Porque somos irmãs dividimos
Amor
Carinho
Atenção
Aparência
Porque somos irmãs somamos
Valores
Sentimentos
Percepções
Confidências
Porque somos irmãs subtraímos
Da vida as decepções
Multiplicamos sonhos e esperança
Porque somos irmãs
E é tão bom
"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
10/03/2009
02/03/2009
Sobre a estrela do Xerife
E a musa do Xerife entristeceu-se
Mas não baixou a crista e se ergueu
Com forças que nem Sansão com seus cabelos
Com tranças que nem ele teve iguais
Agora jaz uma saudade imensa
E ela haverá de saber suportar
Até porque só sente dessas coisas
Quem verdadeiramente sabe amar
E quem amou, e foi, e é ainda
Porque amor que é de verdade não se acaba
Sofre a saudade a mulher amada
Mas sofre mais quem nunca teve amor
E de tudo que se foi restou lembranças
Muito além do que sempre se esperou
Amealhadas por toda uma existência
Vivendo ainda, além da eternidade
Porque a estrela do Xerife não apagou.
Mas não baixou a crista e se ergueu
Com forças que nem Sansão com seus cabelos
Com tranças que nem ele teve iguais
Agora jaz uma saudade imensa
E ela haverá de saber suportar
Até porque só sente dessas coisas
Quem verdadeiramente sabe amar
E quem amou, e foi, e é ainda
Porque amor que é de verdade não se acaba
Sofre a saudade a mulher amada
Mas sofre mais quem nunca teve amor
E de tudo que se foi restou lembranças
Muito além do que sempre se esperou
Amealhadas por toda uma existência
Vivendo ainda, além da eternidade
Porque a estrela do Xerife não apagou.
Sebá
Recebi do amigo Sebá, uma fotografia dos tempos de faculdade. Mais que alegria, a foto me despertou para algumas coisas que nem sempre se pensa, principalmente em tempos que não nos dão o tempo suficiente para reflexões mais profundas. Naquele que a foto revela, “éramos alegres e jovens”, no dizer de Caetano.
Voltei à UFPB, ao tempo da graduação, que segundo o próprio Sebá, nos fazia a todos “marxistas”.
Aquele, certamente era um dia festivo, já que alguns estão com copos nas mãos. Passei então a ouvir o som que vagava pelo C.A de Ciências Sociais, os burburinhos, as misturas de vozes...a alegria que geralmente permeava o ambiente. Vi João perguntando por Dulce, Charlinho fazendo poemas, Ballo com seus shorts muito curtos, Francimar e Henrique naquele namoro velado... E claro, eu e Mara inseparáveis. Ah, Sebá sempre por perto, conversando sobre tudo, de marxismo a machismo... E como sempre foi feminina a sua alma... E como sempre foi benquista a sua presença...
Sebá é uma daquelas unanimidades que nada tem de “burra”. Querer-lhe bem é quase uma imposição que ele nos faz, devido ao seu trato fino, delicado, alegre e cheio de sabedoria. Disse sabedoria; o que o diferencia e muito de alguns intelectuais que, apesar de terem muito preparo sobre alguns assuntos, lhes falta a sabedoria para a vida.
Sentimentos não me faltam a respeito deste meu amigo, mas confesso que me tenham faltado as palavras certas para concluir esse breve depoimento. Busquei então trechos de um lindo poema que seu irmão escreveu pra ele e que me arrepia a alma a cada vez que o leio:
“[...] Porque a vida pra funcionar
Conta, sim, com um pouco de tristeza,
Mas pra azeitar seu funcionamento
Há de haver um Sebá em cada mesa.
Sebá é o fermento, é o sal
Da comida nascida desde a terra.
Hoje o mundo tem guerra e carnaval.
Sem Sebá ele só teria guerra.”
Voltei à UFPB, ao tempo da graduação, que segundo o próprio Sebá, nos fazia a todos “marxistas”.
Aquele, certamente era um dia festivo, já que alguns estão com copos nas mãos. Passei então a ouvir o som que vagava pelo C.A de Ciências Sociais, os burburinhos, as misturas de vozes...a alegria que geralmente permeava o ambiente. Vi João perguntando por Dulce, Charlinho fazendo poemas, Ballo com seus shorts muito curtos, Francimar e Henrique naquele namoro velado... E claro, eu e Mara inseparáveis. Ah, Sebá sempre por perto, conversando sobre tudo, de marxismo a machismo... E como sempre foi feminina a sua alma... E como sempre foi benquista a sua presença...
Sebá é uma daquelas unanimidades que nada tem de “burra”. Querer-lhe bem é quase uma imposição que ele nos faz, devido ao seu trato fino, delicado, alegre e cheio de sabedoria. Disse sabedoria; o que o diferencia e muito de alguns intelectuais que, apesar de terem muito preparo sobre alguns assuntos, lhes falta a sabedoria para a vida.
Sentimentos não me faltam a respeito deste meu amigo, mas confesso que me tenham faltado as palavras certas para concluir esse breve depoimento. Busquei então trechos de um lindo poema que seu irmão escreveu pra ele e que me arrepia a alma a cada vez que o leio:
“[...] Porque a vida pra funcionar
Conta, sim, com um pouco de tristeza,
Mas pra azeitar seu funcionamento
Há de haver um Sebá em cada mesa.
Sebá é o fermento, é o sal
Da comida nascida desde a terra.
Hoje o mundo tem guerra e carnaval.
Sem Sebá ele só teria guerra.”
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