Estala relho marvado
Recordar hoje é meu tema
Quero é rever os antigos tropeiros da Borborema
São tropas de burros que vêm do sertão
Trazendo seus fardos de pele e algodão
O passo moroso só a fome galopa
Pois tudo atropela os passos da tropa
O duro chicote cortando seus lombos
Os cascos feridos nas pedras aos tompos
A sede e a poeira o sol que desaba
Ó longo caminho que nunca se acaba
Estala relho marvado
Recordar hoje é meu tema
Quero é rever os antigos tropeiros da Borborema
Assim caminhavam as tropas cansadas
E os bravos tropeiros buscando pousada
Nos ranchos e aguadas dos tempos de outrora
Saindo mais cedo que a barra da aurora
Riqueza da terra que tanto se expande
E se hoje se chama de Campina Grande
Foi grande por eles que foram os primeiros
Ó tropas de burros, ó velhos tropeiros.
"Ando devagar porque já tive pressa..."

"Ando devagar porque já tive pressa..."
24/07/2010
Suspiros
Ai ai, que falta você me faz
Ai ai, mas como pode ser isso?
Te tenho aqui comigo
Daqui você nunca sai
Ai ai, como te sinto comigo
Ai ai, mas como pode ser isso?
Estás a tantas milhas distante
Geograficamente incapaz
Ai ai, nem sei mais o que eu digo
Ai ai se te tenho ou não comigo
Se isso ou se aquilo
Só sei que amo demais
Ai ai...
(Lola – 24/07/10)
Ai ai, mas como pode ser isso?
Te tenho aqui comigo
Daqui você nunca sai
Ai ai, como te sinto comigo
Ai ai, mas como pode ser isso?
Estás a tantas milhas distante
Geograficamente incapaz
Ai ai, nem sei mais o que eu digo
Ai ai se te tenho ou não comigo
Se isso ou se aquilo
Só sei que amo demais
Ai ai...
(Lola – 24/07/10)
TRIBUTO A CAMPINA - José Felinto de Araujo
Campina Grande, eu te sinto
Às vezes quando pressinto torturas no meu coração
Por isso vem sem demora
Trazendo os tempos de outrora, aquela doce ilusão
Eu quero ver novamente a lua branca inocente prateando tuas serras
Troquei por tua pobreza
O que busquei de grandez pisando em putras terras
Campina Grande, o que importa
Ter querido em outra porta
Agazalhar o meu sofrer
O mundo estranho me deixou
Porém melhor me ensinou
A contigo smepre viver
Campina Grande, quero te ver
Campina Grande querida
Orgulho da minha vida
Eu sou doidim por você
Campina grande, meu bem-querer
Campina Grande querida
Orgulho da minha vida
Eu tô doidim pra te ver!
(José Felinto de Araujo)
Às vezes quando pressinto torturas no meu coração
Por isso vem sem demora
Trazendo os tempos de outrora, aquela doce ilusão
Eu quero ver novamente a lua branca inocente prateando tuas serras
Troquei por tua pobreza
O que busquei de grandez pisando em putras terras
Campina Grande, o que importa
Ter querido em outra porta
Agazalhar o meu sofrer
O mundo estranho me deixou
Porém melhor me ensinou
A contigo smepre viver
Campina Grande, quero te ver
Campina Grande querida
Orgulho da minha vida
Eu sou doidim por você
Campina grande, meu bem-querer
Campina Grande querida
Orgulho da minha vida
Eu tô doidim pra te ver!
(José Felinto de Araujo)
23/07/2010
Meu mar
Quero navegar teu corpo inteiro
E no vai e vem das ondas me encaixar
Quero ser tua vela bem aberta
Para mais facilmente deslizar
Com teu cheiro de maresia a embriagar
Para não sentir mais nada
A não ser você, meu mar
(Lola – 22 - 23/07/10)
22/07/2010
E de novo o mar
Com asas ou mesmo a nado
Façamos a travessia
Trago-te para o meu lado
Levas-me contigo ao teu
Mas os nossos corações
Já estão juntos há tempos
São um só no pensamento
Eu no teu e tu no meu
O mais que ainda é devir
Virá quando Deus quiser
Teremos a eternidade
P’ra juntos apreciarmos
O amor que Ele nos deu
E que nos faz tanto bem
Pois o jeito que ele tem
Não se encontra por aí
Até há quem queira muito
Ter um amor tão prazeroso
Tão intenso, tão gostoso
Que não tema grandes ondas
Que nade contra a maré
Mas sempre chegue à praia
Que tenha porto seguro
Com força de tsunami
(Lola - 21 – 22/07/10)
21/07/2010
Desejo de navegar
Navegar o mar que há em ti
Quem dera pudesse eu
Aí não teria pra ninguém
Meus beijos seriam teus
Os pecados, todos meus
Mas não me arrependeria
Te amaria ainda mais (Será que seria capaz?)
E o rio em mim transbordaria
(Lola - 20/07/10)
Travessia
Querer-te por inteiro é redundância
Pois, que te tenho além da esperança
De ter-te corpo inteiro e coração
Tenho tua alma que à minha se une
E parecem estar em compasso de dança
Num movimento de amor sagrado
Que viveu guardado a esperar por ti
Dançando ao vento, quase flutuando
Atravessando os mares e oceanos
Encontrando enfim tudo o que sempre quis
Aqui chegastes e tomastes conta
De mim que agora sou tua, quase tua
É só fechar os olhos e sentir
(Lola - 15- 21/07/10)
Pois, que te tenho além da esperança
De ter-te corpo inteiro e coração
Tenho tua alma que à minha se une
E parecem estar em compasso de dança
Num movimento de amor sagrado
Que viveu guardado a esperar por ti
Dançando ao vento, quase flutuando
Atravessando os mares e oceanos
Encontrando enfim tudo o que sempre quis
Aqui chegastes e tomastes conta
De mim que agora sou tua, quase tua
É só fechar os olhos e sentir
(Lola - 15- 21/07/10)
20/07/2010
Driblando a ansiedade
Se Deus não quiser nada será
De que adianta tanta ansiedade?
Melhor acreditar que apenas vem
O que há de melhor e ficar calmo
Se não vier o que e como queremos
Certamente não seria do Seu agrado
Às vezes desejamos muito mais
E de uma forma tão exagerada
Que Ele nos encaminha a outras plagas
Para não nos permitir dar cabeçadas
Mas nem sempre é fácil entender
Os seus desígnios e entristecemos
Reclamamos, blasfemamos, nos revoltamos
Sabedoria é mesmo acreditar
Que o melhor pra nós sempre Deus dá
E o que não vier dEle não interessa
(Lola – 18/07/10)
De que adianta tanta ansiedade?
Melhor acreditar que apenas vem
O que há de melhor e ficar calmo
Se não vier o que e como queremos
Certamente não seria do Seu agrado
Às vezes desejamos muito mais
E de uma forma tão exagerada
Que Ele nos encaminha a outras plagas
Para não nos permitir dar cabeçadas
Mas nem sempre é fácil entender
Os seus desígnios e entristecemos
Reclamamos, blasfemamos, nos revoltamos
Sabedoria é mesmo acreditar
Que o melhor pra nós sempre Deus dá
E o que não vier dEle não interessa
(Lola – 18/07/10)
17/07/2010
Encantos Desejados
Se me calas com teus beijos
Se sinto prazer contigo
Bem mais que um ombro amigo
Serei teu eterno amor
E se me chamas de flor
E me regas com teu suco
Nem sequer por um segundo
Quero distância de ti
Já chega um oceano
Turbulento, caudaloso
A se impor como um estorvo
Sem ter piedade de mim
Quero-te sempre aqui
No meu coração vermelho
Que é também verde-esperança
Teu aconchego sem fim
Lola (16/07/10)
15/07/2010
Desejo Junino
Fogo de fogueira a um santo
Vai dar luz e alimento ao sentimento
Para sempre
Da mulher mais desejada
(28/06/10)
Vai dar luz e alimento ao sentimento
Para sempre
Da mulher mais desejada
(28/06/10)
Desencanto
Novamente a noite me atormenta
Me tirando a companhia de quem amo
Cheguei a imaginar que essa inquietude
Já repousasse longe, no passado
(E não voltasse a ser minha companhia)
Mas a angústia voltou a importunar
As minhas noites e conviver com o meu sono
Pois o contato que me satisfazia tanto
Foi interditado pra meu grande desencanto
Lola (13 - 15/07/10)
Me tirando a companhia de quem amo
Cheguei a imaginar que essa inquietude
Já repousasse longe, no passado
(E não voltasse a ser minha companhia)
Mas a angústia voltou a importunar
As minhas noites e conviver com o meu sono
Pois o contato que me satisfazia tanto
Foi interditado pra meu grande desencanto
Lola (13 - 15/07/10)
13/07/2010
Dor de amor
Prefiro acreditar que amar dói
Assim posso sonhar que nos amamos
Mas na verdade a dúvida habita
Não no que cabe a mim de sentimento
Duvidar do teu amor por um momento
Não só maxuca, mas também me debilita
Viver com dúvidas dói mais que tapas, bofetadas
Porque quem leva a maior pancada
É o coração que desmorona e não tem jeito
De sofrer tanto chega a chorar, lateja o peito
Quem ousaria dizer que amar não dói?
Eu não me atrevo, sofro mesmo, reconheço
Até nem sei se não é isto mesmo que mereço
Lola(13/07/10)
Assim posso sonhar que nos amamos
Mas na verdade a dúvida habita
Não no que cabe a mim de sentimento
Duvidar do teu amor por um momento
Não só maxuca, mas também me debilita
Viver com dúvidas dói mais que tapas, bofetadas
Porque quem leva a maior pancada
É o coração que desmorona e não tem jeito
De sofrer tanto chega a chorar, lateja o peito
Quem ousaria dizer que amar não dói?
Eu não me atrevo, sofro mesmo, reconheço
Até nem sei se não é isto mesmo que mereço
Lola(13/07/10)
11/07/2010
Além da Fotografia
Uma fotografia que diz tanto
Tanto, tanto, que nem sei o que falar
Pra que falar se ela diz tudo e ainda chora
Ainda sorri, ainda canta e ainda dança
Sim, pois o movimento que a mesma aparenta
Tem até cheiro, quanto mais um remelexo
E eu fico pasma quando com ela me deparo
Já pensei tanto o que escrever sobre o retrato
Mas nunca me inspiro o suficiente pra dizer
Mais do que ela, por si só já não o faça
E qual a graça que existe em algo assim
Que não acrescenta nada ao que já existe
Mas nem por isso me desencanto ou fico triste
Porque se assim é, é porque as fotografadas
Estão tão próximas tão unas e tão completas
Que a mim, cabe apenas o que a todos cabe
Me inebriar com o tamanho da amizade
Que nasceu forte e que se tornou repleta
Da irmandade, cumplicidade que a foto atesta
Lola ( 11/07/10)
10/07/2010
Boa noite
Noite de sono aconchegante e bem dormida
Desejo a ti, querido, minha vida
Para que a manhã traga com o orvalho
Pra mim tuas carícias mais bonitas
E eu possa senti-las bem sentidas
Assim como te sinto em minha vida
(Lola - (09/07/10)
Desejo a ti, querido, minha vida
Para que a manhã traga com o orvalho
Pra mim tuas carícias mais bonitas
E eu possa senti-las bem sentidas
Assim como te sinto em minha vida
(Lola - (09/07/10)
Sobre o que vi em alguns retratos
Do caminho já trilhado
Encontrei nesses retratos
Vida de um povo que é meu
Tanto quanto ele é seu
È da gente do lugar
Boa Vista soube dar
O melhor dela a nós
E o projeto Sítio Roçado
Do mato encaminha às letras
Deixando quem é de hoje
Sabendo quem foi de outrora
Revivendo nossa história
Continuando a fazer
Dela história bem contada
Bem vivida e recordada
Pra ninguém mais esquecer
Que ali se aprende a ler
Não só o abecedário
Mas todo um imaginário
Cultural familiar
Temos muito a também dar
A ele Roçado nosso
Nosso afeto nosso abraço
Respeitando o bom lugar
E engrandecendo ainda mais
A terra que fez de nós
O que hoje todos somos
Sabendo que podemos ser
Ainda mais se nos propomos
Não permitir o abandono
É compromisso real
Nas sombras nunca, só luz
Pra iluminar a vida ancestral
E lá sempre encontraremos
Foco bem incandescente
Fazendo do que é da gente
Patrimônio cultural
(Lola – 10/06/10)
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