"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
"Ando devagar porque já tive pressa..."

29/11/2014

Sozinha

Num vem e vai desmedido e sem sentido,
você me deixa, não quer mais ficar comigo.
E eu, que até há pouco nem sabia que existia,
sinto a falta e até bem mais - sinto-me sozinha.

Sem achar graça de tudo isso que se passa,
sigo meu rumo a procura de outros sonhos.
Sempre a espera de sorrisos que me façam
me re encantar com a vida neste mundo.
Lola (25/11/14)

19/11/2014

IGNORANTE - Acróstico


Ignorância se manifesta como um não saber
Gente que pensa que sabe e não pensa
No sentido mais profundo do pensar
Ostenta um saber que sabe nada
Rindo de quem acha que é "burro"
Antes de mais nada, um absurdo
Nem vale a pena realçar
Tenho visto tanta gente assim
E peço a Deus por todos e por mim

Lola (28/10/14)
— se sentindo agradecida.

De passarinhos

Manoel de Barros "quintaneou",
abriu as asas, voou, voou...
Menino pássaro, de canto doce,
cujo encanto perpetuou-se,
olha por nós, com teus olhos de afago
e leva ao céu nosso desejo mais caro
- que todo o mal passe e que nós, passarinhos...

Lola (15/11/14)

07/11/2014

O esperado

Me avisa se um dia acontecer
Aquilo que já era o esperado
De a lua nos banhar no mesmo instante
E o tempo nos servir de aliado
Me avisa quando um imenso clarão prata
Cruzar os céus num grande e lindo facho
E toda a claridade penetrar os olhos
Que se buscam toda noite, apaixonados
Me avisa e aguarda em doce calma
Suavisa a voz e até o riso
Nem precisa falar que eu consigo
Escutar tudo o que já foi dito antes
Sem necessitar de uma só palavra
Dita de caso pensado, de propósito
Já que o ato falho e até o acaso
Estiveram sempre do nosso lado
Lola (06/11/14)

Te espero

Te espero nas noites enluaradas
Pra que te encante toda a luz que vem do céu
Dentro de mim quero fazer tua morada
E da tua existência, doce mel
Basta que aceites meu convite
E não negues tua presença aqui
Pois sentimento assim somente existe
Em noite enluarada, e de mim pra ti

Lola (05/11/14)

Companhia

A companhia certa é a que chega
De mansinho, sem alardear
Acalma os ânimos, sossega a alma inquieta
Fala em silencio, a acalentar
Sugere o sono, chega à madrugada
E embala o sonho até poder voltar

Lola (04/11/14)