"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

30/11/2008

Da imensidão do coração ( Para mamãe, pelos seus 82 anos)

“Meu coração tem catedrais imensas”
Nele há torres, altares e vãos
Onde habita o que há de mais sagrado
Neles eu faço a minha comunhão

Sinto pulsar o coração e a alma
Eternamente grata pela vida
Falo com Deus, digo dos meus anseios
Por eles passam a felicidade
De ver-te sempre bem e com saúde

E ainda mais com sorrisos nos lábios

Braços abertos, sempre me esperando
No aconchego dos teus sentimentos
Que de sentir às vezes nem se lembra
Que há tantos outros pra também “cuidar”

Se fixando em um só pensamento
Vivendo então, para realizar
Então salvar a ovelha desgarrada
Tentando dar-lhe aquilo que imagina
Não ter acesso, ter-lhe sido negado

Se desdobrando pra fazer tudo certo
E concertar os “erros” do passado
Vivendo agora e imaginando
Que o futuro pode mudar tudo

E só então ser feliz de verdade

Lola (29 e 30 de novembro de 2008)

29/11/2008

DANADINHA (Para Lilica)

Danadinha, espevitada
Cheia de graça e ternura
O que se destaca nela
É seu jeitinho safado

Cheio de brincadeirinhas
Parece até criança
Dessas que mesmo o trabalho
Que ela dá faz sorrir

Mesmo sem deixar dormir
Quando quer brincar e brincar
Não dá para disfarçar
Que a queremos muito bem

Pois o rabinho que ela tem
Que balança sem parar
Como querendo falar
Que também gosta da gente

Convida-nos a chegar
Cada vez mais, perto dela
Fazer umas piruetas
Jogar pra um lado, pra outro.

Esperar que ela dê o troco
Em lambidelas gostosas
Como que agradecida
Por receber um carinho

Um afago, um gestinho
Que a deixou satisfeita
Mas mesmo assim não dê trégua
E insista querendo mais

É isso que ela faz
Ocupa-nos o dia inteiro
Mas Deus nos livre de um dia
Viver sem esse entrevero.

02/11/2008

Eternamente papai (Sobre o dia de finados)

Hoje é como se fosse o dia dos pais
É o dia do meu pai
Pois ele jaz, em algum lugar do mundo
E eu aqui, sinto saudades
Do tempo em que pra mim este dia não tinha significado
Tenho agora o segundo domingo de agosto
E o dia de hoje pra celebrar
Aquele que na terra, foi e sempre será
Meu pai querido
Tenho na verdade, todos os dias da minha vida
Pra dizer da falta e dizer do amor que sinto
Jamais falarei no tempo pretérito
Pois ele é e sempre será, pois é eterno

Os meus mortos

Os meus mortos são mais vivos
Que muitos vivos por aí

Se já não estão mais aqui
Em lugar bem mais guardado
Se encontram dentro de mim
E daqui não sairão

Seja inverno ou verão
Primavera em mim será
Pois jazem dentro de mim
Folhas de outonos passados

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