Acróstico - FLAVINHA
"Foi assim, como ver o mar"
Lá estava ela a me encantar
A menininha linda de tia Lola "Vinha, como Talitta a chama,
Inaugurou um sentimento em mim
Naquele dia de agosto
Há um tempinho, lá atrás
Amor que dura até hoje
Acróstico - FLAVINHA
"Foi assim, como ver o mar"
Lá estava ela a me encantar
A menininha linda de tia Lola "Vinha, como Talitta a chama,
Inaugurou um sentimento em mim
Naquele dia de agosto
Há um tempinho, lá atrás
Amor que dura até hoje
Sou de sensibilidades... Suscetível ao choro e ao riso na mesma proporção, desde que me sinta tocada...
Hoje Talitta me mostrou um vídeo da família de Caetano (o Veloso - falo assim porque agora conheço mais um Caetano... Como esse nome é forte!). Antes, ela me disse que amou o vídeo, que sabia que eu ia amar também e que o relacionou à minha família, a relação que tenho com meus irmãos...
Sim, já comecei a ver o vídeo direcionada neste sentido, mesmo assim não pude fugir do encantamento, da surpresa que me aguardava.
A gente muitas vezes pensa em focar em maneiras de agir, na tentativa de deixar marcas ou suscitar exemplos, não nos dando conta que isto acontece, quer queiramos ou não, que intencionados ou não... Deixamos marcas indeléveis nos nossos entes queridos, muitas delas só são realçadas pós morte, quando eles se despedem de lugares e situações vivenciadas conosco... Estou enfrentando o luto da partida de minha irmã Maria Eunice há 8 mêses, e isto está muito nítido nos meus dias... A presença dela, marcante demais, em tudo que faço, que vejo, que ouço...
Como os nossos são nossos! Embora eu também creia que "ninguém é de ninguém", ao afirmar isto chamo a atenção para o fato de que certas formas de ser e de estar no mundo são reflexo das relações que estabelecemos com os mais próximos. Neste sentido, o luto reaviva a intensidade da marca deixada em nós, pelos nossos entes queridos.
Reafirmo, a partir do vídeo em questão, bem como do comentário de Talitta, que "quem sai aos seus não degenera", como diz o dito popular. Me sentir filha dos meus pais, irmã dos meus irmãos, mãe das milhas filhas, avó dos meus netos, tia dos meus sobrinhos, me faz muito bem... E somo a isto o ser esposa do meu esposo, sogra do meu genro, amiga dos meus amigos, prima dos meus primos... Reflito que me encontro no lugar certo nesta existência terrena. E que nada de negativo que por ventura atravesse meus relacionamentos, pode vir a desviar meu projeto encarnatório...
Volto a falar na profundidade do meu sentir, do riso ao pranto, percebendo-a como estratégia de viver e sobreviver. E "é preciso saber viver..."
Lola (março de 2024)
Há todo um céu de possibilidades,
Com lua, estrelas, nuvens e sol.
Há toda uma vida em vastidão, no céu e no chão.
Há criancinhas tão lindas, que se tornam mocinhas, rapazes.
Há vida, contida e há vida que estravasa.
Há momentos que, de tão importantes, se eternizam,
Como eterna deve ser a vida em si.
E a vida pulsa em ti, Alice,
E deságua feito rios caldalosos,
Em mar aberto, repleto de futuros desejos e ensejos.
Há muitos beijos que nunca guardei,
que te foram dados.
E há muitos mais em mim, pra te oferecer sempre que os quiseres.
O despertar de novos rumos é o prumo desta hora,
Que é divisora de águas infinitas e bonitas,
Como é bonita toda a vida que existe em ti.
Lola, em 23 /01/24.
Aniversariante do dia,
Linda e muito querida,
Inteligente e amável,
Coisa mais bela que existe,
Ela é a nossa Alice.
Lola em 30/09/24
Cada minuto parece festa,
Pois se não estamos a brincar, contar estórias, bagunçar,
Estou a cozinhar quitutes pra lhes ofertar.
E assim o dia corre solto, como criança no quintal.
Como notícia boa que se espalha e torna tudo ainda mais legal.
Como se fosse o céu, aqui na terra,
E como se a terra do meu jardim
florecesse a olhos vistos.
Tudo fica mais bonito quando eles estão aqui.
Vó Loló, em 02/10/24