o meu abraço
Lola (08 demarço de 2011)
Mulheres
Não precisamos de resgate, não estamos à deriva
Somos completas, acredite, embora bem repartidas
Divididas com os amigos, o trabalho a família
Tudo isso nos compõe e nos identifica
Mesmo em tempos de tormenta estamos aí, na luta
E se houver calmaria, bem alegrares estaremos
E faremos companhia a todos sem distinção
É nosso maior legado, acalentar coração
Que não estiver contente em alguma situação
Somos mulheres, meninas, mães, irmãs, grandes amigas
Mas como qualquer ser humano podemos ser bem malignas
Pois nosso jeito de ser, embora a cultura dite
Não é algo imutável, sempre encontrado n’agente
Sabemos reelaborar o que ela nos dá de presente
E fazemos do nosso jeito, imprimimos nossa marca
Seja ela boa ou uma farsa, humanas, somos assim
E quem não estiver satisfeito, procure um outro jeito
Que seja mais que completo
Duvido muito que ache, pois a fórmula da mulher
Deus decorou e não passou como receita a ninguém
Pois é o melhor que Ele tem
E só homem muito esperto é feminino também
Como o Super Homem de Gil, cuja “porção mulher”, é o que há de melhor
Fazendo-lhe tanto bem
Não precisamos ser super, pois somos gente também
Lola (05/03/11)
Somos completas, acredite, embora bem repartidas
Divididas com os amigos, o trabalho a família
Tudo isso nos compõe e nos identifica
Mesmo em tempos de tormenta estamos aí, na luta
E se houver calmaria, bem alegrares estaremos
E faremos companhia a todos sem distinção
É nosso maior legado, acalentar coração
Que não estiver contente em alguma situação
Somos mulheres, meninas, mães, irmãs, grandes amigas
Mas como qualquer ser humano podemos ser bem malignas
Pois nosso jeito de ser, embora a cultura dite
Não é algo imutável, sempre encontrado n’agente
Sabemos reelaborar o que ela nos dá de presente
E fazemos do nosso jeito, imprimimos nossa marca
Seja ela boa ou uma farsa, humanas, somos assim
E quem não estiver satisfeito, procure um outro jeito
Que seja mais que completo
Duvido muito que ache, pois a fórmula da mulher
Deus decorou e não passou como receita a ninguém
Pois é o melhor que Ele tem
E só homem muito esperto é feminino também
Como o Super Homem de Gil, cuja “porção mulher”, é o que há de melhor
Fazendo-lhe tanto bem
Não precisamos ser super, pois somos gente também
Lola (05/03/11)
07/03/2011
Sobre o Carnaval
O antropólogo brasileiro, Roberto DaMatta escreveu vários artigos sobre o carnaval, num deles, fala sobre “Carnaval, Malandros e Heróis”, mostrando como esta festa se popularizou no Brasil e passou a ser um item de destaque da identidade brasileira.
Há pessoas que dizem da artificial alegria que contagia a todos os foliões, tornando-os meio bobos ou com ar de falsidade. Eu diria que, como qualquer outra faceta da vida social, o carnaval é sim artifício, mas jamais poderá ser confundido com falseamento, posto que reflete no povo brasileiro todo um jeito de ser que ele constrói ao longo de sua existência e que extravasai no período momesco.
O carnaval é alegria brasileira em overdose. É bônus de sorriso e de fantasia.
Eu, particularmente não irei brincar este carnaval, mas, sinceramente, desejo a todos que se ocuparão dos festejos de Momo, um tempo de alegria e paz, na esperança que sirvam de mola propulsora para o desenrolar das atividades deste ano de 2011, que está apenas começando.
FELIZ CARNAVAL A TODOS!
Há pessoas que dizem da artificial alegria que contagia a todos os foliões, tornando-os meio bobos ou com ar de falsidade. Eu diria que, como qualquer outra faceta da vida social, o carnaval é sim artifício, mas jamais poderá ser confundido com falseamento, posto que reflete no povo brasileiro todo um jeito de ser que ele constrói ao longo de sua existência e que extravasai no período momesco.
O carnaval é alegria brasileira em overdose. É bônus de sorriso e de fantasia.
Eu, particularmente não irei brincar este carnaval, mas, sinceramente, desejo a todos que se ocuparão dos festejos de Momo, um tempo de alegria e paz, na esperança que sirvam de mola propulsora para o desenrolar das atividades deste ano de 2011, que está apenas começando.
FELIZ CARNAVAL A TODOS!
02/03/2011
Fala Zelito...
Comentário
Joselito Lucena
15 de Julho de 2010
Nada acontece por acaso. Não procure decifrar enigmas; você pode encontrar algumas soluções, mas elas estão bem longe de uma amostragem como de como foi, onde foi, porque foi. As verdades estão bem ocultas e longe de serem reveladas.
Por que essa ânsia de descobrir o que causou a mudança, quando ela mostra que houve uma melhoria acentuada com pequeníssimas exceções. Interessante! Depois desse meu acidente, cuja duração já atinge sete meses, nada a lamentar. È tocar o barco pra frente. È dar a volta por cima e gozar a vida, hoje mais alegre do que antes, mais gostosa de ser vivida.
Finalmente, não sei por que estou escrevendo isso se sou um homem feliz, de uma família espetacular, de companheira compreensiva, de filhos que sabem como dar afeto, carinho, assistência sem pensar em retribuição. Dentro de um conceito bíblico “crescei e multiplicai”, o prazer dos filhos, filhas, netos, que nas contas somam sete, bisnetos cinco – 3 mulheres e dois homens – noras, cunhadas, enfim, tudo que um homem feliz deseja ter.
Nada acontece por acaso. Vem uma mudança às vezes repentina ou silenciosamente com mais tempero para os pensamentos e análises. Falta mais alguma coisa? Falta sim! O reconhecimento aos que gostam e amam embora distantes, mas que têm o calor e o sentimento de um coração que não é ingrato e que por isso mesmo tem a coragem de dizer: “nada acontece por acaso”.
Esse desabafo repentino é para agradecer a sua admiração, o seu carinho... O seu afeto... o amor...o respeito de um escriba que através da voz... Um simples locutor granjeou a simpatia e admiração de uma cidade.
*Comentário escrito por Joselito Lucena em 15 de julho de 2010, não levado ao ar, localizado pela família entre seus escritos em 01 de março de 2011.
Joselito Lucena
15 de Julho de 2010
Nada acontece por acaso. Não procure decifrar enigmas; você pode encontrar algumas soluções, mas elas estão bem longe de uma amostragem como de como foi, onde foi, porque foi. As verdades estão bem ocultas e longe de serem reveladas.
Por que essa ânsia de descobrir o que causou a mudança, quando ela mostra que houve uma melhoria acentuada com pequeníssimas exceções. Interessante! Depois desse meu acidente, cuja duração já atinge sete meses, nada a lamentar. È tocar o barco pra frente. È dar a volta por cima e gozar a vida, hoje mais alegre do que antes, mais gostosa de ser vivida.
Finalmente, não sei por que estou escrevendo isso se sou um homem feliz, de uma família espetacular, de companheira compreensiva, de filhos que sabem como dar afeto, carinho, assistência sem pensar em retribuição. Dentro de um conceito bíblico “crescei e multiplicai”, o prazer dos filhos, filhas, netos, que nas contas somam sete, bisnetos cinco – 3 mulheres e dois homens – noras, cunhadas, enfim, tudo que um homem feliz deseja ter.
Nada acontece por acaso. Vem uma mudança às vezes repentina ou silenciosamente com mais tempero para os pensamentos e análises. Falta mais alguma coisa? Falta sim! O reconhecimento aos que gostam e amam embora distantes, mas que têm o calor e o sentimento de um coração que não é ingrato e que por isso mesmo tem a coragem de dizer: “nada acontece por acaso”.
Esse desabafo repentino é para agradecer a sua admiração, o seu carinho... O seu afeto... o amor...o respeito de um escriba que através da voz... Um simples locutor granjeou a simpatia e admiração de uma cidade.
*Comentário escrito por Joselito Lucena em 15 de julho de 2010, não levado ao ar, localizado pela família entre seus escritos em 01 de março de 2011.
27/02/2011
Encontro ou Como Mário Quintana entrou em minha vida
Como tudo que é bom e que vem e fica
Como uma mistura de palavras bem bonitas
Como a simbiose entre poesia e poeta
Como aquilo que só Deus nos empresta
Como uma luz que pela fresta invade o quarto
Como o escuro que acontece quando apago
Como parte indefinível do meu ser
Como eu, quando encontrei você
Lola (15/02/11)
Resposta a Silvania
Sou tão sem mistérios que até sou “sem graça”
Sorriso bem largo de mim extravasa
Então fico explícita e uma porta aberta
Pra novas conquistas, novas descobertas
Pra mim tudo soa sempre muito bem
Até que me provem o contrário ser
Às vezes por isso eu fico “deprê”
Mas logo isso passa e volto ao normal
Normal, vírgula, ao jeito que sou
E continuo vivendo, sorrindo, pensando
Quem me gosta que goste desse meu jeitinho
E quem não desejar, tudo bem, eu aceito
Mas é melhor se afastar do que ser grosseiro
Jamais aceitarei “inimigos pra sempre”
Melhor esquecer que nos encontramos
Virarmos a página e seguirmos cantando
Lola (26/02/11)
Sorriso bem largo de mim extravasa
Então fico explícita e uma porta aberta
Pra novas conquistas, novas descobertas
Pra mim tudo soa sempre muito bem
Até que me provem o contrário ser
Às vezes por isso eu fico “deprê”
Mas logo isso passa e volto ao normal
Normal, vírgula, ao jeito que sou
E continuo vivendo, sorrindo, pensando
Quem me gosta que goste desse meu jeitinho
E quem não desejar, tudo bem, eu aceito
Mas é melhor se afastar do que ser grosseiro
Jamais aceitarei “inimigos pra sempre”
Melhor esquecer que nos encontramos
Virarmos a página e seguirmos cantando
Lola (26/02/11)
24/02/2011
“Sorria, isto basta”
Quando digo, “sorria, isto basta”
Alguém me diz: - tomou cachaça?
E eu digo nada, nada bebi
O que quero mesmo é ser feliz
E se pra isso, preciso for
Rir o bastante, até da dor
Assim eu faço e continuo
Olhando o mundo, com outros olhos
Além daquele do carrancudo
Sigo sorrindo, sigo cantando
E assim vivendo eu vou levando
Lola (24/02/11)
Chuva e Sol
A tarde é linda, apesar da trovoada
O sol brilha enquanto cai a chuvarada
Flora tremula e vem sempre à janela
Coitada dela que tem medo dos trovões
Ela não sabe que o pior já passou
Os relâmpagos frisaram o céu em esplendor
Nesse momento medo teria sido legítimo
Mas ela não sabe que "trovão não dói", é só um bicho
Mas a tarde é bela, eu repito
E da janela posso ver a união entre sol e chuva
Que o vulgo chama "casamento da viúva"
Prefiro a outra forma que também se diz
É chuva e sol - "Casamento da raposa com o rouxinol"
E logo , logo, o arco-íris surgirá no céu da minha Campina
Relembrarei as tardes de menina
Que vão distantes, mas de mim não saem
Lola ( 23/02/11)
05/02/2011
JOSELITOOOOOO LUCEEEEEEENAAAAAAAAAA
“Hoje – Treze e Campinense...Campinense e Treze ! Perca tudo hoje a tarde, mas não perca a tarde esportiva de hoje!”
Ouvi muito essas palavras na minha infância pronunciadas por um locutor em um carro de som. Eu morava no Santo Antônio e as chamadas se referiam às tardes esportivas no Municipal.
No ano de 1981, conheci Rostand Lucena. Estudávamos juntos no CPUC e as brincadeiras dos colegas do colégio me permitiram saber que se tratava do filho de Joselito Lucena, um narrador e renome na cidade. Todos ao ver Rostand, cantavam o jingle Joselitoooooooooooo Lucenaaaaaaaaaaaa, que anunciava as participações do seu pai nas transmissões de futebol da Rádio Borborema
No final do ano de 1981 eu comecei a namorar Rostand e conheci, em plena noite de natal, o seu pai famoso. Ao primeiro olhar uma empatia aconteceu e em 30 anos de convivência, não vi no trato de Zelito a mim, nem um sinal de desaprovação, muito pelo contrário. E a nossa amizade foi-se avolumando e tomou um vulto que eu nem sei explicar; só sei aprendi a querer um bem enorme a ele e sempre senti reciprocidade.
Hoje a voz de Zelito se calou. Enfermo no leito de um hospital, não resistiu à doença que lhe maltratava há algum tempo. Aquele vozeirão que eu ouvia ao atender ao telefone, que escutava nas inúmeras conversas que tivemos e, principalmente, a voz das tardes de domingo que eu já ouvia anunciadas desde menina, quando das jornadas de futebol. Apesar de que o carro de som não convidava propriamente para ouvir Zelito. Mas o que seria das tardes de domingo sem a narração quase unanimemente escutada e aprovada pela “galera” desportista da cidade?
Rostand se tornou repórter de pista do pai e não muito depois, narrador e o acompanhou desde então, aprendendo o ofício e se especializando mais e mais, chegando ao ponto de ser reverenciado por ele que, mais que pai coruja, tinha ciência da capacidade e do empenho do filho. Casei com Rostand e me tornei nora de Zelito. Brincávamos que eu era a nora preferida, pois por muito tempo fui única. Depois seu filho mais novo também lhe presenteou com uma nora e ao conhecê-la, continuei a nrincadeira dando-lhe um ar de disputa; a disputa pelo posto de nora preferida.
Se fui ou sou a nora preferida de Zelito, isso nem importa. O que tem muito valor para mim é o fato de ter convivido com ele esses anos e ter tido um nível de intimidade pouco usual nas relações nora/sogro.
Me importa sim, e muito, é que ele sim, foi meu sogro preferido, como também brincávamos. E que jamais deixará de ser, posto que não existe ex sogro – sogro e sogra são para sempre. E para sempre Zelito fará parte da minha vida, como sogro preferido que sempre foi.
“Meu querido, meu velho, meu amigo” – ouso me utilizar das palavras do rei, geralmente aproveitadas para reverenciar os pais, para lhe dizer do meu apreço, para lhe falar da minha comoção. Para que todos saibam o quanto você foi e sempre será reverenciado por mim, que guardarei eternamente a certeza da nossa empatia.
Descanse em paz, seguindo seu caminho de luz que agora é. E ilumine os céus como enfeitou, aqui na terra, as tardes dominicais de tanta gente, que ao lhe ver partir chora e se despede, na esperança de um reencontro, quem sabe um dia.
JOSELITOOOOOOOOOOOOOOOOOOO LUCEEEEEEEEEEEEENAAAAAAAAAAAAAAA!
Este som ecoa dentro de mim, e cá, no peito, tudo tremula, como uma "bola na rede" e eu ouço um grito de gol inconfundível.
03/02/2011
Para Tarcinho (pela sua formatura)
Dizem que os poetas, os poetas de verdade, não escrevem sob encomenda. Aí vou saindo de fininho...me retirando da lista dos possíveis poetas...mas nem to aí...o que me importa nesse momento é satisfazer o gosto do meu querido sobrinho e o meu próprio, escrevendo alguma coisa para lhe dedicar, nesse momento em que celebra a sua formatura.
Ele me pediu uma poesia...Eita! E agora? Estou numa fase de escrever crônicas...mas, se “tudo vale à pena se a alma não é pequena”, eu diria que tenho uma maior que o meu corpo e isso, sabe-se que não é pouco, né?
Bem, pensando em escrever pra Tarcinho não me vem outra coisa à cabeça: um trecho da música de Gonzaguinha, que eu adoro na voz de Nana Cayme – De Volta Ao Começo
“E o menino com o brilho do Sol
Na menina dos olhos sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas de amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão”
Na menina dos olhos sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas de amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão”
Explico: Tarcinho pra mim continua sendo aquele menino lindo, loirinho, com o qual eu me divertia um bocado na praia... Meio calado, na dele, mas também com uma vontade de se envolver com tudo o que fazíamos ali, no Bessa, em João Pessoa, quando eu passava uns dias de verão no seu apartamento.
Já escrevi sobre as conchinhas do mar, reverenciando um lindo presente que ele me deu e que guardo como jóia rara e também utilizei a música citada. Mas na verdade, jóia rara mesmo é esse “menino, com brilho do sol” no olhar, que agora se torna um homem formado. A graduação em Ciências Contábeis fez dele um “contador” e eu diria que
Um contador conta dinheiro, mas conta causos também
E os conta como ninguém, visto que sabe contar
Um contador conta conchinhas, conchinhas do mar
E todas só pra me dar
Um contador conta os anos, pois o tempo passa
Mas continua menino, rindo de graça
Um contador conta estrelas
E todas no céu, festejam com ele seu dia de glória
E “na glória”, seu pai há de ficar
Feliz, contente, pra comemorar
São tantas as atribuições de um contador que eu nem conto
Só sei que é um encanto me sentir assim
A alegria desses momentos é ímpar e parece não ter fim
Por mim não hesitaria em continuar por aí
Contando o que um contador conta
E dizendo – Isso é Tarcin(ho)
Ai ai...e eu falei que não faria poesia...terminei, de certa forma, fazendo...isso é uma das coisas que também faz um contador – inspira uma tia enlevada pelo momento a lhe escrever um poema. Tudo isso só pra lhe dizer: Parabéns Tarcinho! Torço por você. Segue contando e cantando as alegrias de viver. E que Deus sempre esteja com você.
Lola (02/02/11)
18/01/2011
Ele
Quando a dor aparece
Ele vem para aplacar
Se a solidão toma conta
Mais sabe ele tomar
É dele o meu sorriso
É pra ele o meu olhar
No meu coração só dá ele
É a ele que sei amar
Mesmo a rima sendo pobre
Quero dizer em meus versos
Que não há no universo
Motivo outro, eu confesso
Ele é o meu amor eterno
Lola (14/01/11)
Ele vem para aplacar
Se a solidão toma conta
Mais sabe ele tomar
É dele o meu sorriso
É pra ele o meu olhar
No meu coração só dá ele
É a ele que sei amar
Mesmo a rima sendo pobre
Quero dizer em meus versos
Que não há no universo
Motivo outro, eu confesso
Ele é o meu amor eterno
Lola (14/01/11)
14/01/2011
É CAM-PE-ÃO!
Não sei se alguém mais percebe assim, mas acho que o pé de castanhola está mais frondoso. Que sua copa vem se abrindo, se alargando e o que surge a partir dele, é só beleza.Não sei se alguém se importa com minha intromissão, mas senti vontade de falar um pouco sobre ele, o pé de castanhola, o encontro anual de primos-irmãos e tios-pais.
Iniciei essa crônica com o parágrafo acima e só dias depois, após uma conversa com Graça e Lulu, no dia em que Mouribe recebeu a notícia de que passou no concurso do exército - agora ele é o tenente Mouribe Arruda Felinto. Falávamos, enlevadas pelos agradecimentos que ele fez no seu convite de formatura e compactuamos a constatação de que somos uma família privilegiada. Pensei então, em voltar à crônica, desta feita enfatizando a conclusão da graduação de Mouribe.
Nosso comentário era justamente relacionado a esses que chamo de frutos do pé de castanhola, os netos e bisnetos de Zé Felinto e Nicinha. Todos bem encaminhados na vida e nos dando, quando em vez, o prazer de chorar de alegria.
Revisitei a infância de Mouribe e me lembrei dos seus apelidos que nós mesmos, tios caducos, lhe demos : Gasparzinho, Biro-biro, Biro, Bibi, o careca, depois Momô e Mô. Nem sei se esqueci algum. Hoje, todos eles compõem o Dr. Tenente Mouribe, para o qual nossos olhares se voltam, nesse momento festivo. De certo que o dia de Tarcinho também está por vir, mas esse é tema pra outra crônica.
Nos três primeiros anos de vida, que foram bem vividos na casa dos avós , eu não acreditava na possibilidade de um amor maior, visto que ainda não tinha abraçado a maternidade – digo ser mãe de verdade, dando a luz às minhas filhas, posto que o gostinho da maternidade já se misturava com todo o sentimento que nutria pelo careca, Lheca-lheca, como ele mesmo se dizia, bem como pelos sobrinhos que lhe antecederam: Moema, Adnan e Maíra.
Eita como o tempo passou! Com ele muitas experiências boas, outras tantas ruins. O certo é que tudo o que foi vivido faz deste momento o que ele é: Hora de agradecer a Deus pelas oportunidades que temos em vida e de oferecer-lhe o nosso melhor.
Mais que filho do meu irmão, meu sobrinho querido, primo das minhas meninas, Mouribe agora é cidadão do mundo. É do povo que precisa de cuidados médicos, é dos que sofrem de dores no corpo. Juntamente com Priscylla que se formou enfermeira, é a contribuição do pé de castanhola à saúde e bem estar das pessoas que necessitam de tratamento.
“Aprendendo a amar e a curar”, esse é o título de um livro com o qual presenteei Mª Eunice, minha irmã médica e que incentivei Priscylla a ler e é o que espero, eles tenham aprendido ao longo dos anos de universidade, além de diagnósticos, medicamentos prescritos, intervenções cirúrgicas e cuidados gerais com o corpo do paciente.
Pela dedicatória que li ontem no convite de Mouribe, a certeza de que amar e curar são partes intrínsecas a um mesmo processo e que jamais poderão ser desvinculadas, sob pena de não se alcançar o êxito desejado: o bem estar das pessoas que são e serão cuidadas por eles.
Quando Pri decidiu prestar o vestibular pra enfermagem pensei: eis aí a minha oportunidade de contribuir para a tão pretendida humanização da saúde. Pensei assim porque acredito no quanto a educação que ajudei a repassar a ela a fez perceber o mundo e as pessoas de maneira humana, como deveria acontecer com todos.
Pelo que venho constatando, meu tiro foi certeiro. E agora, vendo Mouribe, cujo jeitinho carinhoso herdou do pai e do avô, deixando claro na dedicatória que, apesar de papai não estar mais entre nós enquanto corpo continua sendo seu mestre e seu guia espiritual ratifico o quanto a sombra do pé de castanhola tem nos dado de bom. E incluo entre nós o resto do mundo. Onde ele possa ir com suas “mãos que curam” e mais ainda com sua alma doce, repleta de bons ensejos e boas práticas.
Vai Mouribe. Mostra aos seus, agora colegas, que fazem parte da categoria dos médicos, que se pode, tanto quanto se deve, fazer uso das mãos lavando-as sempre. Porém, que o ato de lavar as mãos não passe de prática de assepsia, jamais tendo a conotação de braços cruzados, de desistência. Mostra que, muitas vezes as dores no corpo são reflexo das dores na alma e que só se cura almas deixando que elas se encontrem e se ajudem mutuamente. Diz que, melhor que o salário de médico, é o prazer de proporcionar a cura. E mais: que, se ela não pode ser paga via dinheiro, nunca poderá deixar de ser praticada.
Vai Mouribe. Com esse teu modo de ser, ensinar a amar e a curar e diz ao mundo inteiro que cura de verdade, só acontece quando se coloca o amor a serviço da cura.
PARABÉNS MOURIBE. MAIS QUE ATLETA, QUE TOCADOR DE VIOLÃO, QUE SOLTADOR DE CORUJA, JOGADOR DE PEÃO, VOCÊ ENCARNA DAQUI PRA FRENTE, NÃO SÓ O SEU DESEJO DE SE R MÉDICO, MAS A SATISFAÇÃO DE SEUS PAIS QUE UM DIA DESEJARAM SER E A ESPERANÇA DE UMA PRÁTICA MÉDICA HUMANA, DEMASIADO HUMANA.
E É CAM- PE -ÃO! É CAM- PE- ÃO!
E VIVA MOMÔ, GENTEEEEEEE!!!!!!!!!!
“Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder La Ternura Jamás!” Lembra dessa máxima, né Zé?
Lola (14/01/11)
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